quinta-feira, 16 de março de 2017

|A Mulher do 31| Com as Próprias Mãos

Quando eu era pequena vesti algumas camisolas e casaquinhos e lã que a minha mãe fazia... com as suas mãos, o seu tempo, o seu empenho... o seu amor. Ainda vesti alguns vestidos que era própria fez... escolheu o tecido, tirou-me as medidas, fez os moldes, cortou o tecido e costurou-o. E eu amava vestir aquilo que a minha mãe fazia... era tão aconchegante trazer no corpo a dedicação da minha mãe!!!
Os meus filhos já vestiram peças que a avó fez. E o Guilherme, depois de ver que eu tinha feito uma blusa para mim, perguntou-me se eu poderia também fazer uma para ele. Estou certa que a levaria ao peito com muito orgulho para todo o lado... porque bem lá no fundo, quando assim é, vestimos mais do que o tecido que temos no corpo... vestimos o calor dos abraços, a ternura dos beijos, a doçura de adormecer nos braços, as risadas vibrantes dadas em conjunto... transportamos o nosso mundo, o mundo tecido em conjunto entre mãe e filho.
A Mulher do 31 faz de boa vontade, com as suas próprias mãos, o que está ao seu alcance para cuidar da família. A Mulher do 31 prepara com antecipação o que é necessário para o bem estar dos seus entes queridos. A Mulher do 31 prefere fazer do que mandar fazer ou comprar feito. E tudo isto com talento e delicadeza.

Foto: Ana Filipa Oliveira
A primeira peça de roupa feita por mim.


Quem não sabe quem é a verdadeira Mulher do 31, um dia saberá. Ainda não sou eu! Mas é exemplo para mim.

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