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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2016

Deixem o filho amar o pai

Por várias vezes que tropecei numa partilha na internet que me dá uma certa comichão. Essa frase circula na internet com imagens diferentes, mas o conteúdo é o mesmo: "Ser mãe de menino é saber que ele sempre vai ser o homem da sua vida!" Não vos parece que há algo de errado neste pensamento?
Quando leio esta frase começa uma urticária a dar sinal em mim. Já a expressão "mãe de menino" acho-a tão irritante. Ser mãe é ser mãe. Mãe de menina ou de menino, é ser mãe de um ser que está ao nosso cuidado. E não é selo de garantia de absolutamente nada. Parece que ser mãe de menino é melhor do que ser mãe de menina. Ou pelo menos dá a entender que nos garante algo para o resto da vida, que a meu ver é completamente falso: ter um homem. Hello!? O homem da nossa vida deve ser um homem, com o qual me possa comportar como mulher. Com o meu filho a relação será sempre de mãe, e não de mulher.
Ao ler esta partilha sinto que quem a apoia deve estar mal disposta com o pai do fil…

Os meus filhos: João e Clara

Tive dois filhos muito queridos. Queria-lhes muito e eram tão fofinhos. Um era pequenino e chamava-se João. O outro era menina, grande e chamada Clara. Lembro-me de ir com a Clara comprar pão à padaria da D. Lurdes, que na verdade era apenas a porta da cozinha para a varanda. E de lá trazer pães embrulhados em papel manteiga, que no fundo apenas eram cubos de madeira. Era uma mãe que amava muito a minha menina de babygrow cor de rosa e o meu pequenote de fatinho branco com um detalhe no peito em azul.
Às vezes quando estou no trocador com a Mariana penso: "Esta é mesmo de verdade. Esta boneca já não é de brincar." Como é que o tempo passou desde a Clara, a filha boneca, até à Mariana, uma boneca de filha!? Nem sei como é que este cabelos brancos vieram plantar-se mesmo em cima da minha testa!? Alguém me explica?






A começar no Insta

Tem poucos dias e poucas publicações, pouco seguidores... mas vai crescer. Vai crescer em fotografias apelativas, em partilhas pessoais sobre o que são as minhas paixões, o que é o meu olhar... Dizem que pelo mural do Instagram conhecemos uma pessoa. Acredito que sim! Pelo menos, diz muito acerca dela... dos seus gostos, sobre onde coloca a sua energia, e mostra qual é o seu foco. Por enquanto ainda sou foquei umas taças de frutos silvestres, que aliás dará um post aqui no A Mulher do 31 (a casa mãe)... sigam para saber o que aí vem. Até lá, bons sonhos e fortes realizações! 

Juntos para Emagrecer

Recebi uma mensagem de uma leitora. Fiquei estupefacta! Parece, então, que não escrevo apenas para mim. Que bom! Muito simpaticamente partilhou comigo que existe um serviço - também online - muito bom para quem quer emagrecer. Ora espreitem o perfil do Diário de uma Dietista. Pelo que me explicou as consultas online ajudam na reeducação alimentar e, segundo a sua experiência, tem funcionado. Sozinha era um processo difícil e assim já perdeu 6 quilos desde Junho. E o melhor é que sublinhou que isso acontece sem fome e um plano que a deixa satisfeita. Quem não quer? Fiquei tentada.

Ups! O que restou.

Hoje é dia de pesar-me e medir o meu perímetro abdominal. Falta pouco para o final do desafio... e parece que eu ainda não entrei bem no espírito do mesmo. É mesmo uma luta comigo mesma: para comer saudável e para fazer exercício. Aparentemente são duas coisas tão simples. Ou se calhar, não.
Mais simples ainda, pelo menos APARENTEMENTE, é beber muita água. E bem que eu preciso para ganhar outro desafio: o da amamentação. E até isso é uma batalha interior!? Tenho que me empurrar, tenho que me puxar, tenho que me obrigar a pegar na garrafa e beber.
Já viveste algo semelhante, com certeza! Se calhar querias deixar de fumar e não conseguias; ou sabias que aquele curso era importantíssimo para o teu trabalho, mas arranjavas mil e uma desculpas para não o fazeres agora... tantas situações em que podemos sentir dificuldade em ultrapassar a nossa zona de conforto ou vencer as nossas guerras interiores.
Eu tenho de certo um sabotador interno que não me quer deixar viver saudável e bela. Só qu…

Sou tão teimosa!! E ainda bem.

As características pessoais em si não são boas nem más. O modo ou o objectivo para que as usamos é que lhes dão esses adjectivos. Dizem que sou teimosa. Ora que bom! Agora estou a colocar a minha teimosia à prova... para atingir uma óptima meta: recuperar a produção do leite materno.
Tinha contado no post Novo Recorde como estava a situação no início de Agosto. Posso dizer que piorou ao ponto de estar a dar 4 biberões de leite artificial à nossa princesa; de já não sentir a dor própria do leite a descer, nem a dor própria da mama cheia; de já não pingar leite para os discos; das mamas estarem moles... e da nossa piolhinha não se saciar com a minha oferta. Num encontro de mulheres, num ambiente descontraído de convívio e partilha, três mulheres, em momentos distintos, vieram ter comigo e perguntar se não dava mama. Aquelas vozes fizeram eco em mim e despertaram-me para o meu comportamento apático, derrotista, e quase inconsciente a respeito.  Eu estava a dar o biberão sem oferecer ante…

Quero ser brasileira

Estava agora a limpar o chão da cozinha e saltou-me da caixa de memórias aquele dia em que a minha professora da Primária acabou com o meu sonho. Ela perguntou o que queríamos ser. Eu disse-lhe "Brasileira." Eu acho que ela referia-se às profissões. Mas para mim, que via todas as telenovelas brasileiras que havia na época, acompanhando a ala feminina da família... para mim, ser brasileira era uma espécie de estatuto que se adquiria. Na verdade, estou para aqui a filosofar, mas não sei por que razão misturei as duas coisas: nacionalidade e profissão.
Rapidamente tinha o meu sonho destruído. E não era pelo facto da professora me explicar que uma nacionalidade não era uma profissão. E que talvez fosse melhor eu pensar noutra coisa. Não! Foi destruído, porque ela pintou-me o lado negro do quadro. Falou da pobreza, da criminalidade... Pronto! Assim não queria. Queria o lado colorido e divertido da coisa, tal e qual aparecia nas telenovelas. Queria ser assim sofisticada como a Chr…

Será que dei tantos passos assim?

Na sexta feira recebi o meu relógio com "contador de passos". Sim, é mais uma daquelas minhas desculpas... "Ai, se eu tivesse aquele relógio, é que ia mesmo fazer exercício e emagrecer!" O mesmo argumento que usei para uma capa de colocar o telemóvel no braço... Ou o soutien de desporto... Ou... Ou... Ou...
Bem, retomando... Hoje ele disse-me que fiz mais de 11 000 passos. E a maior parte deles aqui, na minha humilde casinha de 100 metros quadrados. Será? Não sei se o ir e vir para colocar a chucha na Mariana ajuda!? Ou se o embalar para cá e para lá?! Mas mais de 11 000?! A nossa saída ao parque deve ter ajudado, mas desta vez não foi uma caminhada de uma hora. Foi coisa curta.
Quando a esmola é muita, o santo desconfia. Cá para mim comprei um relógio baratuxo de mais. (Talvez nasça agora aqui um novo argumento ou para um novo relógio, ou para nao fazer exercício. kkkk)

Desculpa, filho

Desculpa, filho, das vezes que saíste à rua com uma t-shirt quase acima do umbigo. Desculpa, filho, das vezes que foste para a escola com uns boxers dois números abaixo do teu. Desculpa, filho, das vezes que vestiste umas calcas por remendar. Desculpa, filho, dos ténis apertados que te feriu os pés no andebol. Desculpa, filho, das meias a desfazerem-se. Desculpa, filho, dos pijamas acima das canelas, muito acima. Desculpa, filho, da roupa por passar. Desculpa, filho, das unhas nao cortadas. Desculpa, filho, dos dentes nao inspeccionados. Desculpa, filho, do cabelo que cresceu para lá da conta. Desculpa, filho, de nao te ter ensinado que a primeira coisa que se faz quando se acorda é lavar a cara. Desculpa, filho, das vezes que te dei batata frita no lugar de dar brócolos cozidos. Desculpa, filho, das vezes que te deixei horas a fio a jogar consola invés de ir fazer uma actividade contigo. Desculpa, filho. E prometo que vou cuidar muito melhor de mim. Só assim saberei cuidar de ti. De…

Barriga grande... o quê?

Ontem uma menina, muito sincera e delicada, disse-me, da inocência dos seus seis anos, que eu tinha a barriga grande. Mesmo? Ups. Eu pensei que já estava praticamente como antes da gravidez. Na verdade já desconfiava que não era bem assim. No grupo do Facebook do Desafio 30 Dias Pós-Parto FIT, quem quiser, pode registar os seus dados, inclusive o perímetro abdominal. Em comparação aos registos das outras parceiras de caminhada, o meu é dos maiores. Se andava iludida, a ilusão caiu por terra. Tenho mesmo que me pôr em movimento. E em cinco dias, apenas fiz exercício (caminhada) em um. Vai mudar, vai mudar.

4 de 30... como foi este início?

Podia focar-me naquilo que não atingi, mas prefiro colocar os meus olhos naquilo que consegui.
Fiquei feliz comigo mesma por ontem ter ido jantar fora com amigos e ter escolhido um prato de salada no lugar de me entupir de carne, batatas fritas e afins. Normalmente era coisa que eu não faria. Gosto muito do entrecosto grelhado à americana. E tenho sempre aquela sensação que salada é algo pouco saboroso e muito caro para o peso que tem. São apenas umas folhas de alface e outras verduras. No entanto ontem mudei totalmente de ideia. Comi uma salada com pedaços de frango. Estava delicioso. E não fiquei com fome, senti-me leve e refrescada. Quando como o dito entrecosto, saio com o estômago cheio - a abarrotar, com uma moleza no corpo e com calor. E no final não comi sobremesa, como de certo faria noutra altura. E a verdade é que nem senti falta.
Também me alegro por ter trocado o meu eterno pequeno almoço de pão e leite com café, por aveia: papas de aveia, panqueca de aveia, mexida de ave…

Desafio Pós-Parto Fit

Tantas vezes que quis emagrecer. Tantas histórias que posso contar acerca de peripécias a propósito do tema. Por exemplo aquela vez que entrei na sala do ginásio preparadíssima para a minha suportável aula de Pilates. E quando começo a aterrar (com os meus pensamentos, claro), olho ao meu redor e vejo pessoas que não eram habituais frequentadoras daquela modalidade, e com uns fatos um pouco mais "fashion"... a professora a falar de zonas que íamos trabalhar que não era normal... e depois, quando a música começou, tudo se esclareceu... fui enganada. Trocaram as aulas e eu não soube. Como sou fraca para desistir, e já estávamos a iniciar a aula, fiz POWER BOP... não dei o braço a torcer, sobretudo ao meu "sabotador interno", que me queria levar a pegar nas coisas e sair da sala, ou fazer menos exercícios do que as outras... fartei-me de soar e gemer... foi uma semana com dores intensas e uma segunda com ligeiras. E no final era um misto: dor e alegria, por ter conseg…