sábado, 29 de abril de 2017

|Blogging| De Pernas para o Ar

Foto: Refe

Era suposto dedicar-me diariamente ao blog. Pelo menos, eram esses os meus planos. Antes de ir de férias da Páscoa tive a infelicidade de ter agendado três post, que desapareceram. Mas o que não é bênção, é lição, e aprendi alguma coisa com esse acontecimento menos bom. Isso desmotivou-me um pouco, mas não é a razão da minha ausência.
Depois meteram-se as férias. Estava tudo planeado para vos escrever mesmo de Portugal... os temas estavam distribuídos, alguns apontamentos já feitos... mas estas férias foram corridas e não tive tempos mortos, os quais tinha na ideia de usar para escrever os tais post.
Regressados de férias... é encontrar o ritmo... mas esse ainda está por se deixar apanhar. Depois do meu dia de aniversário, a Mariana adoeceu. E quando um filho fica doente, pelo menos comigo assim é, parece que o nosso mundo voltou-se de pernas para o ar e tudo o que não tenha a ver com a sua recuperação, perde a prioridade.
Isto tudo para vos dizer: este ainda continua a ser o meu projecto, e podem contar com novidades em breve. (Espero que ninguém adoeça cá em casa, que não desapareça o material para publicação e... férias eram sempre bem vindas, mas pronto, por uns três meses é melhor não... e os textos d'A Mulher do 31 voltarão a fluir.)



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sexta-feira, 21 de abril de 2017

|Recordações| Picknick à Beira Rio

Foto: Ana Filipa Oliveira
Esta foto tem exactamente um ano. Foi um dia inesquecível, como são quase todos quando estamos felizes e fazemos algo fora da rotina.
Era uma quinta feira. Estava muito calor para a época (na Alemanha). O Guilherme tinha treinos, mas baldou-se. O Kevin chegou a casa e, com o seu entusiasmo, arrastou-nos para um picknick à beira rio. Pegámos nas trouxas. Eles foram de bicicleta, e nós (a Mariana ainda na barriga) fomos de carrinho.
Apesar de nesta fotografia parecer que fomos os únicos a ter esta bela ideia, não fomos. Mais a baixo, numa plataforma de madeira flutuante, estavam duas raparigas com o seu grelhador. E no paredão, ao qual estou encostada, passeavam muitas pessoas. Sim, porque quando existe um brilho como neste dia, e uma temperatura agradável, há que aproveitar, porque nunca se sabe quando se volta a ter.
Ficámos por volta de duas horas. O Kevin tratou dos grelhados, o Gui lavou a loiça e eu tirei fotografias. Todos comemos e divertimo-nos. Agora haveremos de lá voltar, mas com menos barriga e mais um elemento no grupo... é só preciso que o sol volte a brilhar e o tempo a ficar quente, como naquele dia, há um ano atrás.

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sábado, 15 de abril de 2017

|Viagens| Partir e Voltar

Foto: Ana Filipa Oliveira
Alhanda / Portugal
É maravilhoso podermos desvendar novos mundos. E é fantástico podermos regressar aos velhos. Partir e regressar aparentemente são movimentos contrários, mas cada vez mais acho que são movimentos complementares.

Sabe tão bem a pré-viagem... escolher o destino, planear os dias, fazer as malas, fechar a porta, entrar no carro, viajar até ao aeroporto, ou até ao destino, chegar lá e desfrutar do que é para nós novo, mesmo que já visitemos Paris, Barcelona ou outro local pela vigésima vez.

Na hora da despedida provavelmente ficaríamos por mais tempo... Ainda tínhamos tanto para descobrir e estávamos a desfrutar lindamente dos dias nesse sítio novo, mesmo que repetido... mas ao chegar a casa, que sentimento!!!! A sensação que saltámos de novo para o colo da mãe, para aquilo que nos é conhecido, dá segurança, conforto, que nos acolhe com as características específicas e individuais que nos identificam... e com as quais nos identificamos.

Com esta vida de emigrante, com o privilégio de vir várias vezes por ano a Portugal, vivo e revivo este sentimento. E o novo agora é o que era velho... o meu país de origem passou a ser o meu destino de aventuras, descobertas e redescobertas... parto com o sentimento que ficaria por muito mais tempo, e que até gostaria de voltar a viver aqui... e entro em casa, na Alemanha, respirando fundo e sorrindo, por estar de novo no nosso ninho.


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quarta-feira, 12 de abril de 2017

|Liberdade| Desamarrar as Correntes

Se achas que a Páscoa é uma festa religiosa enfadonha e que nada tem a ver contigo, desafio-te a ler este post até ao fim.
Sabes o que é a Páscoa? A Páscoa remonta aos tempos em que os israelitas viviam em cativeiro no Egipto.

E o que é que isto tem a ver connosco? Ora, quantos de nós estamos em cativeiro? Presos pelas nossas necessidades de reconhecimento por parte do outro? Amarrados pela nossa sede de sermos bem vistos? Enclausurados na nossa vida para satisfazer padrões? Calculo que muitos. Bem, se não é o teu caso, que bom... mas estou certa que tens qualquer coisa em que dizes, "se eu pudesse..." Se não podes, é porque alguma coisa, ou alguém, te está a travar, certo? Então, vives como o povo israelita vivia no Egipto.

Os israelitas eram escravizados, mal tratados... pelo povo egípcio. Viviam na miséria. E eles chamavam por intervenção divina. Eles falavam com Deus acerca das suas dores.
Talvez tu não ores a Deus... mas acredito piamente que falas com alguém sobre as tuas dores. Que contas como te sentes limitada... Às vezes talvez chores sozinha e grites "mas porquê?"
Todos nós gostaríamos de ter a intervenção, de alguém com poderes, numa dada situação que nos perturba. Era tão mais fácil, e ajudava-nos tanto, que aquele chefe, vizinha, ou até namorado, sogra... de repente transformassem a sua conduta para connosco. Porque nós já tentámos tudo (ou pelo menos pensamos que sim) e nada resultou.
Provavelmente agora entendes um pouco melhor os israelitas... eles viviam condicionados e chamavam por Aquele que tinha todo o poder para alterar a situação, pois eles não conseguiam fazer mais nada.

Por correio chegou-nos em 2011 aquilo que para muitos simboliza a Páscoa. Sao miminhos saborosos... mas a Páscoa é algo diferente. Pelo menos, na sua origem.

Até que Deus agiu. Primeiro disse-lhes que conhecia a dor deles e que estava decidido a libertá-los das mãos daqueles que os oprimiam. Mas não só, ainda acrescentou que os iria guiar a uma terra fértil e espaçosa.
Alguma vez tiveste um daqueles momentos que, do nada, parece que se faz luz na tua cabeça e encontras uma solução estupenda para uma situação que te acorrentava há tanto tempo!? Será que alguma vez passaste pela situação de estares a chorar baba e ranho e, de um momento para o outro, seres preenchida por uma paz que te secou as lágrimas e te deu esperança?
O povo de Israel sentiu isso mesmo: a solução para os seus problemas estava prestes a concretizar-se. E a esperança para uma vida melhor abria-se à sua frente.

Antes da sua saída de terras egípcias, os israelitas comeram um cordeiro pascal, ou seja uma refeição para simbolizar a passagem do cativeiro à liberdade, o que viria a ser encarnado na pessoa de Jesus.
A transformação dos nossos medos, prisões, cativeiros, correntes... em liberdade é motivo para celebração. Como é que normalmente festejamos algo? À volta da mesa. Para os israelitas o repasto foi um cordeiro. Para quem vivia na miséria, um cordeiro era muito, não achas? Mas era a prova de que a fé era maior do que as circunstâncias. Estou certa que ao transformares aquela zona escura que te persegue, aquele mau hábito que te prende, aquela doença que não te larga... ao ganhares liberdade em relação a vícios que te dominam... vais querer celebrar com o melhor que tens.

Pronto, a Páscoa começou assim. E mesmo com Jesus ela continua assim: celebração da passagem do cativeiro para a liberdade. Ainda achas que não tem nada a ver contigo?

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terça-feira, 11 de abril de 2017

|Amor| Dar-Me Pelo Outro

Se namoras ou és casada, o teu namorado ou marido entregar-se-ia por ti aos teus inimigos? Daria-se a ser gozado, a ouvir injúrias e a ser escarrado no teu lugar? Permitiria ser maltratado, com violência física, e morto, por ti? Eu acho que não, mesmo que ele diga que faria tudo por ti. Mesmo que o primeiro impulso fosse esse. É que o homem tem algo muito enraizado em si: o instinto de sobrevivência.

Uma certa noite, há mais de uma década, estava eu e o meu marido, ainda namorados, no meu carro, estacionados ao lado do carro dele. De repente damo-nos conta de um outro carro, cheio de rapazes com um ar suspeito, parar à frente do carro dele e rodearem-no. Percebemos logo que queriam roubá-lo. Saímos os dois do carro para os travar. Fiquei hirta ao lado do meu carro. Ainda consegui lançar a minha mala para o assento, com ar de forte, mas depois faltou-me a coragem para fazer o que quer que fosse. O que veio a seguir foi uma cena de filme, que alguns conhecem, mas que não vale a pena recapitular aqui. 

A verdade é que no primeiro instante tive impulso para sair do carro e fazer um ar intimidador, mas algo arcaico em mim travou-me os pés. Primeiro estava a minha defesa pessoal, e não a de um objecto, por mais que ele significasse para o meu marido. Mesmo quando o vi em perigo, a única coisa que consegui fazer foi gritar e ligar para a polícia, mas não me aproximei do local onde ele estava rodeado pelos bandidos. 

Foto: Ana Filipa Oliveira


Sim, eu sei, não parece nada romântico... mas a verdade é esta: por mais que amemos o outro é preciso algo muito maior do que o amor humano para nos levar a colocarmo-nos em perigo, a ser alvo de maldades no lugar de outra pessoa

A Páscoa é isso: um amor para além da compreensão humana que se entregou por nós, para nos libertar das prisões em que vivemos, por sermos humanos e preferirmos, muitas vezes, praticar o mal no lugar do bem. O único que se entregaria (entregou) aos teus inimigos no teu lugar seria (é) Jesus. 

Nesta fase já me estás a achar antiquada, careta... acredita que sou diferente da imagem das beatas da igreja, das velhinhas que vão à missa... mas não porque sou melhor. Só porque fui feita de um modo diferente... assim como tu.

Eu acredito e sigo a Jesus, se quiseres falar sobre isto, ou sobre outra coisa qualquer, e não quiseres fazê-lo no campo dos comentários, manda um email... vou ficar feliz por o receber. Boa Páscoa! 

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domingo, 9 de abril de 2017

|Celebração| Domingo de Ramos!? Porquê?

Ramos? Porquê um domingo chamado Domingo de Ramos?

Muitos de nós já entrámos em férias... as férias da Páscoa. Mas nem todos nós sabemos a razão de tal celebração e a sua importância, para se darem férias por ela.

Hoje em dia é fora de moda ser-se devoto, ser-se cristão... e talvez já hajam poucas famílias onde esta época seja verdadeiramente falada, e comemorada. As amêndoas, o folar, os ovos e o coelho da Páscoa tomaram a dianteira das festividades, como o Pai Natal do Natal. E o que estava na raíz destes dois momentos ficou em segundo, quando não em último plano.

A época pascal é repleta de acontecimentos bíblicos muito interessantes e cheios de valor para a vida humana. Não é apenas um episódio... é uma sequência de eventos. O Domingo de Ramos, digamos, é a abertura da festa. E já passo a explicar.

Foto: Ana Filipa Oliveira

A personagem principal da Páscoa é Jesus. (E não o coelho da Páscoa, desenganem-se!) O local, onde se desenrola a acção, é Jerusalém. E as personagens que contracenam com Jesus são os fariseus. Este povo não aceitava Jesus como o Salvador e desejavam que ele desaparecesse de cena. Por muitas maneiras, e várias vezes, tentaram que isso acontecesse, mas sem efeito. Até que chegou o auge da história, em que isso se concretiza, com a crucificação de Jesus. 

E o que é que isto tudo tem a ver com Ramos? Simplesmente quando Jesus entrou em Jerusalém, montado num burro, o povo recebeu-o em euforia, agitando ramos de árvores, como se uma figura real viesse a entrar na cidade em cortejo para a população a adorar. Imaginam como é que os inimigos de Jesus ficaram? Furiosos. Como é que ele podia ter tal honra!?

E com o Domingo de Ramos, a entrada de Jesus na Cidade Santa, inicia-se a Semana Santa, com o seu grande momento no Domingo de Páscoa. E para ti, o que começa com o Domingo de Ramos!? Apenas dias de descanso? Troca de sacos de amêndoas? Comer folar e broas da época? Ou devorar ovos de chocolate? Como é a Páscoa na tua família? Como era nas gerações anteriores? Que recordações tens?

Que possamos, especialmente neste período do ano, apercebermo-nos do quanto distante estamos, ou próximos, do verdadeiro valor dos eventos que nos dão direito a dias de descanso... e, para quem crê, não serão apenas dias de descanso na terra, mas no céu, para toda a eternidade.

Votos de uma excelente Semana Santa!



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Fontes de Pesquisa:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Domingo_de_Ramos
https://www.calendarr.com/portugal/domingo-de-ramos/
https://www.gotquestions.org/Portugues/Domingo-de-Ramos.html

sábado, 8 de abril de 2017

|Aniversário| 10 Meses de Menina

Foto: Ana Filipa Oliveira
O cabelo já está a ir para os olhos... castanho clarinho e com jeitos de que ainda encaracola... e ela já está com feições de mais crescida...

Palra muito, com a voz e as mãos. Um discurso que ninguém ainda consegue traduzir, mas ela fala com convicção. 

Ri-se com a boca rasgada, e é fácil de a fazer rir, mas perante desconhecidos e situações estranhas fica com um ar muito céptico.

Prefere sentar-se do que deitar-se. É preguiçosa para voltar-se de barriga para cima ou vice versa. Ainda não gatinha. Faz marcha atrás, rastejando.
Gosta de ficar em pé e dá passinhos inseguros, connosco a segurar, apesar de querer afastar as nossas mãos. Quer dizer, os passos não são inseguros, ela até os dá com assertividade, mas o equilíbrio ainda lhe escapa.

Tem três dentinhos. E mais um que vemos debaixo da pele há meses, mas parece que é tímido e tem dificuldade em furar.

Não é gulotona. Come moderadamente e quando não quer mais, afasta a colher com a mão, vira a cara para o lado, bate com as mãos no tabuleiro e por mais que insista, a colher não entra na boca de lábios cerrados.
Ainda se engasga de vez em quando com comida que tenha pedaços ou grumos maiores, e por isso a mamã ainda prefere dar-lhe tudo mais para o bem triturado. Mas ela olha para a nossa comida com ar de quem já se aventurava.

Desde os sete meses que passou a dar noites tranquilas. De vez em quando, talvez com a questão dos dentes, é que há noites em que tenho de me levantar para dar-lhe a chucha e isso pode ser 2, 3, 4, 5 vezes... mas é raro. Sim, sou uma sortuda.

Gosta muito de ir à rua e fica na sua poltrona com um ar muito observador. As pessoas que se cruzam com ela dizem que é mesmo uma bonequinha, que ela tem um rosto marcante... e nós babamos.

Continua com olhos azuis e grandes. Continuamos sem saber de quem!? Talvez da avó materna ou do avô paterno!? 

Delira com o banho; bate na água, mexe freneticamente com os pés... a casa de banho e a mãe ficam todas encharcadas, mas a alegria é tanta que nem os salpicos que lhe vão para os olhos, ou para a boca em sorriso, a fazem parar. 

Ah, e no tapete de actividades gosta mesmo é de brincar com os pés, como se vê na foto... e os bonequinhos não servem para fazer girar, mas para coçar as gengivas... puxa-os como se puxasse um fruto de uma árvore e lá vai de dentes.

É uma felicidade poder vê-los crescer. Sinto-me tão felizarda de poder estar com ela todo o dia, todas as semanas, todos os meses... e também me sinto muito sortuda de poder confiá-la por horas a pessoas que lhe querem tanto bem, que a sufocam de beijos, que não se cansam de lhe tirarem fotografias, que lhe falam em "bebês"... que a tomam nos braços como também fosse um presente de Deus para elas. 

Que os nossos filhos possam crescer - sempre - rodeados de amor!


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sexta-feira, 7 de abril de 2017

|Saúde| Se a Temos, que a Estimemos

Posso sentir-me feliz, porque apesar da minha actual procura por um estilo de vida saudável, já sou saudável. Parece um paradoxo, mas não é. Apenas quero ser ainda mais saudável. Retirar aquilo que não acrescenta valor à minha saúde e que a longo prazo até a pode prejudicar.

Foto: Ana Filipa Oliveira


Descobri no início de 2015 que sofro de hipotiroidismo. Preciso de medicação para regular a tiróide. Desde cedo, muito criança, tive vários sintomas que ninguém associou a uma intolerância à lactose, e que também só há dois anos é que vi preto no branco, que realmente assim é. Embora já tinha testado no meu corpo e sabia que me sentia muito melhor quando não consumia lacticínios. E olhem que eu era daquelas pessoas que bebia quase um litro de leite por dia, comia imenso queijo, e iogurtes também faziam parte da ementa com regularidade e abundância.

Mas é isto estar doente!? Nao. Isso é apenas um desarranjo, gosto de pensar assim. Se comparar com doenças crónicas ou o famoso cancro, isto é zero, nada. Todos os males da humanidade fosse hipotiroidismo e intolerância à lactose e voltávamos ao Paraíso. O que tenho está controlado, através de medicação, mas acredito vir a viver sem medicação e sem esses "desarranjos". O poder da mente, e sobretudo o poder divino (sim! eu creio), são fontes de libertação daquilo que nos faz mal.

Só quem vê a sua saúde (e vida) realmente ameaçada, ou a perde, é que lhe sabe dar o real valor. Em geral não pensamos muito nela, até que haja sinal do contrário, ou seja, que estamos doentes. Sei disso por familiares bem próximos que nos últimos anos têm vindo a sofrer ataques ao seu bem estar, através de doenças autoimunes, crónicas e cancro.

Provavelmente por isso os últimos anos têm trazido consigo esse temor: se a tenho, que a estime. Procurar ter uma vida saudável é um estilo de vida. É optar pelo que nos faz bem. Aquilo que preserva a nossa saúde. E quando falamos em saúde, não é só física, tanto mental, emocional como espiritual. 

Em geral tenho tendência a dar mais atenção ao meu equilíbrio psíquico, do que me focar no corporal, porque acredito que o primeiro comanda o segundo. Mas colocar os olhos nos dois, que é o que venho a fazer, traz-me ainda mais qualidade de vida.

Coragem, para aqueles que sofrem! E sabedoria, para aqueles que vivem despreocupados! Bom Dia Mundial da Saúde, para todos.


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quinta-feira, 6 de abril de 2017

|A Mulher do 31| O que está Dentro reflecte-se cá Fora

O que leva uma mulher a escolher o que há de melhor para a sua casa, para os seus e para si? O que move uma mulher a comprar lençóis, cobertores, toalhas, cortinados, tapetes... de boa qualidade para o seu lar, para os que nele vivem e para si? O que impulsiona uma mulher a vestir-se, a si e aos da sua casa, com tecidos finos? O mais barato e simples não tem o mesmo efeito?

Estas e outras perguntas coloco-me ao pensar nas qualidades d' A Mulher do 31. Ela é assim.

E de repente surge-me o pensamento: o foco está na causa motriz e não no efeito. As coisas mais baratas e simples podem ter o mesmo efeito, ou utilidade, mas não são compradas, tendo na sua raiz a mesma causa.

Quando escolhemos algo requintado para o nosso lar, para os nossos filhos e marido, para nós, a causa é o amor... gostamos de lhes dar o melhor... e o que está no nosso interior espelha-se no exterior. Quero dizer com isto, que se o nosso coração está cheio de amor por eles, quer o melhor para eles, então as nossas acções vão reflectir isso... até naquele abajur da sala, no tapete do hall da entrada...

Vou vos confessar algo. E faço-o porque acredito que é mostrando as nossas fraquezas, que podemos ajudar-nos uns aos outros. O mundo já está repleto de pessoas que falam com autoridade de quem sabe, de quem é especialista, de quem tem sempre uma solução... quando às vezes o que a maior parte de nós precisa é apenas saber que não é peça de museu, e é tão normal... tem as mesmas dificuldades, erros, insucessos... do que outros tantos...

Ora, vou vos confessar... sou tão imperfeita que amo de modo imperfeito... às vezes com egoísmo, às vezes com generosidade desmedidas, outras vezes assim, outras vezes assado... e sendo assim, imperfeita e inconstante, ainda não consegui transbordar continuamente de amor pelo outro, neste caso os meus filhos e marido. Talvez porque ainda não me deixei preencher por completo de amor. Por isso não posso dar o que não tenho.

A Mulher do 31 é uma mulher que dá porque tem. Não estou a falar de bens materiais, estou a falar de amor, que depois se materializa em boas escolhas para a sua casa e os seus familiares. A Mulher do 31 banha-se no amor... ela bebe da fonte. Está saciada. A Mulher do 31 alimenta os outros com o seu amor, porque ela está satisfeita, tem em fartura. E quando assim é... não se dá migalhas, não se dá restos, não se dá cópias, não se dá "aquilo que serve também para o mesmo efeito"... dá-se o melhor, com qualidade.



Quem não sabe quem é a verdadeira Mulher do 31, um dia saberá. Ainda não sou eu! Mas é exemplo para mim.


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quarta-feira, 5 de abril de 2017

|Receita| Papas Caseiras para Bebés (e não só)

Já está! Já experimentamos ao longo de mais de uma semana a papa caseira da mamã. Ao início a Mariana estranhou, mas agora está acostumada e come muito bem. Já comprei outros grãos para experimentar, já que as papas podem ser de cereais diferentes. Vamos à receita e dicas!?

Foto: Ana Filipa Oliveira

Ingredientes:

  • arroz integral
  • flocos de aveia (não a que se mistura com líquido e está pronta a ingerir, chamada instantânea, mas a de flocos mesmo)
  • água

ETAPA 1: Pulverizar os Cereais


Foto: Ana Filipa Oliveira

Precisamos de um electrodoméstico que triture, ou melhor, pulverize os nossos cereais. Eu usei a Bimby, mas há que ver as especificidades, nomeadamente a capacidade, do que vai usar, e ajustar o processo a elas.

O tempo para pulverizar depende de cada máquina usada, mas nota-se pelo som e pelo aspecto dos grãos, melhor dizendo, do pó deles. Com o arroz demorou mais tempo, tendo ido progressivamente até ao 9. Com a aveia já demorou menos. E a aveia fica mais fina do que de o arroz.

De seguida. peneirei para libertar os pequenos grãos.

Foto: Ana Filipa Oliveira

Foto: Ana Filipa Oliveira

Foto: Ana Filipa Oliveira
Este pó pode-se guardar numa recipiente fechado tanto no frigorífico como num local escuro, seco e fresco por mais de três meses, há quem diga até seis meses, embora o melhor é verificar a data do produto original, pois essa deve ser tida em conta, e consumir o quanto antes.

Este mesmo processo pode-se fazer para qualquer grão inteiro.

Foto: Ana Filipa Oliveira

Foto: Ana Filipa Oliveira
ATENÇÃO: as papas caseiras não têm as vitaminas e extras colocados nas papas de pacote. Por isso é sempre bom falar com o médico, nomeadamente acerca do ferro.


ETAPA 2: Fazer a papa 

120 ml água
2 cs farinha de arroz
misturar sem parar por uns 30 segundos até dissolver bem, depois de ferver, mexer espaçadamente entre 5 a 10 minutos, até obter a consistência desejada (textura cremosa sem grumos).Esta quantidade deu para uma porção.  

470 ml de água80 gr de farinha de aveiamisturar por uns 30 segundos até dissolver bem, depois de ferver, mexer, de vez em quando, por 10 minutos, até obter a consistência desejada (textura cremosa sem grumos).Esta deu-me para mais do que uma porção. 

Pode-se fazer em grandes quantidades e colocar no frigorífico (até 72 horas) e/ou no congelador (até seis meses). Claro que também se pode ir fazendo à medida que se precisa, apesar de não ser tão prático quando os bebés estão cheios de fome e ainda precisa de fazer e deixar arrefecer.

Foto: Ana Filipa Oliveira

Foto: Ana Filipa Oliveira

Foto: Ana Filipa Oliveira

Para colocar no congelador, basta depois de feito colocar em recipientes que possam ir a baixas temperaturas, ou mesmo na bandeja de cubos de gelo, e levar ao congelador. Pode-se fazer com a papa simples ou misturada com frutas, ou legumes. Quando os cubos da bandeja estiverem congelados, pode-se passar para um saco, na quantidade certa que se costuma dar ao nosso bebé.

Para usar é retirar do congelador no dia anterior e deixar, por exemplo, dentro do microondas a descongelar ou no frigorífico, dependendo do tempo que se tem até consumir.

Pode-se misturar fruta (banana esmagada, puré de maca...) e legumes, para além do leite materno ou de fórmula (também já vi indicado que pode-se usar o leite de amêndoa, mas não pesquisei a fundo)

A papa de aveia, depois de congelada, fica mais pastosa que habitual. Talvez seja melhor fazê-la mais líquida para congelar. Ainda por testar esta hipótese. Ou então colocar, depois de descongelada, na misturadora com um pouco de água. Outra questão é, se no final da preparação a papa ainda estiver grosseira, pode-se voltar a triturar.

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terça-feira, 4 de abril de 2017

|Confissão| Aquilo que Eu Sou

Foto: Bernardo Ramirez
Edição: Ana Filipa Oliveira
Eu sou de sorriso fácil,
de sorriso rasgado,
de gargalhada que vem de dentro...
de sorrir com os olhos,
e curta em lamento.

Eu sou de chinela no pé,
de ténis, sapato raso.
Sou de pés assentes no chão,
sou de sentir as raízes,
aquelas que me alimentam o coração.

Eu sou de calças e t-shirt... 
andar à vontade, do conforto, do que é prático.
Sou da diversidade,
sou da cultura,
sou da cor e do colorido,
porque o meu espírito não está dorido.

Eu sou sem maquillhagem, 
nem manicure ou pedicure... 
Eu sou sem tinta no cabelo,
sou de poucos acessórios, 
sou do essencial, do útil,
longe de mim ser fútil.

Eu sou de malas e relógios grandes,
sou de guardar recordações,
pois a vida é repleta de emoções.

Eu sou.


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segunda-feira, 3 de abril de 2017

|Saudades| De Sonhos Antigos

Edicao: PicMonkey

Ao som de Natiruts

De repente começo a sentir brisas antigas de noites de verão. Assim, como não sei como, a minha memória traz-me a lembrança de momentos relaxados, sem medo, sem preocupação, sem hora, nem data.

Do nada sinto-me de novo uma adolescente... uma jovem sonhadora... com ideais de mudar o mundo... com ideias de viajar pelos vários continentes acumulando experiência, sem amarras e sem destino certo... uma espécie de nómada dos tempos modernos... há sonhos dos quais temos de abrir a mão, porque já não é o seu tempo, porque já não existe condições de eles se realizarem, porque outros sonhos os substituíram, ou pelo menos tomaram a dianteira.

Muito provavelmente nunca serei au-pair em parte alguma, como eram os meus planos após a universidade... Talvez nunca faça o Inter-Rail, de mochila às costas, com roupa de oito dias, e com alguma fome no estômago, porque o dinheiro não dá para tudo... Muito dificilmente irei fazer umas férias na Inglaterra ou nos EUA para aprender intensivamente a língua... E aqueles livros que ficaram por ler, porque já não há espaço, nem tempo, para eles, para as temáticas deles... Ou os poemas que não saem mais da caneta para o papel, já não flui, porque o canal está entupido com tantos outros pensamentos, coisas mais práticas e urgentes... Ou as idas à discoteca sem perder as forças passado uma hora, e um desejo imenso de dormir, nem que seja ali, mesmo encostada à coluna, ou com a cabeça sobre a mesa...

Ahhhh, já estou a imaginar os vossos pensamentos: "mas não estás feliz? Mas seres mãe, mulher... não te preenche? E isto e aquilo..." Pois! No meu ser as duas coisas co-habitam. Não devolvia a família que formámos, os nossos filhos, para concretizar esses sonhos. Fiquem tranquilas! Mas, por vezes, há momentos... há pausas que nos fazem voar... e vêm ao de cima boas recordações, cheiros, sons... e sonhos.

Boa noite! Sonhem. Velhos sonhos, novos sonhos. Mas sonhem. 

(Saudades do mar, de ficar a olhar as ondas... a sentir a brisa, o cheiro... a areia nos pés...)


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sábado, 1 de abril de 2017

|Planos| Abril... é que é

Colagem de várias fotografias de Abril de anos anteriores
"Abril, águas mil!", é uma frase emblemática deste mês que começa. Desejo que seja apenas uma frase. Gosto do sol. Não gosto de muito calor, por isso os meses de primavera são óptimos para mim. E este vai ser de férias, de celebração, de aniversário... o que se quer mais!?

Já têm planos para o primeiro mês do novo trimestre? Eu já tracei os meus dois grandes focos.

No dia 30 de Abril quero dizer-vos que consegui emagrecer até aos 62 kg. Com o sair da rotina sei que não será muito fácil de me manter fiel à minha vida saudável, mas darei o meu melhor. Afinal, quero fazer do meu regime alimentar e exercícios um estilo de vida que me acompanhe para onde vá. Hei-de partilhar convosco como me portei e os truques que usei.

Também no último dia deste mês, que está aqui novinho em folha para ser vivido, quero contar-vos a boa nova de que atingimos as 10 000 visualizações mensais. Para isso conto com vocês. Visitem, comentem, partilhei... iremos celebrar no final.

Estes são os dois grandes planos para Abril... quais são os vossos? Contem. Gostaria muito de saber.


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