terça-feira, 11 de abril de 2017

|Amor| Dar-Me Pelo Outro

Se namoras ou és casada, o teu namorado ou marido entregar-se-ia por ti aos teus inimigos? Daria-se a ser gozado, a ouvir injúrias e a ser escarrado no teu lugar? Permitiria ser maltratado, com violência física, e morto, por ti? Eu acho que não, mesmo que ele diga que faria tudo por ti. Mesmo que o primeiro impulso fosse esse. É que o homem tem algo muito enraizado em si: o instinto de sobrevivência.

Uma certa noite, há mais de uma década, estava eu e o meu marido, ainda namorados, no meu carro, estacionados ao lado do carro dele. De repente damo-nos conta de um outro carro, cheio de rapazes com um ar suspeito, parar à frente do carro dele e rodearem-no. Percebemos logo que queriam roubá-lo. Saímos os dois do carro para os travar. Fiquei hirta ao lado do meu carro. Ainda consegui lançar a minha mala para o assento, com ar de forte, mas depois faltou-me a coragem para fazer o que quer que fosse. O que veio a seguir foi uma cena de filme, que alguns conhecem, mas que não vale a pena recapitular aqui. 

A verdade é que no primeiro instante tive impulso para sair do carro e fazer um ar intimidador, mas algo arcaico em mim travou-me os pés. Primeiro estava a minha defesa pessoal, e não a de um objecto, por mais que ele significasse para o meu marido. Mesmo quando o vi em perigo, a única coisa que consegui fazer foi gritar e ligar para a polícia, mas não me aproximei do local onde ele estava rodeado pelos bandidos. 

Foto: Ana Filipa Oliveira


Sim, eu sei, não parece nada romântico... mas a verdade é esta: por mais que amemos o outro é preciso algo muito maior do que o amor humano para nos levar a colocarmo-nos em perigo, a ser alvo de maldades no lugar de outra pessoa

A Páscoa é isso: um amor para além da compreensão humana que se entregou por nós, para nos libertar das prisões em que vivemos, por sermos humanos e preferirmos, muitas vezes, praticar o mal no lugar do bem. O único que se entregaria (entregou) aos teus inimigos no teu lugar seria (é) Jesus. 

Nesta fase já me estás a achar antiquada, careta... acredita que sou diferente da imagem das beatas da igreja, das velhinhas que vão à missa... mas não porque sou melhor. Só porque fui feita de um modo diferente... assim como tu.

Eu acredito e sigo a Jesus, se quiseres falar sobre isto, ou sobre outra coisa qualquer, e não quiseres fazê-lo no campo dos comentários, manda um email... vou ficar feliz por o receber. Boa Páscoa! 

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