domingo, 28 de dezembro de 2014

Costura 1# Remendar Joelho de Calças de Criança (à mão)

O Guilherme tem oito anos e rasga muitas calças nos joelhos, por isso houve um par delas que ficaram de lado, pois eu sempre que usava as joelheiras térmicas (que colam com o passar do ferro) a coisa não funcionava e quando não era no primeiro uso, era logo pouco depois que o buraco voltava a aparecer pela joelheira se ter descolado. Ficaram de lado para um dia as remendar.... esse dia chegou tarde para algumas delas, pois ele entretanto cresceu, mas para outras parece que resultou.
  1. Aproveitei um motivo numa das calças que deixou de usar, recortei-o, 
  2. alinhavei-o às calças em questão, e 
  3. dei-lhe alguns pontos invisíveis com linha branca. 
  4. Depois fiz eu própria um motivo com a linha azul e vermelha que faziam parte das cores do desenho utilizado. Primeiro cosi com azul 
  5. e depois com vermelho. 

E voilá, as calças estão prontas a usar. O que acham do resultado?

Aproveitar motivo de calça antiga para remendar o joelho de outra ainda para uso.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fotografia # 2 - Estilo de Vida (Congelado)

Vi um projecto com peixe congelado que deu uma fotografia fantástica. Quis tentar a minha sorte. Por achar que peixe é algo caro para a primeira tentativa, usei uma alternativa.
Tenho a dizer que o primeiro contacto com esta técnica deixou-me desiludida. Utilizei três flores que congelei - não por etapas - numa embalagem de plástico quadrada, o que se mostrou problemático para fotografar, pois, devido a não ter uma macro-objectiva, tive dificuldade em fotografar a área, que demonstrou ser demasiadamente pequena. Por outro lado, escolhi flores com pétalas escuras, o que deu um aspecto mais melancólico, ou natureza morta, às fotografias.


Primeiro estava de tal maneira congelado que não se via nada, apenas gelo, por isso tive que meter alguma água sobre aquela pedra de gelo, para que se pudesse ver alguma coisa do seu conteúdo. Depois ficou em algumas zonas pouco translucido, apresentando raios e pontos em formas pouca homogéneas. Quando o gelo derreteu completamente, ficou apenas as pétalas a boiar em água, o que não era o pretendido.
Penso que outro erro que cometi foi fotografar com lentes muito abertas e exposições curtas, o que não permitiu um número alargado de elementos focados e perdeu-se no detalhe da fotografia.
Nem sempre conseguimos aquilo que desejamos à primeira. Além disso os erros são óptimos pontos de partida para aprendermos e aperfeiçoarmo-nos. Por isso vou tentar de novo... e convido-vos a experimentar.







Tempo de Execução do Trabalho: 24 horas para congelar e cerca de meia-hora para a sua execução

Equipamento: de preferência uma macro-objectiva, por exemplo, Sigma 105 mm F/2.8; tripé; terrina que possa ir ao congelador; motivo a fotografar e programa de edição fotográfica.

Motivo a fotografar: peixe, bem como outro alimento, para além de folhas, penas, flores... podem ser utilizados com esta técnica.

1. A base
Para criar a pedra de gelo em camadas, precisamos de uma forma plana para o levar ao congelador, por exemplo uma terrina rectangular que possa suportar baixas temperaturas. Primeiramente teremos que a colocar dentro da gaveta do congelador onde a deixaremos a congelar, de modo a que esteja realmente nivelada na horizontal.

2. Congelar
Agora começa propriamente o processo de congelamento. Primeiro começamos com um centímetro de água destilada. Só passamos à segunda camada, quando esta estiver congelada. Este processo evita que o motivo fique "colocado" directamente na base da terrina. E, deste modo, pode-se orientar a posição do nosso objecto com mais exactidão, de acordo com o nosso gosto.

3. Setup
Durante 24 horas vai-se colocando camadas de água, a fim que o motivo congele nesse período, segundo a nossa orientação. Passado este tempo, retira-se a terrina do congelador e coloca-se num local onde haja boa iluminação, tendo em atenção que não haja reflexos na superfície da pedra de gelo. Caso tenha essa possibilidade, pode fazê-lo no exterior, por exemplo no caso do céu encoberto tinha-se praticamente o problema dos reflexos resolvido.

4. Foto-Teste
Monta-se o tripé de maneira a que a câmara fique exactamente por cima da pedra de gelo. Escolhe-se a melhor distância e arranja-se a fotografia de acordo com o nosso objectivo ou gosto, a fim de ter um resultado interessante. A fotografia pode tender a ficar escura, pois a opção do medidor de luz de diversos pontos da câmara, devido aos diferentes tipos de tons claros do gelo, subexpõe.

5. Correcções
Tente uma correcção de +1 EV de exposição, para o caso expresso acima. Outros aspectos que note na fotografia de teste que devem ser mexidos, faço-o agora.

6. A Composição Fotográfica Certa
Sobre o corpo do seu objecto pode deitar água quente para o tornar mais perceptível e também provocar alguns traços demarcados no gelo. Experimente fotografar o motivo na horizontal, na vertical e até na diagonal. Pode alterar a sua composição fotográfica para ver o que é mais atractivo para si.



Projecto baseado no artigo «Der Fang des Tages», da revista 50 Foto Projekte Nr. 15, de Abril a Junho de 2013 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Fotografia # 1 - Caixa de Luz


Esta fotografia foi feita usando duas técnicas: a caixa de luz e movimento de zoom. O que é isso? A primeira é uma caixa que emite luz por baixo do objecto a fotografar. O segundo é o realizar de zoom out (neste caso) quando se dispara a fotografia. Querem experimentar? Aqui deixo as dicas.

Caixa de Luz

Antigamente os fotógrafos usavam uma caixa deste tipo para ver os negativos com a ajuda de uma lupa. Actualmente, com o desuso das câmaras analógicas, deixou de se usar para esse fim. Há quem use para criar efeitos nas suas fotografias, como a que apresento em cima. No mercado encontram-se estas caixas em tamanho A3 por cerca de 100 euros. No entanto, é fácil de improvisar uma em casa.
Eu tinha uma lâmpada de um candeeiro, que se partiu, em casa, para além de papel prateado e uma caixa de papelão. Ora, forrei a caixa numa das extremidades para fazer passar a base da lâmpada; forrei o interior com o papel prateado, para dar mais luminosidade e coloquei um papel semi-transparente, como base para colocar os objectos a fotografar. Mas antes dessa experiência, já tinha fotografado, apenas com duas latas, um vidro por cima e uma lâmpada a iluminar debaixo (para cima).

Caixa de Luz feita e fotografada por Ana Filipa Oliveira
Devo advertir que a minha caixa de luz ficou com uma luz fraca, pois a lâmpada não é forte. Recomenda-se o uso de luzes LED em fila, de modo a que a luz não fique apenas concentrada onde está a lâmpada. Pode-se fazer uma caixa destas usando uma antiga gaveta. Assim coloca-se as LED em fila no fundo da gaveta, faz-se um buraco para passar a ficha de ligação à tomada e na parte superior colocar um vidro ou substituto à medida. Recomenda-se fazer alguns buracos que sirvam de ventilação, de modo a não ficar demasiado quente e existir perigo de quebrar o vidro ou semelhante.

Aspectos relevantes: atenção às cores que se escolhe. O ideal são cores vivas e variadas. Quanto às formas, quanto mais bizarras melhor. A composição pode ser feita por formas ou por cores, por exemplo. Esta técnica torna-se uma óptima alternativa às fotos de exterior num dia de inverno, que apetece ficar dentro de portas. Uma objectiva de 50 a 100 mm é suficiente para este trabalho, embora possa-se, claro, usar uma macro-objectiva, ou substituto. O tripé e o disparador com ou sem fio podem ser extras úteis, para que não fique tremida.

Possíveis motivos a fotografar: frutas, flores (pétalas), folhas de árvores, moluscos, rebuçados, gomas, botões... todos os elementos semi-transparentes, que possam facilmente ver o seu interior iluminado, ao ponto de mostrar detalhes, os quais de outro modo seriam difíceis de evidenciar.

Mais exemplos de fotos resultantes do uso desta técnica:
http://olhares.sapo.pt/estruturas-iluminadas-foto5592303.html
http://olhares.sapo.pt/flores-em-fundo-de-branco-foto5619572.html
http://olhares.sapo.pt/formas-e-sabores-foto5592285.html
http://olhares.sapo.pt/rosa-em-luz-foto5619559.html
http://olhares.sapo.pt/flor-iluminada-foto5619563.html
http://olhares.sapo.pt/botoes-a-contaluz-foto5591592.html

Movimento de Zoom 

O efeito ligeiro que se nota na fotografia semelhante a uns raios ou distorção chama-se zoom burst. Resulta da rotação do anel da objectiva (zooming) no decurso do disparo longo do obturador. Para um efeito mais impressionante da aplicação desta técnica torna-se importante a escolha do motivo. Esse deve ser rico em contraste e colorido. Por exemplo um vitral, um carrossel em movimento ou um anúncio luminoso (néon). Ao usar tripé o resultado desta técnica declara-se mais suave do que se utilizar apenas a mão, sem qualquer suporte. Deste último modo, até acaba por ser mais fácil, caso queira tentar várias vezes a fotografia "perfeita". As objectivas padrão são as mais recomendadas, já que são, por norma, bastante abrangentes, no que respeita a ângulo de captação.

Mais exemplos de fotos resultantes do uso desta técnica:
http://olhares.sapo.pt/cores-suaves-foto5498509.html

Projecto baseado em vários artigos da revista 50 Foto Projekte Nr. 15, de Abril a Junho de 2013 
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Criado por: Ana Oliveira.
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