domingo, 30 de outubro de 2016

Caramba! É difícil de acertar


"Ah, que sorte!", muitos exclamam sobre o sucesso de alguém. "Os astros estavam a favor.", alguns dizem quando as coisas correm bem. Mas não será que atrás dessas figuras, da sorte e dos astros, não está muito conhecimento de si, confiança e determinação?

 
Fonte: Facebook
Penso em duas amigas em especial, sobre as quais poder-se-ia dizer tal coisa. Duas amigas empreendedoras, que em tempo de crise, arregaçaram as mangas, desistiram do certo e mergulharam nos seus sonhos... com muito trabalho e dedicação.
Vejo como andam cansadas, como abdicam de tempos de lazer e infelizmente de momentos com a família, para fazer crescer os seus projectos. Os projectos que só têm sentido e ganham asas com o apoio fundamental dos maridos. É viver uma aventura a dois, entrar na canoa e não saber se vai ao fundo ou os leva a lindas paisagens. Isso chama-se amor, companheirismo... É preciso como casal estar em sintonia, para um apoiar o sonho do outro, para não estar apenas focado no que é certo e controlável, para investirem em conjunto naquilo que aparentemente é de apenas um.

Fonte: Facebook
E nas fases difíceis? Nas alturas em que parece que não avança? Bem sei que nenhuma delas quer desistir, até nesses dias menos luminosos. São mulheres apaixonadas pelos seus sonhos, acreditam neles e dedicam-se a eles. Isso chama-se outra coisa do que "sorte" e " favor dos astros".

Eu inspiro-me nelas. E tu? Quais são as mulheres ao teu redor que te inspiram?

sábado, 29 de outubro de 2016

10 Erros da Minha Experiência de 13 anos como Blogger

Há 13 anos atrás, neste mesmo dia, criava o meu primeiro blog. E digo o meu primeiro, porque a seguir a esse vieram muitos mais. Nesta caminhada aprendi muito. Aprendi sobretudo com os erros. A Mulher do 31 tornou-se o meu projecto mais sério, pois é neste blog que estou a colocar em prática o que aprendi com as ratoeiras do passado. Aliás, qualquer blogger que comece pode facilmente ser apanhado nestes laços... e assim ver o seu blog estagnado, ou mesmo à beira da morte. Vamos lá a ressuscitar. Estes são os meus 10 erros:

1. Saltitar de blog em blog - por natureza sou uma pessoa que se apaixona facilmente por novos projectos; sou uma idiota, quer dizer, tenho muitas ideias... e depois fico tão entusiasmada! E quando fico eufórica com algum tema, alguma actividade... acabo por mergulhar de cabeça, mas chega a um ponto que não há consistência e sufoco. Depois mudo para outro tema, que aos meus olhos se tornou bombástico, e dou tudo de mim. E assim é muito fácil ir criando novos blogs, ou páginas de internet, sem que haja uma coerência e consistência. Assim, nenhum blog ou página tem tempo suficiente para amadurecer e crescer. Por isso, é melhor que se escolha uma base, um poiso, e aí desenvolver as nossas ideias, a nossa criatividade. Se hoje tenho um Onde a Lua Anda, amanhã um Coisas Banais e noutro dia um Mistura à Portuguesa... como quero que alguém saiba por onde ando? Onde me encontrar?

2. Mudar de blog por causa do nome - o blog que estava a crescer em visitantes e o qual era mais actualizado chamava-se Coisas Banais. Às tantas comecei a ouvir muitas vezes que o nome do blog não era coincidente com aquilo que escrevia, que não era nada banal, que era interessante... e, assim, acabei por emigrar para outro espaço virtual. E o que é que aconteceu? Os que seguiam o Coisas Banais perderam-se. E era como começar do zero. O que me custava um empenho que na altura não tinha para oferecer ao novo blog! Resumindo, mais um falhanço.

3. Dar ouvidos às críticas - na época que comecei a escrever na blogosfera ainda não se sabia muito acerca de blogs e nem como divulgar. Eu comecei a usar os meus contactos de correio electrónico para divulgar os posts que publicava. Recordo-me que na altura recebi vários emails de volta a perguntar se nos conhecíamos, da onde... Mas duas mensagens electrónicas em particular ficaram na minha mente e mexeram comigo. Uma delas de uma colega de universidade, que me chamava uns nomes por estar a usar os emails para divulgar textos, que ela não considerava interessantes. Outra foi de uma pessoa chegada que me chamava a atenção para o facto de estar a enviar essas mensagens a pessoas da sua esfera profissional, mensagens cujo conteúdo eram too much. Apesar dessas críticas continuei. Até que veio o Facebook e a divulgação através dele. Mais críticas... desta vez ligadas à privacidade. Que não devia partilhar isto, porque aquilo... e assim, e assado. Aos poucos, o meu ânimo foi declinando, ao ponto de deixar de escrever. Atenção, que as críticas não matam, mas moem. E nesta área temos de estar preparados para lidar com elas, sabendo exactamente o que queremos, para onde vamos... e protegendo-nos de sermos contagiados por elas.

4. Não publicar diariamente - por começar a desanimar, ora pelas críticas, ora pelo facto de não ter muitos visitantes, seguidores e comentadores, cada vez ia publicando menos. Partilhar com frequência é realmente importante. Vê-se nas estatísticas que os números aumentam a cada post. É essencial também para criar uma rotina. O leitor assim sabe que pode ir ao blog e encontrar algo novo. Caso contrário, entra uma vez "nada novo", entra outra vez "nada novo"... já não volta mais. Além disso essa regularidade traz uma espécie de proximidade para com quem lê, que leva a uma relação. É daí que podem nascer os visitantes assíduos. E até amigos.

5. Não publicar com continuidade acerca de um tema ou situação - notei que publicava hoje sobre a dieta que estava a fazer, mas depois nunca mais dizia nada sobre o assunto. Ou escrevia sobre outra situação, mas não actualizava o andamento da mesma. Este meu comportamento blogueiro levava a que não existisse continuidade. Era como que se ficasse em suspenso. Tinha sempre várias pontas soltas, mas não desenrolava o assunto. Imaginem um quadro com uma pincelada aqui, outra acolá, mas sem ligação, sem uma imagem que ligasse essas pinceladas ou que as tornasse atractivas. Era assim o meu blog. Essa consistência, que faltou aos meus blogs, também contribuiu de certo para não ser apelativo. E, assim, gerar tráfego.

6. Ter vários ao mesmo tempo - como disse logo no primeiro tópico, sou uma pessoa que gosta de muitas coisas, de coisas diferentes e que mergulha nelas com intensidade... normalmente com um entusiasmo de curta duração. Por isso é fácil de compreender porque é que tive diferentes blogs ao mesmo tempo. Tinha o Coisas Banais e o Eira no Sol. Tinha o e.ComTato e ao mesmo tempo o Fotografia de Principiante e o Dieta com Deus. Qual é o problema? Não conseguia gerir um, quanto mais dois ou três em simultâneo. O meu foco dispersava-se e era natural que não visse frutos. Há que colocar a energia em algo que realmente queremos ver crescer. Talvez por isso A Mulher do 31 seja tão abrangente, pareça uma salada russa... mas mais vale ter tudo concentrado num local, do que espalhado e sem vida.

7. Pensar muito e fazer pouco - ainda hoje lido com esta minha tendência. Leio, e vejo diverso material sobre blogging, e depois não invisto na actualização. É bom aprofundarmos o nosso conhecimento neste campo, mas não ao ponto de retirar tempo e espaço mental para mantermos o dinamismo do nosso blog. Perfeito nunca vai ser. Por isso, para a frente que atrás vem gente.

8. Não seguir e interagir com outros blogs - cada vez que publico um comentário num outro blog vejo que recebo visitantes a partir daí. Ficar a escrever no nosso canto e não interagir com os restantes, que também moram na blogosfera, mostra-se uma atitude autista da nossa parte. Para além de ser interessante de saber o que os outros bloggers andam a fazer, também é muito salutar criar relações virtuais. Eu tenho aprendido muito com outras bloggers, tanto no que respeita ao blog, como à vida em geral. Vale a pena investir algum do nosso tempo a visitar e comentar outros blogs.

9. Não analisar as estatísticas do blog - durante muito tempo só olhava para o número de pessoas que tinham visitado o blog. Por exemplo é muito interessante perceber as palavras chave que nos trouxeram tráfego. Ou saber de onde vieram os visitantes. Se analisarmos os vários dados do campo das estatísticas podemos expandir o nosso blog, chegar a muito mais pessoas.

10. Desistir - por fim, o grande, o GRANDÍSSIMO ERRO: desistir. Já vos disse acima que criei vários blogs. Cada vez que criava um, inconscientemente desistia dos outros. E cada vez que apagava um blog, desistia desse, e da minha vida de blogger. Mas a verdade é que esses actos eram apenas os finais. Eu desistia do blog cada vez que não o alimentava com novos textos, novas ideias. Quando oiço bloggers, hoje com sucesso, que estão na blogosfera há 7, 8 anos... penso, "porque é que desistes?"

Pois é, desisti várias vezes, e várias vezes recomecei. A Mulher do 31, se não estou em erro, é o meu blog número 11. Talvez seja desta. Se eu for inteligente (que acho que sou), aprenderei com estes erros. Vocês não precisam de os cometer também.

Tic Tac Tic Tac

Chegou o tempo de recolher da varanda alguns materiais e plantas mais sensíveis a esta estação do ano. É este movimento de "tirar" que nos pode ajudar a memorizar que no último domingo de Outubro teremos que recuar uma hora às duas da manhã ("tiramos" uma hora). Ou seja, aí passará a ser uma.
Esta noite há mudança de hora para o horário de inverno. Quando eu era pequena, lembro-me de a minha mãe me ter explicado que esta troca tinha como objectivo que os meninos fossem para a escola com um pouco mais de luz, caso contrário iriam de noite serrada. Esta alteração horária permite, portanto, que vejamos o sol a nascer mais cedo.
E tudo que traga mais luz aos meus dias: EU GOSTO.

Foto: Ana Filipa Oliveira/ 11.2010

Teria de fazer um grande esforço para me lembrar de algum contratempo ou peripécia que a mudança de hora me tenha causado, mas estou certa que muitos rapidamente têm algo para contar...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Sou de curtas... aventuras rápidas

Dei-me conta que sou de aventuras breves. De aventuras que se sabe que têm um fim e que são boas enquanto duram. Sou daquelas rápidas, que se tem prazer enquanto se vive, mas também entusiasmo por aquilo que ainda há por vir. Dei-me conta que gosto de mudanças, de experimentar coisas diferentes. Não dói partir para uma aventura com data marcada de ida e volta. Ao longo do meu percurso sempre tive aventuras curtas, de três meses, de seis meses, de quatro anos... Vivia-as intensamente, e despedi-me delas com a mesma intensidade, já com um pé naquilo que me esperava.
As aventuras longas, demoradas, vagarosas têm mesmo de valer muito a pena. Têm de ter mais alegria do que aquela que poderia ter outra aventura concorrente. É preciso que haja vantagens que nos prendam a uma aventura que se prolonga no tempo.
Hoje vivo uma aventura longa... com muita vontade de viver as curtas... mas sobretudo de voltar ao ninho, aquele que nos dá abrigo, dá colo, dá consolo... sempre que precisamos, estejamos de volta de uma aventura rápida ou demorada.

Ana Filipa Oliveira 05/2012
Foto: Ana Filipa Oliveira 05/2012


Fiz cerca de três meses de voluntariado em Angola, estudei um semestre em França e conclui a minha licenciatura de quatro anos na Covilhã - longe de casa. Foram aventuras com data marcada. Há setes anos que vivo na Alemanha e esta aventura... não tem data limite. Vibro com a ideia de viver  ainda noutro país... mas sobretudo tenho muitas saudades de voar para os braços da minha terra mãe...

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Mãe Básica e Simples (Sem Super Poderes)

Mães super sensíveis, mães que detectam doenças antes delas se revelarem, mães que através de um olhar sabem o que os filhos pensam, mães que através do choro percebem as necessidades do bebé... existem mães destas espalhadas por aí. Tomem cuidado para não se desmorecerem ao pé delas.
Leio alguns textos que fico a pensar: "Devo ser uma mãe pouco dotada! Não tenho essa capacidade." Não me estou a diminuir. Sei que sou mãe e uma boa mãe. Dou o meu melhor... e parece que esse não tem os super poderes que foram doados a essas mães que descrevo.
Erro muitas vezes. Por vezes penso que sei alguma coisa, que os conheço lindamente, e pode ser que acerte; mas há outras vezes que é mesmo ao lado, que não era isso, era aquilo. Confesso, desconfio que mesmo essas mães falham muitas vezes nas suas avaliações. Os bebés, as crianças, aliás as pessoas em geral não são robots com comportamentos standard e completamente previsíveis.
Talvez esteja sozinha nesta forma tão básica e simples de ser mãe. Se calhar sou a única que não lê os filhos como uma fórmula lógica de matemática. Provavelmente estou só neste jeito de viver a maternidade. Ou há por aí mais alguém? 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Fica só para mim. Mai nada!

Caramba! Serei a única que não tem fins de semanas repletos de actividades e que abundem em matéria a ser publicada?! Ao passear pela blogosfera à segunda feira sinto-me um pouquito com os calores. Alguma coisa tem de mudar! Uns é brunch no hotel x, outros é pinturas e teatros com os piralhos no jardim y, outros atacam a cozinha com uma violência que sai bolos, sai iogurtes caseiros, sai almoços e jantares para a semana, outros ainda gastam o ordenado todo em compras para eles, para os pequenos e para a casa.. e eu!? Eu vou ao sábado ao supermercado e descanso no sofá ao domingo.

Fonte: blogligacaohomecenter.wordpress.com

Que conste! Este post é feito em tom de ironia. A realidade é que este fim de semana... uiuiui!!! Foi tão cheio e bom que nem vos conto. Fica só para mim. Mai nada!

sábado, 8 de outubro de 2016

As Férias da Batata

O Guilherme entra hoje de férias: as férias da batata. Bem, actual e oficialmente chamam-se férias de Outono. Na cidade, os miúdos vão usar esse tempo livre para outras actividades. Mas no campo ainda alguns dos pequenos vão ajudar os pais na apanha desse tubérculo, como na época da guerra e do pós-guerra.
Nesse tempo, as boas colheitas eram essenciais para a sobrevivência das famílias, por isso era importante tirar a batata no tempo certo. E como a minha avó diz: "o trabalho de menino é pouco, e quem o desperdiça é louco". Muitos homens, nessa altura, estavam noutro campo, no campo de batalha (guerra), e muitos faleceram nele, por isso era primordial o trabalho das crianças. Eram as dos 10 aos 12 anos que acompanhavam as mulheres na apanha. Com as mãos cavavam para colher as batatas.

Fonte: mitterfels-online.de
O dia de trabalho começava no início da manhã com a ida de todos para o campo. Às mulheres e às crianças mais velhas era-lhes dado um ancinho e uma cesta. De joelhos, deslizavam ao longo das covas e retiravam para o lado a erva do topo das batata. Com os ancinhos retiravam as batatas da terra. Para protecção das mãos havia luvas. Aliás esta actividade era foi feita à mão até aos anos 60, altura em que foi introduzida lentamente a colheita feita por os cavalos a puxar o arado.
A colheita à mão tinha as suas vantagens: encontravam-se batatas de formas engraçadas, como coração, que se guardavam para si, mas também as crianças bem cedo começavam a detectar o escaravelho da batata, que era muito prejudicial para as batatas, pois devoravam as batatas, já que estes bichos tinham preferência pelas batatas ainda frescas. E assim salvavam este alimento da praga.

Fonte: mittelbayerische.de

As crianças menores ajudavam a recolher as batatas para a cesta. Quando as cestas estavam cheias, eram levadas por um homem forte, pois eram muito pesadas para as crianças, mas alguns idosos, mesmo assim, ajudavam. E eram esvaziadas para sacos que estavam no meio do campo numa longa fila. Assim que os sacos estavam cheios, o agricultor colocava-os na caixa da sua carrinha estacionada à beira da estrada. Quando estava carregada, o agricultor partia com ela. As mulheres aproveitavam esse tempo para se esticar. E as crianças corriam pelo campo e  jogavam à apanhada. Assim que o agricultor reaparecia com o vagão vazio, todos voltavam prontamente à colheita.

Fonte: lwl.org
Apesar de dar trabalho, não era encarado como tal, pois ainda se divertiam e tinham momentos de descanso. Pelo meio dia vinha a camponesa. Ela trazia caracóis doces e cevada. Todos se sentavam no sacos vazios e eram servidos. Lavar as mãos não era permitido, para poupar água, mas a terra limpava o estômago. Entretanto, os meninos apanhavam as ervas da batata, faziam um molho e ateavam fogo. O calor era bom. No final do trabalho usavam o fogo para assar batatas no espeto. Depois punham-lhe sal e comiam. Eram saborosas. 

Fonte: mitterfels-online.de
Mulheres e crianças iam para o campo dia após dia, quer fizesse sol ou chuva. O tempo não era desculpa. Na parte da manhã, às vezes estava tudo cheio de geada. O frio incomodava nos dedos. Quando chovia, a humidade penetrava no vestuário. E aí, as crianças teriam preferido ir à escola. Mas as férias só terminavam realmente quando os campos estavam todos limpos.Por fim, era feita a calculação e pagamento. Todos recebiam batatas de inverno e o seu pagamento, quer os adultos como as crianças. Eles ficavam muito orgulhosos. À noite, a mãe fazia a conta ao que haviam ganho todos juntos e dizia com satisfeitação: 
"Agora podemos fazer a matança, porque agora há dinheiro suficiente para um novo leitão!"Margret Rettich

Hoje é tudo automatizado, mas naquele tempo a colheita significava trabalho humano. Era essencial a ajuda das mãos das crianças. Por isso, por esta altura nesse tempo, as salas de aulas ficavam vazias... e, deste modo, nasceram as férias da batata, que hoje sao apenas as de outono. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Acreditaram em mim

O post de ontem Activia - Mulheres #Insync fez-me recordar de várias pessoas que acreditaram em mim, que foram as vozes edificadoras, as vozes impulsionadoras, as vozes construtivas, as vozes que procuraram o melhor de mim. Partilho convosco uma história em particular.
Em Dezembro de 2012 renasceu em mim o gosto pela fotografia, quer como fotógrafa, quer como fotografada. Nesse mês em especial, uma colega de curso pedira-me que lhe tirasse umas fotografias, para oferecer ao namorado que estava longe. Levei a minha Canon e fizemos uma sessão improvisada na sua casa. Ela gostou tanto, que dias depois estava a fotografar a sua irmã. Não ficou por aqui. Sempre que nos encontrávamos ela incentiva-me a aprofundar os meus conhecimentos e a expandir a minha visão. Dizia-me que eu tinha potencial para trabalhar na área e falava com um entusiasmo que a parte crítica de mim adormecia de imediato e o meu sorriso esticava-se nos meus lábios, o meu coração pulsava de alegria e fé. Poderia terminar aqui, mas não.
Em Agosto 2013, ela precisou de apresentar um trabalho para se candidatar a um lugar no mestrado. De quem é que ela se lembrou? De mim. De mim!? Pediu-me ajuda. Se eu podia oferecer-lhe fotos de mãos para o seu projecto? Ela acreditou que eu era capaz desse trabalho. Eu!? E lá montei o tripé e tentei, com a luz natural, sem grandes recursos, fazer o meu melhor. E mesmo não tendo conseguido o lugar, ficou grata. Sempre que há oportunidade, elogia o meu potencial, incentiva-me a retomar os estudos e colocar em acção a minha criatividade.
E esta maneira, como ela olha as minhas capacidades, paralisa aquela parte de mim, aquela que teima em se esconder, em se sentir envergonhada, em se diminuir... Que bom é termos pessoas assim por perto! Mas melhor ainda é que nós sejamos assim connosco mesmas.























quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Activia - Mulheres #InSync






Quantas vezes senti um fogo em mim para começar um projecto, meti as mãos na massa e começaram a chover as vozes críticas e destrutivas. E quantas vezes essas vozes eram interiores? Eram vozes imaginárias. Vozes que eu associava a alguém. Vozes que eu pensava que se poderiam tornar reais. Que eu suponha que seria o pensamento real de alguém. E aquelas vozes... as audíveis, que muitas vezes, eram faladas de mansinho, como um segredo; ou que eram ditas em zig zag para não magoar... e esta orquestra de vozes ia minando o meu campo de trabalho, ia apagando o meu fogo. A culpa era delas? Vamos falar de responsabilidade. A responsabilidade era minha... eu tinha a decisão de as alimentar, de me enfraquecer com elas, ou de as afastar, e de realizar o meu sonho. Podia queixar-me da falta de apoiantes, da falta de motivadores, da falta de inspirações... mas prefiro HOJE recomeçar... e AGORA dar ouvido àquilo que acredito que foi plantado no meu coração para florescer e dar frutos. E é bom nunca esquecer que a árvore que dá frutos é sempre a mais apedrejada.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Tenho a Mania

Gosto de aprender, mas não gosto que me ensinem. "Como é que é?" É isso mesmo. Eu gosto de aprender por mim. Gosto de pesquisar. Gosto de ir à procura. Gosto de observar. Mas se alguém me diz: "Anda cá que te vou ensinar...!" ou "Precisas mesmo de aprender isto!"... saiu a correr, para não rebentar. Não gosto, pronto. Sou autónoma, independente... ou aquilo que quiserem. Gosto de aprender de fininho, sem que se note muito... Gosto de perguntar, de saber... Gosto que partilhem a experiência comigo, mas tenho de ser eu a perguntar, ou então partilhem com jeitinho, sem dar uma de "Tu não sabes. Eu tenho de te ensinar." Sim, é verdade: tenho dificuldade com o facto de não saber. E, por isso, muitas vezes ainda fico a puxar pela cabeça, para ver se não sei mesmo. Mas quando não sei, e sei que não sei, então aí digo logo de caras: "Não sei. Tenho que pesquisar sobre o assunto." As expressões "tens os olhinhos rasgadinhos até ao traseiro", ou "és uma sabichona", ou outras semelhantes fizeram parte do meu crescimento. Não é de hoje, esta mania. Esta mania de aprender... por mim, do meu jeito, de mansinho, sem professores letrados... Porque gosto de aprender, mas não gosto que me ensinem.

Caloira de Ciências de Comunicação na UBI em 1998.
O tempo da universidade foi aquele onde mais aprendi, com professores que muito me ensinaram, mas também muito ao meu jeito :-)

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Agendas, como eu gosto

Sou uma mulher ainda muito menina. Gosto tanto de coisas de papelaria. Perco-me no meio de canetas, papéis, cadernos, livros... aiiii como sou feliz quando lhes sinto o cheiro, quando tenho um novo... e agendas!? Amo.
A deste ano, que está quase a chegar ao fim, é muito completa. Na verdade é uma agenda familiar, com quatro colunas: uma para cada elemento da família. E sabem o que ela me diz acerca do mês que agora começou? Diz que é o mês ideal para comprar novas roupas, arrumar as de manga curta, e colocar à mão as mais quentinhas. Sugere também que trate da varanda. Há que recolher aquilo que não sobrevive ao tempo frio. Talvez umas plantas que precisem de vir para dentro, ou uma mesa com cadeiras que vai empenar se ficarem lá fora. Para que não hajam acidentes, sublinha que é a época de trocar os pneus do carro. O verão já passou. Também indica que este é o mês de atrasar uma hora no nosso relógio e até partilha um truque para não nos esquecermos se é para atrasar ou adiantar: com o inverno vêm os graus a menos, por isso é para atrasar o relógio, menos uma hora.
E daqui a três meses esta já terá de ser substituída. Eu ando apaixonada pelas coisas da Rosa com Canela. Em especial pelas agendas A5 para 2017. Qualquer uma é linda, o que dificulta na hora de escolher. Ora espreitem no site. Aqui fica uma das minhas preferidas, cheia de cores, porque sou uma mulher menina.

Foto: Rosa com Canela / Facebook

sábado, 1 de outubro de 2016

Acabou!

Ontem foi o último dia do Desafio Pós-Parto Fit. 30 dias dedicados à alimentação saudável e ao exercício físico. Seria. Mas no meu caso... ups! Confesso, aqui entre nós, que não me consegui focar a 100% neste desafio. Contudo estes 30 dias serviram para me despertar a consciência para tais áreas, tão importantes nas nossas vidas. O melhor é que não acaba aqui. Prossegue! Quem quiser embarcar na aventura, não precisa de ter dado à luz há pouco tempo, basta querer ter uma vida mais saudável.
Algo que eu gostaria que fizesse parte da minha vida é a vontade indomável de correr. Admiro aquelas pessoas que faça chuva ou faça sol, seja de dia ou de noite, nada é desculpa para uma boa corrida. Fico fascinada com o desejo diário que têm de correr. E parecem tão felizes quando o fazem.
Houve um tempo que dizia que não corria porque não tinha o soutien certo. Depois que tinha o soutien, precisava de um suporte para o telemóvel. E lembram-se daquele relógio que contava os passos? Pois é, teve mesmo que ser devolvido.
Agora ando na fase de coleccionar imagens inspiradoras da internet, daquelas que circulam no Facebook. "Ó mulher, quando é que metes os pés a caminho?" Aiiiii Aquilo que estou a fazer (eu sei!) é a adiar, adiar, adiar... caramba! A nossa mente é mesmo um campo de batalha, não acham?








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