domingo, 27 de novembro de 2016

Solidariedade 2# Ratinho Leonardo

Abri o link a pensar: "Puxa, já há jovens em Portugal a pedir ajuda para acabar o curso de Medicina.", isto com um sentimento de tristeza por ver o meu país a viver em crise. Com curiosidade vi o vídeo e mergulhei na questão. E esta era (diferente e) bem mais profunda do que eu pensava.
Foto retirada da causa no PPL
A Patrícia estuda medicina (e não em Portugal) e está perto de concluir o curso. Faltam 9 meses para se formar. 9 meses... o tempo de uma gestação. Patrícia é mãe de Leonardo, um menino hoje com 8 anos, que tem uma doença degenerativa e terminal. Sim, a Patrícia começou a estudar (depois de já ter uma licenciatura em engenharia e estar a trabalhar), para poder ser a "médica do seu filho". Quem tem filhos com doenças raras sabe como as mães acabam por ter mais conhecimento da doença e das possíveis curas que os próprios médicos!
Há um MAS nesta história. A família está sem fundos para que a Patrícia conclua os seus estudos e assim possa acompanhar o seu filho com mais ferramentas. Só se o curso for concluído, é que a Patrícia se torna médica. E aí, sim, valeu realmente a pena estes anos de investimento. Mas uma coisa é certa, aquilo, que ao longo deste tempo tem aprendido, tem auxiliado o pequeno Ratinho (como apelidaram o Leonardo) na sua luta.
Sei que é um caso que merece o nosso apoio efectivo, pois confirmei com uma colega, que conhece pessoalmente a Patrícia e o Leonardo, que é verídico e urgente. Ela acompanhou a gravidez e ficou surpreendida e tocada quando se soube aos três meses que afinal o Leonardo tinha uma doença rara. Qualquer mãe fica com o coração partido quando acompanha o sofrimento de outra!
Só que corações partidos, por mais que nos dêem o sentimento de que estamos acompanhados no nosso sofrimento, não conseguem pagar as contas e ultrapassar as dificuldades financeiras que uma família suporta perante uma doença desta cariz.
Foto retirada da causa no PPL
Por isso, agora, já de seguida, toma uma atitude e ajuda. Abaixo seguem alguns dados e informações importantes. Ah, e divulga, passa a mensagem, faz chegar este pedido de ajuda ao maior número de pessoas. Juntemo-nos para antecipar o Natal.

Transferência ou depósito na conta
BANKINTER
ORLANDO CAMANO
IBAN - PT50 0269 0162 00204256396 44
BIC/SWIFT - BKBKPTPL


ou

através do site de crowdfunding
http://ppl.com.pt/pt/causas/terminar-medicina

Tardes da Júlia

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sábado, 26 de novembro de 2016

|Sofrimento| O que fazer perante a aflição?

Feliz é aquele que se mantém firme, mesmo no tempo em que é colocado à prova. Porquê? Porque, depois de passado essa fase, e a ter passado com mestria, é como se lhe fosse feito um upgrade de energia vital. Trocado por miúdos, já alguma vez vives-te uma etapa negra da tua vida, mas sendo firme e constante no teu propósito, ultrapassaste-a com valentia? E depois, como te sentiste? Quando isso me acontece, eu sinto-me revitalizada. Como se rejuvenesce, e a minha força fosse multiplicada... pronta para mais uma batalha.
Existe um sofrimento que não produz nada de positivo e existe aquele que gera bons frutos. O resultado do sofrimento depende de como nos colocamos perante ele. Se cedemos e vivemos derrotados, amargurados... então, é um sofrimento improdutivo, mas, se pelo contrário, erguemos a cabeça e enfrentamos a questão, mesmo com a dor que acarreta, é um sofrimento produtivo.
Devemos por isso querer sofrer? Claro que não. No entanto, há momentos na vida que nos leva a estar diante de problemas, dificuldades, inesperados... e é a nossa atitude que faz a diferença. E depois é como nos jogos por níveis... cada vez vamos sendo mais capazes de enfrentar desafios mais complexos. Ou seja, tornamos mais maduros. Mas, para isso, precisamos de fé e sabedoria divina. Elas são a rocha firme, onde apoiamos os nossos pés quando tudo parece abanar ao nosso redor. São elas que nos dão sustento e estabilidade para olhar com serenidade à nossa volta.
Maria recebeu a notícia que tinha cancro mamário. Ela confia que tudo vai dar certo. Brinca e diz: "Eu sei lá se antes disso não morro atropelada. Não me vou estar a preocupar." e, com entendimento, vai passando os dias confiante e estável. Mas já o Manuel, que soube que tem uma doença crónica, está em desespero. Procura entre publicações aqui e acolá a sua tábua de salvação, de um modo tão desesperado, que se torna até mais doente.
O que duvida, o que não tem fé, baloiça agitadamente ao vento. Aquele que crê mantém-se estável no que faz. Este é feliz, pois vive a vida com amor, sem medo. E de vitória em vitória vai crescendo em ânimo e confiança. Que sejamos felizes, mesmo na aflição!

Sofrimento
Foto: Ana Filipa Oliveira

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

|Sabedoria| Sopro Mágico vindo do Céu

Insight, input, uma ideia genial, um rasgo intelectual... já tiveste algum? Alguma vez sentiste aquele prazer de encontrar, de uma forma espontânea e inesperada, uma solução criativa? Já experimentaste a sensação de saber mais do que tu pensavas saber? Estou certa que sim.
Há quem chame a essa capacidade: intuição, ou algo semelhante. Para mim é um sopro mágico vindo do céu. A sabedoria que vem do conhecimento, da aprendizagem, é terrena. Mas aquela, aquela que nos maravilha pela sua leveza, a sua fluidez, a sua originalidade... vem lá do alto. 
Quando se prova da sabedoria divina sentimos alegria. Mas quando se vive da sabedoria terrena aumenta-se-nos o ego, e tornamo-nos convencidos, arrogantes. Quantas de nós aprecia ver uma pessoa sábia, mas humilde? Quantas de nós aprecia aquele professor doutor que é tão terra a terra, sem mariquices, como se diz na gíria? Eu gosto de lidar com pessoas que sabem, mas não fazem disso o seu cartão de visita, esfregando-nos na cara as suas capacidades.
Por vezes o nosso coração enche-se de coisas menos boas, tipo caixote do lixo, mas nós nem nos damos conta. Por vezes os bichinhos interiores alimentam-se dessa espécie de alimento sujo. E, por vezes, não sabemos porque estamos doentes, sem ânimo... e afinal bastava deixarmos de lado a amargura, a inveja, o egoísmo... enfim, de vez em quando, devíamos esvaziar a lixeira do nosso coração, como fazemos com a do nosso computador, ou o caixote lá de casa. 
Esse lixo acaba por entupir o nosso ser e torna-se difícil de, deste modo, aceder a essa fonte criativa que nos refresca as ideias, nos renova a alma, nos reanima... e o melhor para que voltemos a estar em sintonia com essa nascente de água pura é sermos verdadeiros, termos a consciência do que estamos a sentir, do que estamos a guardar nos nossos arquivos internos.
O sábio é aquele que é puro no seu pensar, no seu sentir, no seu agir... é aquele que vive para semear a paz com o seu conhecimento... é aquele que coloca um toque de mel em cada acto e palavra... é aquele que compreende o mundo externo e interno, seu e do outro... é aquele que está repleto de empatia pelo outro e condescende... é aquele que gera bons resultados com o seu ser e viver... é aquele que não toma partido, que é neutro, que não é tendencioso... é aquele que é espontâneo com autenticidade... 
Que tenhamos entendimento para saber escolher a fonte do nosso saber! Beberias água imunda? Escolhe a nascente de água cristalina.


Sabedoria
Foto: Ana Filipa Oliveira

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

|Redes Sociais| Lição aprendida!

Alguma vez andaram angustiados por se sentirem incompreendidos e atacados? Eu já. O Facebook lembrou-me desse episódio, de há 2 anos atrás. O mesmo que se revelou numa aprendizagem dura, de como usar essa rede social. Pelo menos, de como eu quero usá-la. 


O que aconteceu a seguir a esta publicação foi uma troca de comentários como houve poucas no meu perfil. Comentários que, passados uns quinze dias, me guiaram a uma resolução: só publico o que for para a paz e união, para o que restaura laços e relações. Apesar que a minha intenção estivesse longe de querer incitar à discriminação ou provocar discórdia!
As nossas palavras podem servir para edificar ou para destruir, para construir ou para derrubar. Há palavras que, de tão fortes, matam e outras que trazem vida. Eu quero usar a minha escrita para temperar este mundo com um sal refinado. Quero ser lâmpada e com cada palavra iluminar a escuridão, eliminar a tristeza, anular a dor e fazer renascer a fé na vida. Que assim seja!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

|Advento| Consultei o meu filho...

... para saber o que é que ele associava ao Advento.

- Gui, o que é para ti o Advento? O que é que significa?
- Que em breve vou ter de comer bacalhau.

Ora aí está.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

9 Seguidores Pfft!

- Mãe, o teu blog tem seguidores?
- Sim, tem. (Já com medo que ele me perguntasse quantos!)
- Quantos? (Pronto! Aí estava.)
- 9.
- Pfft! (Com um ar de desprezo.) Os youtubers que eu vejo têm milhões.
- Pois, mas quando começaram, também tiveram que passar pelos 9. (Raça do puto!)

Obrigada aos 9 seguidores que A Mulher do 31 tem actualmente e aos milhões que ainda há-de ter.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A Menina dentro de Mim

Quando a minha sobrinha mais velha - em pequena - tinha aniversário, e os pais organizavam uma festa com a família e amigos em casa, a mim encontravam-me muito mais no quarto com as crianças do que no meio dos adultos. Eu tirava-lhes fotografias, brincava com elas... e ria muito. 
Continuo a estar bem disposta quando estou com crianças, sobretudo com aquelas que são animadas. As crianças rabugentas, com tiques e manias (ai, que não se fala assim das pobres criancinhas!), mantém-me um pouco à distância. Gosto de crianças de riso fácil, de perguntas espertas, de abraços rápidos, que gostam de desenhar, de se deixar fotografar, que gostam de cócegas, que gostam de colo... 
Estas fotografias foram tiradas por um menino que conheci numa circunstância supostamente profissional. Um menino com quem tive rapidamente uma grande empatia. Ele era cheio de energia como o Guilherme, desafiador q.b., e com um sorriso lindo, daqueles que preenchem o rosto e são acompanhados com o brilhar dos olhos... (ao R. um forte abraço e beijinhos!)




E dá para ver... que ao pé das crianças, a minha criança interior é feliz. Que possamos dar espaço à menina (ou menino) que existe dentro de nós... que ainda quer brincar... que ainda não cresceu... que ainda não se deixou abafar pelo adulto que somos... Haja espaço para sermos crianças, mesmo que o Cartão do Cidadão nos diga que há muito tempo deixámos de o ser.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Keep Calm que eu sou Estudante

Sou uma eterna aprendiz. Gosto de estudar, de aprender, de pesquisar, de desvendar... não gosto muito de ser discípulo, aliás um tema que já deu sinal de vida por aqui...eu confessei-me: Tenho a Mania. Hoje comemora-se o Dia Internacional do Estudante e eu sinto simpatia por ele.
Vejo o tempo de estudante como uma ponte entre duas margens de obrigatoriedade: a escolaridade mínima obrigatória e o trabalho, que legalmente não é obrigatório, mas que sem ele ninguém sobrevive, logo é obrigatório. Por isso compreende-se a necessidade de desfrutar dos tempos de estudante. Para trás fica o stress de tentar entrar na universidade, no curso desejado, e pela frente tem-se o desconhecido mundo do trabalho, que não é pêra doce.
Entendo que me digam "keep calm que eu sou estudante!", o que traduzido quer dizer: ainda posso faltar à aulas quando quero ou quando não consigo ir, porque a noite anterior foi de rambóia. O mesmo não será aceitável, anos depois, quando se estiver empregado algures por esse mundo, que vivemos em globalização e a crise em Portugal parece que se acomodou, estando para durar.
Quando penso em estudantes, penso nas associações deles. E não é ao calhas que este dia internacional está ligado a uma intervenção política por parte de estudantes. Como está a força política dos nossos? Será que eles se preocupam com isso? Da associação de estudantes da UBI (onde tive o orgulho de estudar) passaram-se alguns (pelo menos reconheço a cara de um ou dois) para a cena política nacional, com direito a falar para a TV e tudo. Ah, valentes! Valeu a pena andarem a prolongar os seus dias pelos corredores (e não só) da universidade.
Faz sentido que nesse período da vida, os jovens queiram ter uma voz audível e se juntem em associações para que a sua mensagem chegue mais longe. É nessa fase que sentimos toda a pujança para mudar o mundo. E para mim política é isso: a arte ou a ciência de mudar o mundo.
Como eterna aprendiz sinto que hoje também é o meu dia... um bocado ao jeito dos Escuteiros: uma vez estudante, sempre estudante.

Latada - Universidade da Beira Interior 2000

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Veste-te de Alegria

Qual é o teu pecado escondido? De que te envergonhas e não contas a ninguém? Quais são os erros que gostavas de não voltar a cometer? Do que sentes culpa? A onde é que sentes que falhaste?
Hoje é dia de reflectir acerca disso tudo. Hoje é dia de recomeços, de transformações, de novos caminhos, novos horizontes.
Perdoa-te. E avança na busca do perdão que precisas, de ti própria e dos outros. Pede perdão divino para que haja cura interior. Só o arrependimento, o verdadeiro, o genuíno, é que pode levar-te a uma situação diferente, e melhor, da que vives hoje. Ter vergonha não adianta de muito... continuamos, mesmo com vergonha, a cometer esses actos escondidos. Mas quando nos arrependemos!!! Ai, quando nos arrependemos, é fogo renovador sobre as nossas vidas.
Esquece isso do "mereces castigo". Pára de te auto-flagelares. Arrepende-te, recebe o perdão e vai em frente. Deixa morrer essa culpa ou vergonha que te aprisiona, que corta as tuas asas e destrói a tua liberdade. Abre mão do sofrimento, da tormenta... de quem vive com peso de consciência. Rasga essa roupa antiga, e veste-te de alegria.

Foto: Ana Filipa Oliveira

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Neve, ao que tu obrigas

Por terras da senhora Merkel as temperaturas já andam perto de ZERO. Isso quer dizer que mais dia menos dias, podemos ser surpreendidos com a bela da neve. E isso nem sempre é uma alegria. Imagine-se que todos os anos, duas vezes por ano, temos de trocar os pneus ao carro. Temos pneus de inverno e pneus de verão. Bem sei que já existem pneus adaptados às duas estações, mas não é o caso. O perigo de continuar com os de verão no inverno é simplesmente de deslizar estrada a fora, sem controlo algum sobre o carro, podendo causar um acidente.
A primeira vez que conduzi um carro na neve foi aqui, na Alemanha. Aprendi a lidar com a neve, que para mim era coisa quase estranha. Aprendi a sair mais cedo de casa para limpar a neve ao carro, por exemplo. Quando temos sorte só tem uns floquitos por cima. Mas quando a neve é muita... ficamos enterrados e muito fresquinhos, e assim mesmo temos que desenterrar o carro, se queremos ir a algum lado.
Já morámos numa cidade em que nevava com frequência. Agora vivemos numa que é raro nevar. O meu marido às vezes sai de casa, sem neve nenhuma, e chega ao trabalho, e aí está tudo branquinho, com os autocarros parados, porque não conseguem subir a rua.
Ontem e hoje foi dia de fitness: acartar pneus. Daqui a uns meses há mais.

Foto: Ana Filipa Oliveira

Foto: Ana Filipa Oliveira

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

E o Carnaval começa

Dispenso bem o Carnaval, mas de algum modo ele tem se juntado a marcos importantes da minha vida, nomeadamente a ida para Angola e a para a Alemanha. Foram viagens feitas por essa época. Mas isso foi em Fevereiro. Estamos agora em Novembro, porquê este tema!? É que na Alemanha, onde moro actualmente, o Carnaval começa neste exacto momento, no dia 11 do 11 pelas 11 e 11. E só acaba lá para dia 01 de Março do ano que vem, na Quarta Feira de Cinzas. A tradição carnavalesca por estas bandas é muito forte, nomeadamente em Colónia, onde jurei nunca mais voltar pelo Entrudo.
São praticamente três meses em que os tolos saem à rua. Quase todos os fins de semana em qualquer município pode-se encontrar uma festa com bandas de música, onde se divertem os bobos da corte, as bruxas e afins. Contudo é realmente em Fevereiro que este evento tem o seu auge, com o Entrudo das Mulheres, depois o Sábado e Domingo de Entrudo, a Segunda Feira Rosa e a Terça Feira de Entrudo, com o encerramento no dia seguinte: Quarta Feira de Cinzas. Praticamente uma semana em que a tolice toma conta das ruas.

Foto: dpa em http://i.huffpost.com/

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Acorda... Sê Mais


Não vou escrever nada. Não há nada para escrever. Esta é a realidade. A nossa realidade. Que possamos todos os dias estar mais conscientes do nosso estado de adormecimento individual e colectivo!? Este é o primeiro passo para a mudança... sermos confrontados, darmo-nos conta.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O Barbas... que eu só conheci de Bigode


Este jovem da foto é conhecido por terras da Beira Baixa como o Barbas. Durante a minha longa existência apenas o conheci de bigode. Vale esta fotografia, retirada do baú, para perceber o apelido. E digamos que também já o conheci com muito menos cabelo. Já a vespa... essa nunca a vi andar... mas conheço-a de a ver lá a um canto da garagem.
Dizem que eu sou a cara dele!? E fui muitas vezes lembrada (em quase todos os meus aniversários), pela vizinha do primeiro esquerdo, o quanto ele veio feliz da Maternidade a anunciar que a sua menina já tinha nascido. Mas hoje comemora-se não o meu nascimento, mas o dele. Sem o qual, aliás, não estaria cá.
Parabéns, pai! Que possas comemorar um ano que vês acrescentado à tua história. Os últimos capítulos têm sido de batalhas atrás de batalhas, mas a vitória está próxima. Fico feliz que estejas animado com os próximos capítulos... ainda a branco, para escreveres novas linhas. (E que essas passem por podermo-nos abraçar - em carne e osso - antes dos 70. Dos teus, claro kkkk)

Afinal a Mãe também não percebe o Mundo

Há dois dias que o Gui, de repente, dizia - normalmente quando tinha estado a ver tv ou no tablet, "o Trump ganhou". E eu, meio assustada, porque isto de saber datas de eleições não é para mim, respondia-lhe "Não pode ser!", não pela data, porque não sabia ao certo (sim, sou distraída... ou melhor, economizo espaço de memória. Só armazeno o que acho que me é fundamental)... mas porque achava que ele não iria ganhar. E o Gui fez isso umas duas ou três vezes. Por último ele perguntou-me porque é que não poderia ser e eu disse-lhe convicta as minhas razões, baseadas numa leitura superficial da coisa, e ele calou-se. E agora estou à espera que volte da escola... e diga "O Trump ganhou!" e desta vez é mesmo mesmo verdade. Como lhe explicar que afinal a mãe também não percebe o mundo? 
Ah, e o nosso rico filho certo dia perguntou-me como é que um "tipo" daqueles tinha uma mulher daquelas. Que ele era feio e velho... e ela... tive que dizer-lhe o básico: alguns homens até as mulheres compram. (Ai que vou levar com tantos comentários a maltratar-me!)


Foto: As crianças são muito infantis

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Mais seis e é centenária

Foto: Ana Filipa Oliveira / 11.2011
Já é uma vida longa, para lá da esperança média de vida, aliás tem mais cerca de dez anos do que dizem as estatísticas acerca do sexo feminino. São muitas histórias, muitos tempos... pelos quais passou. Não só passou, como os viveu, e deixou-se marcar por eles. Marcas que normalmente a fazem avançar na vida, com a sua curiosidade própria e a sua capacidade de observação. Fica admirada com os "preparos" (assim lhes chama) que hoje há. E não se acanha em perguntar quem é o dono do restaurante em que se encontra. Na festa de baptizado da minha sobrinha mais nova, quando demos por ela, estava na cozinha a confraternizar com aqueles que ela bem se entende, aqueles que trabalham e são simples nos modos. É uma mulher de fé e positiva. Fala muito de Deus e Nosso Senhor, reza sempre, todos os dias, a qualquer altura... reza como um diálogo... apanho-a às vezes na varanda fechada do apartamento da minha mãe, quando vem de visita, sentada num banco, com a persiana para cima, a olhar lá para fora, e a falar sozinha, aparentemente a falar sozinha... está a falar com Aquele que lhe deu e dá força para a caminhada, que tem sido feita de pedras, umas mais pequenas, outras bem grandes, mas que ela prefere ultrapassar e deixá-las lá atrás. Por ela vivia muitos mais anos, mas já sente as pernas a fraquejar. A cabeça, como diz, está boazinha. E está! Guarda nela resmas de papel com cantilenas que inventa e se orgulha de recitar sempre que tem oportunidade. Não sabe escrever, nem ler, mas sabe-as de cor... são retratos dos seus tempos, dos 94 anos que hoje comemora. É a festa da vida... do amor à vida! Mas já pediu que quando partisse não chorassem muito, pois ela tinha a certeza que ia estar bem. Que assim seja! Mas já agora, daqui a mais uns anos.

sábado, 5 de novembro de 2016

Projecto 14# Marcador de Livros Personalizado

Foto: Ana Filipa Oliveira/ 04.2016
Hoje trago-vos mais um projecto d´A Mulher do 31: marcadores de livros personalizados. Como estou na onda lamechas, aqui vai um que fiz dedicado ao amor. Claro que podem fazer sobre outros temas e até inovarem para além do que aqui apresento. Como gosto muito de ler, é sempre bom ter um marcador à mão... e muito mais quando nos diz alguma coisa. Este inclusive até tem uma linda frase sobre aquilo que é fundamental: a fé, a esperança e o amor, sendo que a mais relevante, é sem dúvida o amor.

Foto: Ana Filipa Oliveira/ 04.2016
Primeiro escolhi uma fotografia. Para ter um molde, recorri a um marcador distribuído com os livros. Peguei na tesoura...


Foto: Ana Filipa Oliveira/ 04.2016
E cortei a foto à medida do marcador.


Foto: Ana Filipa Oliveira/ 04.2016
Depois peguei numa folha de cartolina branca e desenhei as dimensões do marcador, pelas quais cortei a dita folha.


Foto: Ana Filipa Oliveira/ 04.2016
Cortei a fotografia mais um pouco, de maneira a destacar o gesto de amor contido na mesma e também para poder ter espaço no marcador para escrever.


Foto: Ana Filipa Oliveira/ 04.2016
Posicionei a fotografia no topo, colei-a. Com canetas coloridas de ponta fina escrevi a frase e fiz alguns rabiscos. Podia deixar assim...


Foto: Ana Filipa Oliveira/ 04.2016
Mas quis mais beijos...


Foto: Ana Filipa Oliveira/ 04.2016
E colei fita cola decorativa à volta.


Foto: Ana Filipa Oliveira/ 04.2016

E, pronto, já tenho um lindo marcador. É pena que às vezes perco-me a olhar para ele, invés de ler o livro kkkkkk

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O Menino do meu Encanto

Foto: Ana Filipa Oliveira/ 11.2011
Já não mergulhas nos puzzles do Mickey Mouse, nem me deixas fotografar-te em mil fotos... mas continuas a ser o menino do meu encanto... daquele que sinto falta mesmo antes de estar ausente... ultimamente temos tido pouco tempo juntos, só nós dois, como antigamente, mas a vida, para ti, já vai para lá da fantasia da Disney... já tens os teus encontros, as tuas actividades... e eu, em cada passo para fora do ninho, tremo... sei que tenho deixar-te voar, mas fico a prender as minhas asas para não voar atrás de ti. Hoje tive saudades deste menino de metade da idade que tens hoje.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Novembro é...

Novembro mescla escuridão e luminosidade. Em Novembro existe luta entre as trevas e a luz, entre a morte e a vida.
Antigamente, na terra da minha avó, a abertura deste mês era ponto alto para os miúdos que iam, com um saco, bater às portas para lhes darem um doce, caso contrário levavam com uma travessura da criançada. Mas nos dias de hoje já não há brincadeiras inocentes e saltitantes como essas. Agora é abóboras luminosas, sangue a escorrer da boca, bocas cosidas, roupas rasgadas, dentes aguçados... mas pronto, o Halloween já lá vai. As bruxas, os vampiros e todos esses seres vestidos de preto e com um ar tão mórbido já voltaram a vestir-se de gente normal.
Por falar em terra da minha avó (sublinhar que também é, ou melhor, é mais da minha mãe do que da minha avó - já fui chamada a atenção acerca disso!)... era por esta altura que se fazia uma feira na capital do concelho e para a qual as pessoas das aldeias se deslocavam em massa. Era um momento esperado. Lá em casa era, sem dúvida. O meu avô que raramente, muito raramente, saía de casa, lá fazia o favor de nos acompanhar. E eu, pequena, ganhava umas botas novas para o tempo de inverno que já estava quase quase a chegar. Era uma alegria. Eram tendas e mais tendas no largo das piscinas. Para mim, ainda criança, era um evento enorme e movimentado. Certo dia perdi-me. De repente estava sozinha. Mas lembrei-me do que a minha mãe sempre me dizia. "Se te perderes da mãe, fica onde nos vimos por último." e assim foi. Ali fiquei, e ela lá apareceu. Grande aventura, nesse ano! Recordo-me que se vendia de tudo e ainda tenho em memória que o serviço de loiça da minha avó foi lá comprado. Bem, para os meninos de hoje, deve ser uma actividade enfadonha e sem interesse algum... hoje há supermercados em cada esquina, e hipermercados em cada curva... hoje há centros comerciais e compras online... mas naquele tempo... era esperar pela feira. E com muita alegria!
E o nome da feira prende-se com o dia 1 de Novembro: Dia de Todos os Santos, ao qual se segue o Dia dos Finados, o Dia dos Fiéis Defuntos, ou o Dia das Almas. E começa-se o mês no meio das campas, ou na igreja a orar pela alma dos mortos. Gente, que bela entrada tem este mês!? Mas não é para continuar assim...
Este é mês de celebração, de festa, de muitos aniversários. É, portanto, mês de vida, de luz, de cores intensas... e de castanhas assadas (pronto, apeteceu-me! sobre elas falo noutro post), de folhas caídas no chão, de casacos mais quentinhos, de botas (estes já não compradas na feira dos Santos), de luz acesa às seis da tarde, de lençóis de flanela... e Novembro para ti, o que é?  

Foto: Ana Filipa Oliveira / 11.2014
Novembro de 2014 foi tempo de visitar Gloucester, Inglaterra
Novembro também é tempo de recolher das esplanadas. É tempo de interior.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Dela recebi e a ele A dei

Foto: Ana Filipa Oliveira/ 01.2010
A Vida... recebi dela.. e a ele A dei.
A ele devo amor... e a ela devo respeito.
Com ele sou a grande... e com ela a pequena.
A vida é dinâmica, flui... e eu tive a felicidade de ser o elo, a ponte, entre eles os dois.

Que possamos honrar os nossos pais e amar os nossos filhos, para que a vida nos vá bem!
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