terça-feira, 31 de janeiro de 2017

|Dia dos Namorados| Comunicação... mas Falhada

Aquele cachecol ficou pequeno e talvez imperfeito. Aquele gorro talvez ela nunca tenha usado. E o xaile, esse ficou para mim. Fiz estas e outras peças em malha e ofereci. Ofereci como prenda. E talvez quem tenha recebido tenha olhado para as imperfeições, e não tenha visto aquilo que era invisível aos olhos... o meu amor, a minha dedicação, a minha entrega... um pedaço de mim... várias horas do meu tempo... Era tão mais fácil ir à loja e comprar. Pegar em algo já feito, com um preço de mercado, embrulhar e dar. Mas, para mim, não sabia à mesma coisa... sabia a presente despido de quem o dá. 
A ele ofereci um e a ela outro. Nunca os vi nos seus quartos ou noutra divisão da casa. Se calhar não gostaram... não combinava com o restante... não tinha utilidade... mas estava carregado do meu carinho, do meu investimento pessoal, da minha criatividade, de um retalho da minha alma. Fi-los em barro. Comprei-o cru e moldei-o levada pelo espírito que me guiava. E no final descansei, porque achei que o que fiz era bom. E alegrei-me de poder oferecê-lo... a quem eu queria bem. 
Criar algo a partir da matéria prima, colocar as nossas mãos ao serviço, e fazê-lo com boa vontade, gosto, prazer, alegria... faz que o trabalho, que isso dá, se esfumace, desapareça... ficamos apenas leves e encantados com o processo. E com a esperança que aqueça o coração de quem o irá receber.
Às vezes aquilo que nós oferecemos aos outros, eles não têm necessidade, não querem, ou não percebem a dimensão do que lhes damos. E isso, não é erro dos outros. Por vezes entregamo-nos por completo de uma forma que não diz nada ao outro. Isso é comunicação... falhada.
Ocorre-me agora que a euforia interior que sentia ao fazer estes presentes e entregá-los, era como o de uma criança que quer alegrar a sua mãe - "Vês o que fiz para ti? Não está tão lindo?". Quem sabe, se quando estamos a procurar alegrar os outros, e eles não se alegram, não signifique que estamos a colocá-los - inconscientemente - no lugar de outra pessoa. Quando queremos alegrar uma pessoa com uma prenda, pensamos nela, no que ela gosta, no que ela precisa, no que combina com as suas coisas... e isso a alegrará. Se não alegra, pensámos noutra pessoa, mesmo que tenha sido apenas uma rasteira invisível da nossa mente.
Vem aí o Dia dos Namorados... já se fala disso na net... quer comprem, quer façam, pensem bem...

Foto: Ana Filipa Oliveira

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

|Receita| Papas de Milho

Está frio. Com este tempo apetece coisas quentes, que nos aqueçam o estômago e a alma. Recordo-me bem da minha mãe, de vez em quando, fazer uma papinha de farinha maisena com canela e limão. Como não tenho esse produto à mão, fui procurar algo que se assemelhasse. E encontrei uma delícia sem ovos, nem glúten. E quem for intolerante à lactose, pode substituir o leite de vaca por outro tipo ou mesmo por água.
Esta receita ainda pode ser comida fria, ou quente; como prato principal, ou como sobremesa. A imaginação ditará o resto... eu fiz esta versão e que bom!

Foto: Ana Filipa Oliveira


(Para 2 a 3 porções)

Ingredientes:
350 ml de água
350 ml de leite
6 colheres (sopa) de farinha de milho
2 colheres (sopa) de açúcar
2 colher (sobremesa) de margarina
1 pau de canela
casca de um limão

Preparação:
Misture a farinha de milho com a água, numa tigela e coloque de lado.
Num tacho leve ao lume o leite, a casca de um limão e o pau de canela.
Quando o leite estiver quente, junte a mistura de farinha de milho que tinha guardado.
Mexa sem parar até ferver e engrossar.
Por fim, acrescente o açúcar e a margarina. Continue a mexer durante mais uns cinco minutos.
Para servir, lembre-se de retirar as cascas de limão e o pau de canela.
Por cima, coloquei raspas de coco e sementes de chia. Mas pode espalhar pó de canela, ou açúcar em pó, ou juntar frutos secos...

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|Verdades & Co.| Do Impossível ao Real

Meter os pés em Nova Iorque e ver aqueles sítios que só se vê (ou eu só vi ainda) no cinema ou nas notícias é para mim o topo das coisas incríveis, e aparentemente impossíveis, que poderei alguma vez fazer. Londres também faz parte da lista, mas com maior probabilidade de se tornar real a médio prazo. Os países nórdicos faziam parte também deste ranking, mas no verão de 2015 passou a fazer parte das "coisas impossíveis que o deixaram de ser". Mas há mais... correr! Correr é para mim algo inexplicavelmente difícil, porém se alguma vez (ou melhor, quando) vier a concretizá-lo, isso reverter-se-à numa crença positiva para mim: posso tudo.
Este ano dedico-me a reeducar-me em termos de alimentação e de actividade física. E ao fazer os meus planos, lembrei-me de uma amiga que tinha andado a preparar-se para uma corrida, e que a realizou. O que para mim é sinal de valentia! Pensei que poderíamos - para o ano - fazer essa mesma corrida juntas. Mas ela conhece bem esta frase: se esperarmos até estarmos prontos, então iremos esperar o resto das nossas vidas. E lançou-me o desafio de ir já em Março.


Seria muito heróico da minha parte ter aceite... mas fica mesmo para 2018. Os nossos objectivos devem ser realistas. Não consigo, com uma bebé e sem a família por perto, ou amigos que possam ficar com a bebé, preparar-me para a corrida. Além disso nunca corri para além dos cinco minutos desde que acabei o Secundário e com ele as aulas de Educação Física. Não faço qualquer exercício físico desde que engravidei da Mariana, isto em 2015. Bem, podem ser apenas desculpas, é certo. E pode ser que espere o resto da minha vida... ou em 2018 tornar o impossível real.

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

|A Mulher do 31| Sempre Feliz

Fazer permanentemente o bem, todos os dias das nossas vidas, mostra-se como um grande desafio. Parece que seria muito mais fácil se fosse fazer o mal. Aliás o mal já fazemos muitas vezes, mesmo não querendo. Somos imperfeitas. Damos desgostos. Mas mesmo assim o nosso foco deve ser proporcionar satisfação aos que nos rodeiam, e especialmente à pessoa com a qual decidimos partilhar a vida. Devia ser motivo de orgulho dizer-se que fazemos o bem, que damos o nosso melhor, para fazer o nosso marido sempre feliz. Porém, na sociedade actual, dá a sensação que isso não encaixa e até cria um certo desconforto. 
Acho que é medo... medo que isso signifique anularmo-nos, criarmos dependência, colocar-nos em submissão... mas uma coisa não tem a ver com a outra. E enquanto vivermos em medo, não viveremos em amor. E o amor faz tão bem à vida!
Quero aprender a ser esta mulher... a mulher do bem!

Foto: Ana Filipa Oliveira

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

|App| Concentrado em apenas poucos minutos

Há umas semanas partilhei a minha tendência para concentrar o exercício físico num dia só e depois apenas regressar a ele passado muito tempo. É um hábito pouco produtivo e eu diria mesmo sem sumo algum. Como escrevi no post |App| Uma rede para bons hábitos: mais vale poucos minutos diariamente do que muitos quando o rei faz anos. E talvez a pensar nisso é que está disponível, e com muitos downloads, um app que concentra o exercício físico diário em 7 minutos


Foto: trabajemos.cl

Confesso que ainda nao a usei, apesar de morar no meu telemóvel há meses. Conheço quem tenha usado e tenha conseguido os seus objectivos com este recurso tecnológico. Eu sou resistente (estupidamente!) a iniciar exercício físico. Sou uma mariquinhas... medo da dor. Logo eu que tive dois partos naturais sem epidural. Mas é desta vez que vou usar a app e irei partilhar convosco o resultado. Se a usarem, conhecerem alguém que a usou... contem.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

|Confissão| Eu e a Minha Bicicleta

Criei o compromisso comigo mesma de todos os dias andar no mínimo 30 minutos de bicicleta estática, que o frio lá fora não está apetecível. Parece um objectivo fácil de alcançar. Coisa pouca! Mas acreditem que para esta taurina, que para mexer o corpinho negoceia quinhentas mil vezes com ele, é um grande objectivo. Para me dar a volta tenho de encontrar qualquer coisa que me distraia. Por exemplo agora estou a pedalar e a escrever este texto. Mas às vezes estou a ver vídeos do Coursera, ou qualquer coisa do YouTube, ou a ler uma revista, ou a ver as fotos no Instagram. Sim, devem estar a dizer que assim não devo pedalar nada de jeito. Pedalo, ao meu ritmo, e faço os 30 minutos... Posso não fazer em modo spinning, mas que dá para soar, ah dá. Mesmo com estes truques para me enganar a mim própria, é certinho direitinho que lá pelos 10 minutos já estou a olhar para o relógio. E a boca já está seca seca. Por isso de antemão coloco a garrafa de água estrategicamente para poder matar a sede, de modo a que não seja mais um empecilho à minha vitória diária. Por volta dos 15 minutos começo a ficar com os calores e lá tenho de tirar o casaco. (Esperem aí que é exactamente o que vou fazer agora!).......... (e mais um golo de água.) Quando se aproximam os 20 minutos começo a pensar em contagem decrescente... Só faltam 10 ufa. E esta luta dá-se aproveitando que a Mariana dorme. Por vezes há interrupções... Outras vezes tem de se deixar o compromisso pessoal para mais tarde. Só faltam 9. Estou quase a cortar a meta!! A minha bicicleta tem oito velocidades. E perguntam-me: qual é que eu estou a usar?! A um, claro. Não, estou a brincar. Desde ontem que subi da quarta para a quinta. Vamos lá ver se isso resulta em mais músculo ou mais preguiça?! Só faltam 7. Menos mal! Mal mal é quando a bateria do telemóvel acaba e fico sem entretém. Ou quando o cabo do computador se enrola aos pedais e dou cabo (piadola seca!! Dou cabo do cabo) da própria ligação do computador. Ou quando a revista cai para o chão e não consigo lá chegar. E não tendo ninguém por perto... Fico a olhar para o relógio. Só mais 5 e ganho a medalha de bom comportamento. Comportamento esse que tenho vindo a ver se aprimoro. Mas (há sempre um mas, caneco!?!?) ontem comi uma salsicha e meia, daquelas salsichas mesmo à alemã, grandes e gordas... com salada de batata. Epa!? Só por isso hoje devia de pedalar o dobro. É que a balança assim diz-me sempre mais do mesmo: estás pesadota! Pronto, falta 1. Apenas um para mais meia hora... A culpa é das salsichas!!!! (E começa o desespero todo de novo!)

Foto: Ana Filipa Oliveira

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

|Dicas| 4 Passos que nos levam ao Sucesso

Neste desafio de perder peso tenho (re-)aprendido métodos e técnicas para alcançar o sucesso. Estas são ferramentas universais para quem procura cantar vitória no final da história, quer seja um estudante perante mais um semestre, um trabalhador na gestão de um projecto de trabalho, uma pessoa à procura de emprego, ou até alguém que queira remodelar uma casa ou divisão dela, porque vem aí um bebé ou houve um filho que foi à sua vidinha. Neste momento, eu uso para perda de peso.

1. Planear antecipadamente:
Neste primeiro passo torna-se importante visualizar todo o processo, e dividi-lo em etapas de execução. Convém que essas encaixem na nossa agenda.

2. Usar prazos para nos mantermos actualizados:
Não nos adianta planear e depois não cumprir os prazos que criámos. Há que nos mantermos em dia e respeitar o ritmo do plano. Se vimos que está a aproximar-se a data da conclusão de uma etapa que ainda não está pronta para tal, há que dar gás.

3. Repetir o que falhámos (de outro modo!!):
"As mesmas acções levam aos mesmo resultados" é um mote que me ficou da PNL. Por isso, se não fomos bem sucedidos numa etapa, ou até mesmo no plano, nada de desistir; há que tentar de novo... mas com novas estratégias.

4. Procurar ajuda:
Por fim, encontrar uma pessoa que nos auxilie, sempre que nos sentirmos num beco sem saída ou quisermos falar acerca do tema, torna-se essencial para não descarrilarmos e perdermo-nos no caminho. Ter companhia no trajecto dá-nos outra motivação. E duas cabeças pensam sempre melhor do que uma, não acham?

Foto: estudos.gospelmais.com.br

Quais são os vossos segredos para serem bem sucedidos naquilo a que se propõe fazer? Deixem dicas nos comentários... E muito sucesso.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

|A Mulher do 31| O marido fica a lucrar

Quando nós temos total confiança em alguém... significa de certo modo que nos entregamos por inteiro a essa pessoa. Quando amamos alguém, e esse amor pode ser em forma de amizade ou conjugal... o nosso coração pertence-lhe... nós abrimos as portas do nosso ser, e deixamo-las com liberdade, sem medos, abertas para essa pessoa. Se confiamos, o medo não tem espaço para entrar, apenas o amor. Contamos todos os nossos segredos, fraquezas... pois sabemos que o outro vai ouvir, sem criticar, maltratar... e se nos tiver que corrigir, fará com a delicadeza, que o amor tem, de querer edificar o outro, e não magoá-lo.
Por outro lado, quando nós somos honrados com a confiança de alguém, sentimo-nos especiais, como se fossemos escolhidos no meio de um imensidão, e vissem em nós a raridade, a preciosidade que somos. Quando nos dignificam, ao confiar inteiramente em nós; nós fazemos de tudo para agradar o outro, para continuarmos a ser dignos da sua confiança. E fazemos tudo o que estiver ao nosso alcance para que não lhe falte nada.
Nunca nos faltar coisa alguma, termos tudo, não sermos pobres, termos lucro, possuirmos bens em abundância, o nosso ganho ser constante e ainda termos reservas é um sonho, certo? Parece que não. O marido, que tiver uma mulher, a quem lhe confie o seu coração, viverá esta realidade. [E acredito que o contrário também seja verdade.]

Já diz o ditado popular: Atrás de um grande homem, está sempre uma grande mulher. Também há quem diga que não é atrás, mas sim ao lado... de mãos dadas... vivendo em inteira confiança.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

|OnLine| Em linha com esta óptima plataforma

Dia 23 deste mês - daqui a pouco, portanto - começa um excelente curso online gratuito do Coursera. Trata-se de cinco semanas de aprendizagem sobre desenhar o nosso plano pessoal de perder peso.
Sou fã desta plataforma e participante há anos. Inicialmente todos os cursos disponíveis eram gratuitos. Agora quase todos têm a possibilidade de serem gratuitos (sem certificado) ou pagos (com certificado e alguns com créditos para o plano académico). O melhor é que são cursos de entidades credíveis e estão estruturados de um modo muito eficaz para o aluno poder entender e progredir. Ah, e se antes era tudo em inglês, agora já há em várias línguas.

Foto: crunchadeal.com

Ao longo destas cinco semanas eu (e tu, se alinhares!) vou dedicar-me a:

  • estabelecer objectivos na perda de peso
  • criar um plano de exercícios
  • aprofundar os conhecimentos acerca de nutrição
  • aprender a fazer uma lista de compras e a ler rótulos
  • aprender como comer fora
  • identificar apoio e a realizar o meu próprio monitoramento
  • identificar os gatilhos ambientais que me afastam da vida saudável
  • prevenir uma hipotética recaída
  • planear para manter-me no plano

Este curso da universidade Case Western Reserve acaba dia 27 de Fevereiro. Julgo tratar-se já da segunda edição. ´Bora lá!?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Together Forever

Não consigo ter palavras... deixo as primeiras imagens de há 11 anos atrás. Desde então não sou a mesma... muito mais completa.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

|A Mulher do 31| Rara e Valiosa como as Jóias

Pedras preciosas como os rubis... ou pérolas... ou jóias... ou o que vem de longe, lá dos últimos confins da terra... tudo isso é sinal de um preço elevadíssimo... vale muito. Mas há quem exceda isso tudo, que tenha um valor superior a isso tudo. Há quem seja raro, difícil de se achar... a mulher forte, de valor, virtuosa, exemplar.
Provavelmente este não seria um texto aprovado pela Capazes. Talvez venha a ser um post criticado. Se calhar muitas vão-se insurgir contra o que aqui escrevo. Mas antes disso peço que reflictam comigo...
Sou feminista. Das feministas que não querem ser mais do que os homens, nem igual a eles, mas que querem ser mulheres, com todas as características que isso tem (para cada uma). E mulheres respeitadas, como se deve respeitar todos os seres, seja qual for o seu sexo. Como mulher (e pessoa) tenho direito à diferença e ao respeito.
E sendo esse tipo de feminista, acredito que hoje seja raro encontrar uma boa esposa. E isto não quer dizer que eu o sou (mas, mesmo que às vezes não pareça, preocupo-me em sê-lo). Por outro lado, esta afirmação também não nega que hoje é raro encontrar um bom esposo. Mas como eu sou mulher, e gosto de tomar a minha cota de responsabilidade, olho para mim, e deixo a parte do esposo para quem a cabe.
Vou dar apenas um pequeno exemplo, que o considero bem português. Qual é a mulher que mais rapidamente fala bem do seu marido às amigas do que dos seus podres? Vá, não sejam santinhas. Eu acredito que é uma espécie de fado lusitano, versão feminina, com a qual temos de lutar para não estarmos a cair no erro de despir o nosso marido à frente dos outros (ai, e quantas vezes o fiz - e faço - minha culpa, minha tão grande culpa). Isso é mandar abaixo. E nós devemos ser edificantes, devemos construir... uma relação coesa, sem brechas... para que nos dias de tempestade não entre por elas o vento e destrua o interior.
Vivemos num tempo que nos parece ser incutido que temos de ser os generais da casa. Estamos numa época que nos querem levar a uma guerra aberta com o sexo oposto. Mas, estou convicta, que isso é errado. E decido-me por ser (dou o meu melhor) uma boa esposa, uma mulher forte, de valor, virtuosa, exemplar. E não me venham com histórias. Isso não é submissão. É respeito entre dois seres que se amam (ou pelo menos, deviam).

Foto: Ana Filipa Oliveira

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

|App| Uma rede para bons hábitos

Existem imensas App para telemóvel; para qualquer gosto, desejo, preferência e afim. Mas para quem quer dar pequenos passos para ser mais feliz e saudável existe uma especial. É sobre ela que escrevo hoje.
Foi-me dada a conhecer por uma amiga. E tornou-se um pequeno presente para mim. Sou o tipo de pessoa que acha que há sempre espaço para mudança, para evolução, para crescimento... mas mesmo assim existem campos que tenho dificuldade em dar a volta... um deles já referi na partilha de ontem - Mexe esse traseiro: actividade física... mas as escolhas saudáveis em termos de comida também se juntam ao grupo. Por isso tudo e muito mais esta aplicação tornou-se fixa no meu telemóvel.
Através dela somos inspirados a mudar questões pessoais como mais movimento, melhores hábitos alimentares, novas posturas perante a vida... e a mudar passo a passo, porque para atingir um objectivo são necessárias várias micro acções. E mantermo-nos na caminhada... com folgo para chegar ao fim. Por vezes dou comigo num dia a fazer meia hora de bicicleta (o que para mim é muito) e depois demoro semanas até voltar a meter-me em cima dela. Talvez fosse melhor pelo menos 2 minutos diários do que 30, assim, sem mais nem porquê.
Com esta aplicação somos desafiados a ter temas do dia, da semana e mais longos, como 21 dias. Aliás 21 dias é indicado como o tempo necessário para criar um novo hábito. Com a repetição diária da acção acabamos por enraizá-la no nosso quotidiano e quando damos por ela, já faz parte de nós.
Escrevo-vos, portanto, acerca da plataforma YOU. Encontramo-nos lá?



terça-feira, 10 de janeiro de 2017

|Saúde e Beleza| Mexe esse traseiro

Eu não sei o teu, mas o meu anda pesado. Estou a cima do peso ideal. E nem por isso me mexo muito para abater esses quilos. Mas é este ano (há quem diga, que todos os anos digo o mesmo). É este ano que vão conhecer a melhor versão de mim mesma...
Descobri que um adulto deveria fazer duas horas e meia de actividade moderada ao longo da semana e duas vezes de trabalho intenso (muscular). Infelizmente sou uma adulta com pouca actividade, quer moderada, quer intensa. Mas vai mudar, ai vai. É agora.
Até há pouco tempo não sabia a diferença entre actividade moderada e intensa. Aprendi, então, que a moderada é aquela que nós fazemos e que aumenta a temperatura do nosso corpo, e que mesmo assim nos permite falar, mas já com alguma dificuldade. Enquanto que actividade intensa é aquela na qual já não conseguimos praticamente falar. Ou seja, que deitamos os bofes pela boca. Digamos que é algo raro por estas bandas. Ficar sem folgo!? Talvez uma ou duas vezes por ano...
O meu ponto fraco é a motivação. Tenho dificuldade de me sentir com vontade de treinar. Pouco me faz mexer o traseiro. Mas parece que monitorizar a nossa actividade física aumenta a nossa motivação. Ora, aí está uma solução. Ahhhh, e essa já estou a registar no meu Garmin (prenda de Natal). O que é isso de monitorizar? É registar os dados e comparar com os nossos registos anteriores. Como é que isso nos ajuda? É que ver onde se está pode servir como lembrete no momento em que verificamos que estamos a diminuir na actividade, ou como auxiliador no aumento da auto confiança, se estivermos a progredir.
Bem, eu faço num relógio com aplicação no telemóvel, mas pode ser feito num papel, numa aplicação directamente no telemóvel, ou num aparelho próprio... ou em qualquer coisa que permita contabilizar, medir... Esses dados podem contribuir para um diário de actividade e este pode ser criado no computador, no telemóvel ou no papel. O diário da actividade física torna-se mais relevante quando é o caso de actividades que os aplicativos não contabilizam, como uma aula de aeróbica, ou uma caminhada pelo centro comercial... No final, o mais importante é ter rotina.
O meu ideal de passos por dia seria 10 000, o que significaria que eu seria uma adulta activa, mas estou com uma média de cerca de metade. Há dias mesmos que chega apenas a um terço. Muito pouco para quem quer atingir o peso ideal. Mas é este ano. Em 2018 vou entrar outra. Ai, pois vou.
E este post já é um passo na definição do meu objectivo pessoal. Ganha-se bastante quando se cria objectivos, quer eles sejam a curto, a médio ou a longo prazo. Isso permite não só ter uma meta, como ver o nosso progresso.
Quem se junta a este objectivo? ´Bora lá mexer o traseiro, ser mais activa.


domingo, 8 de janeiro de 2017

|Férias| Ao que sabem

Há sete anos que vivemos neste país maravilhoso, caso contrário não estaríamos aqui. E mesmo assim, falta-lhe muita coisa... por isso de vez em quando lá vamos nós abastecer-nos daquilo que é importante. 
No início planeava com antecedência as nossas férias em Portugal. Quando entrava no avião já tinha uma agenda bem recheada. Chegada a solo português era uma corrida contra o tempo, que resultava num cansaço bom, embrulhado nos abraços dos amigos reencontrados, na partilha de histórias, de risos e de boa comida. 
A comida da sogra levava-me sempre a trazer uns quilos extra de volta. Mas não só. As idas ao café e o belo do Pastel de Feijão, pelo qual sou apaixonada, não me davam tréguas. Quer dizer, ainda hoje é assim. O que deixou de ser é o plano detalhado. 
Agora aterro na Portela sem agenda fechada... tudo em aberto. Só que há sítios que são emblemáticos. É coisa básica, mas que me dá prazer. Gosto de ir ao Centro Comercial Vasco da Gama e, sobretudo, vaguear livremente, sem relógio a pressionar-me, pelos corredores da FNAC, mais em concreto dos livros... e às vezes até dá para tomar um cafezinho, com uma amiga que fez uma pausa, para podermos estar juntas. À Portugália, quando não vai a família, vamos só nós os dois. Também a dois vamos ao cinema. E estes lugares que são uma espécie de referência para nós, são tão simples, mas enchem-me os pulmões para mais uma temporada em terras germânicas.
Regressámos há pouco de mais uma ida ao nosso ninho... e algumas destas coisas ficaram por fazer, muitos amigos por reencontrar, vários sítios por visitar... se Deus quiser, é da próxima... pelo menos vamos sempre com a mesma esperança.

Foto: Ana Filipa Oliveira/ 2010

Beijinhos a todos e até já!


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