sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

|A Mulher do 31| Rara e Valiosa como as Jóias

Pedras preciosas como os rubis... ou pérolas... ou jóias... ou o que vem de longe, lá dos últimos confins da terra... tudo isso é sinal de um preço elevadíssimo... vale muito. Mas há quem exceda isso tudo, que tenha um valor superior a isso tudo. Há quem seja raro, difícil de se achar... a mulher forte, de valor, virtuosa, exemplar.
Provavelmente este não seria um texto aprovado pela Capazes. Talvez venha a ser um post criticado. Se calhar muitas vão-se insurgir contra o que aqui escrevo. Mas antes disso peço que reflictam comigo...
Sou feminista. Das feministas que não querem ser mais do que os homens, nem igual a eles, mas que querem ser mulheres, com todas as características que isso tem (para cada uma). E mulheres respeitadas, como se deve respeitar todos os seres, seja qual for o seu sexo. Como mulher (e pessoa) tenho direito à diferença e ao respeito.
E sendo esse tipo de feminista, acredito que hoje seja raro encontrar uma boa esposa. E isto não quer dizer que eu o sou (mas, mesmo que às vezes não pareça, preocupo-me em sê-lo). Por outro lado, esta afirmação também não nega que hoje é raro encontrar um bom esposo. Mas como eu sou mulher, e gosto de tomar a minha cota de responsabilidade, olho para mim, e deixo a parte do esposo para quem a cabe.
Vou dar apenas um pequeno exemplo, que o considero bem português. Qual é a mulher que mais rapidamente fala bem do seu marido às amigas do que dos seus podres? Vá, não sejam santinhas. Eu acredito que é uma espécie de fado lusitano, versão feminina, com a qual temos de lutar para não estarmos a cair no erro de despir o nosso marido à frente dos outros (ai, e quantas vezes o fiz - e faço - minha culpa, minha tão grande culpa). Isso é mandar abaixo. E nós devemos ser edificantes, devemos construir... uma relação coesa, sem brechas... para que nos dias de tempestade não entre por elas o vento e destrua o interior.
Vivemos num tempo que nos parece ser incutido que temos de ser os generais da casa. Estamos numa época que nos querem levar a uma guerra aberta com o sexo oposto. Mas, estou convicta, que isso é errado. E decido-me por ser (dou o meu melhor) uma boa esposa, uma mulher forte, de valor, virtuosa, exemplar. E não me venham com histórias. Isso não é submissão. É respeito entre dois seres que se amam (ou pelo menos, deviam).

Foto: Ana Filipa Oliveira

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