terça-feira, 25 de julho de 2017

|Mães Felizes| Seja Dona da Sua Vida

Foto: Splitshire.com/
A mãe e pediatra Meg Meeker partilhou, com milhares de leitoras espalhadas pelo mundo, os segredos para uma vida (como mães) mais prazerosa. Compilou tudo num livro intitulado "Os 10 Hábitos das Mães Felizes". A Mulher do 31 tem vindo, às terças feiras, a escrever sobre cada um desses hábitos. Quem só agora entra nesta viagem pode sempre ler os textos anteriores da série | Mães Felizes | e continuar connosco. Hoje vamos abordar o nono hábito: Seja Dona da Sua Vida.

Talvez algumas de nós encarem esta questão como se isso revelasse egoísmo da nossa parte. Muitas de nós, acredito que foram ensinadas a pensar mais nos outros do que em si próprias. Por isso quando pensam em tomar a liderança da sua vida, cria-se um certo atrito interior. Mas, desiluda-se, ser dona da nossa vida é tomar as rédeas dela com liberdade e consciência... o que em nada se opõe a continuarmos a pensar nos outros.

Contudo para segurarmos o volante da nossa vida há que fazer um trabalho interior, que Meg Meeker resume em quatro passos:
  1. Decida viver das suas forças, não das fraquezas: diminuirmo-nos e lamentarmos retira-nos energia, e desconecta-nos do nosso centro. Quando não estamos em sintonia connosco próprias torna-se difícil que consigamos ser responsáveis e conscientes das nossas escolhas diárias. Ou seja, acabamos por nos deixar levar pelas circunstâncias, pelos palpites dos outros... portanto, o primeiro passo para reverter esta situação, é conhecermo-nos, sabermos o que somos, e focarmo-nos nas nossas qualidades, as forças do nosso carácter.

  2. Diga sim ou diga não, mas diga o que pensa: muitas de nós temos tendência para dizer sim a tudo, mesmo que a vontade fosse dizer o contrário. Existem as do contra, que preferem dizer não a tudo. Mas em geral acho que a educação ocidental levou-nos a concordar como forma de respeito. Desengane-se. Respeitar o outro é ser verdadeiro com ele. Respeitar-nos a nós, é sermos honestas connosco mesmas. Também existe outra tendência clara no nosso meio... quando temos de dizer algo que não vá de acordo com as expectativas do nosso interlocutor, justificamo-nos até à exaustão. Não fazemos isso frequentemente com os nossos filhos?! Este segundo passo pede-nos que digamos o que pensamos, e mantermo-nos serenas, sem discursos justificativos, nem pedidos indirectos de desculpa pela nossa honestidade. Isso vai fazer com que nos levem cada vez mais a sério, inclusive os nossos filhos.

  3. Diga a verdade - sempre: os segredos ou as omissões e as mentiras são traiçoeiros. Num primeiro olhar parece que nos ajudam, mas lá no fundo passam-nos a perna. Por um lado, quando omitimos ou mentimos, sabemos que o estamos a fazer. Logo aí a nossa consciência começa a ficar pesada, e a nossa atitude para com o outro não é mais autêntica e transparente. Por outro lado temos de andar cautelosas para não desmascarar a mentira ou a omissão... e isso requer muita atenção e cuidado da nossa parte. E mais, quando começamos a mentir, dificilmente podemos continuar a história apenas e só com a verdade. Quero com isto dizer, que as mentiras são como as cerejas: umas atrás das outras, uma pequena puxa uma maior. E os nossos filhos, que assistem a esta nossa atitude!? Seremos um bom exemplo!? Poderemos chamá-los a atenção quando nos mentirem ou omitirem!? Por isso, e por mais que nos doa a nós e/ou aos outros, opte sempre pela verdade.

  4. Controle a sua culpa: se queremos ser donas das nossas vidas não nos podemos deixar dominar por culpa, pois, caso contrário, será ela a dona da nossa vida. Existe um sentimento que podemos chamar de "culpa verdadeira" que nos alerta para actos que não foram realmente correctos da nossa parte. Normalmente esses actos têm consequências penosas para nós ou para os outros. E foram feitos com consciência. A "culpa falsa" é o oposto. São casos que criámos na nossa cabeça, mas sem grande fundamento. Esta culpa vive da suposição... "talvez se eu tivesse feito isto, então teria acontecido aquilo. Mas porque é que eu não me lembrei!?", reconhece este tipo de diálogo. A culpa falsa retira-nos ânimo e ocupa-nos muito tempo... a remoer. Se estiver na dúvida acerca do tipo de culpa, fale com uma amiga, um familiar ou um terapeuta. Peça-lhe opinião e tome as decisões que tiver de tomar - para arrumar esse assunto sem raízes verdadeiras, como acontece na culpa falsa; ou para concertar os estragos reais da culpa verdadeira. Mas tome o controlo da sua vida.
Pois é, na próxima terça feira já chegamos ao fim desta série, que tanto prazer me tem dado partilhar com vocês. O décimo hábito intitula-se: Não perca a esperança. E não vamos perder, pois não? 


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quinta-feira, 20 de julho de 2017

|A Mulher do 31| Chega ao Fim

Foto: Google Fotos

Ao longo de várias semanas, depois de 21 posts, chega ao fim a série |A Mulher do 31|. O blog permanece, com novas séries - dedicadas à mulher, à mãe, às famílias. Com este post quero dizer-te quem é a verdadeira Mulher do 31, que inclusive deu nome a este blog. Não é a mulher que mora na porta 31; nem que casou com um homem cuja alcunha era 31; nem a mulher que ia sempre sentada no último banco do autocarro 31, no lugar junto à janela... Eu nunca vi A Mulher do 31. Nunca a vi em carne e osso. Não a conheço, por assim dizer. Mas dedico-lhe este espaço, este local virtual.

"Ora, mas então como tomei conhecimento dela? Porque é que ela se chama assim? Quem é a Mulher do 31?" são perguntas que devem estar a povoar a tua mente. E digo-te que quando souberes vais ficar admirada... ou talvez desiludida.

A Mulher do 31 não é moderna. A Mulher do 31 não é do povo. Com a Mulher do 31 não é fácil de lidar. A Mulher do 31 coloca-nos, por vezes (e por nossa opção), deprimidas e desiludidas, sobretudo com a nossa pouca perfeição, isto se a tomarmos (de um modo pouco positivo) como exemplo para as nossas vidas.

Agora é que é. A Mulher do 31 é modelo. Não como a Sara Sampaio e as outras "anjos" da passarelle. É um modelo de mulher para um rei. Um modelo feito a partir dos conselhos de uma mãe a um filho. Um modelo baseado no que uma mãe ensinou a um rebento sobre aquela que seria a mulher adequada para ele. Qual não é a mãe que sonha com um óptimo casamento para o seu filho!?

Num livro muitíssimo antigo, e em muitos países vendido (em todos, quase que diria) e traduzido em muitíssimas línguas e linguagens... aparece um grande capítulo dedicado às coisas da vida. A encerrar esse capítulo apresenta-se a mulher ideal para o rei Lemuel.

Esse livro é para muitos (para mim também) para lá de precioso... e os seus conselhos são altamente importantes para qualquer vida. Se abrires a Bíblia, que enfeita a estante da tua casa, e a abrires no livro de Provérbios, no capítulo 31 (por isso o 31) e começares a ler a partir do versículo 10, poderás conhecer em primeira mão a mulher que lhe chamam: a mulher virtuosa... e que eu chamo A Mulher do 31.

Se antes ela incomodava-me pelas suas características... hoje gosto muito dela pelas mesmas razões. A Mulher do 31 não é uma forma na qual eu (ou tu) tenho de passar... é antes uma amiga inspiradora. E é isso que eu gostaria de ser também para ti, através deste blog: uma amiga inspiradora.

Agora, fico curiosa: de onde pensavas que tinha vindo, para este blog, o nome A Mulher do 31?


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terça-feira, 18 de julho de 2017

|Mães Felizes| Como Dar e Receber Amor

Foto: Pixabay.com
Há quem ache que o amor é um sentimento e que por isso não se pode aprender a amar, ou a aprender a receber amor. Este capítulo do livro "Os 10 Hábitos das Mães Felizes" mostra-nos que sim, é possível amar bem, amar melhor, amar com ordem, amar e receber amor de um modo mais saudável, e feliz. Meg Meeker é mãe e pediatra, e escreveu este livro para ajudar as mães a terem mais prazer na maternidade. Mas os seus ensinamentos adequam-se perfeitamente a qualquer pessoa... mãe, ou não.

Para que possamos aprender a dar e receber amor saudavelmente, a autora desenhou o que são os quatro campos em que nos devemos focar... (Este é o oitavo hábito da lista dos 10. Os anteriores podem ser lidos AQUI.)

  1. Corra riscos calculados: quando tomamos as rédeas da nossa vida, quando nos responsabilizamos pelas nossas decisões... estamos a dar-nos uma voz forte. Essa voz forte requer que corramos riscos, pois muitas vezes teremos de ser nós a tomar a iniciativa, a dar o primeiro passo e, sobretudo, a caminhar para a solução. Resolver os nossos problemas relacionais torna-se fundamental para que possamos amar saudavelmente. E isso é nossa tarefa assim que nos assumimos como líderes das nossas vidas. Ficar à mercê do tempo, dos outros e de qualquer coisa fora do nosso campo de acção é desresponsabilizarmo-nos. Por isso, se tem um problema, resolva-o. Se não consegue sozinha, procure ajude. Mas não fique passiva a ver a vida (e o amor) a passar.
  2. Não leve os seus entes queridos tão a peito: uma das dificuldades que todos nós temos, quando estamos muito ligados a alguém, é discernir as razoes profundas que estão por detrás dos seus actos (menos simpáticos) e agir sem que personalizemos isso. Provavelmente esses actos são o resultado de algum acontecimento do seu dia, ou um aspecto do seu carácter. Por exemplo, se o seu marido tem dificuldade, e faz comentários menos simpáticos, porque você gosta muito de falar ao telefone com as suas amigas, já pensou se não será que essa sua atitude desperte nele questões pessoais com as quais ele não sabe lidar!? Talvez ele seja uma pessoa introvertida e que gostasse até de ter a mesma atitude que você, mas não consegue, e por isso reage assim!? Ver o que poderá estar na raiz desses comentários, faz-nos levar menos a peito os nossos entes queridos.
  3. Aprenda a interpretar aqueles que ama, e deixe que a interpretem: cada um de nós tem uma maneira de falar. Estou certa que reconhece algumas expressões que são típicas dos seus filhos. E você mesma também terá as suas. No amor dá-se exactamente o mesmo. Os seus filhos terão um modo específico (ou vários) de expressar o seu amor (sem palavras). E o mesmo acontece consigo. Já pensou sobre isso? Nem todas as pessoas se sentem amadas pelos mesmo actos. Talvez eu me sinta amada quando o meu marido me escreve um postal. E você poderá sentir-se amada quando o seu lhe oferece jóias. Já por sua vez o seu marido, se receber jóias da sua parte, poderá não sentir tal acto como revelação do seu amor. Para descodificar quais são as linguagens de amor de cada um na sua família - onde também está incluída, irá tornar-se uma detective. A observação será a ferramenta de trabalho primordial. Depois do caso resolvido, abre-se espaço para testes. Experimente falar a linguagem de amor dos seus, e sinta-se à vontade para partilhar a sua.
  4. Manifeste amor mesmo quando não o sente: às vezes a rotina dos nossos dias leva-nos para longe do amor. Aos poucos vamo-nos afastando. Quando nos damos conta, criámos um muro frio entre nós. E depois para ultrapassar essa barreira requer-se esforço... da nossa parte, porque somos líderes das nossas vidas. Mas, claro, também da outra parte. E se não chegássemos a este ponto!? Mesmo nos dias que não sente a chama acesa, não fique parada. Seja dona da sua vida. Alimente o amor. Até nos dias em que o seu marido, por exemplo, a aborrece por qualquer motivo, ame-o. Como? Foque-se nas qualidades dele. Afaste do seu pensamento o que sentiu como negativo da sua parte. Decida-se por amá-lo. Não fique ao sabor das circunstâncias. Tome a decisão clara de o amor, no bem e no mal.

Estou convicta de que, ao lermos estes conselhos, nos sentimos perante uma montanha intransponível. Mas lembre-se que a fé move montanhas. Se acredita no poder da vida e do amor, esteja certa que é capaz. Claro que muitas vezes faremos diferente, e isso nos irá soar como errado, como uma falha nossa. Desengane-se. Errado seria não tentar... não prosseguir para lá da falha.

O nono hábito aborda a questão de sermos líderes das nossas vidas. Na próxima terça feira vamos conhecer o que Meh Meeker nos tem a sugerir para aprendermos a viver deliberadamente. 

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quinta-feira, 13 de julho de 2017

|A Mulher do 31| O Nosso Investimento na Vida

Foto: Pixabay
De certo que tens dias em que estás cansada... estás desesperada.... que perdes o controlo das coisas... a casa... o trabalho... os miúdos... o casamento... os familiares... os amigos... e e e e e Mas depois há outros em que olhas para tudo isso e pensas: como sou grata por tudo o que tenho.  Será que mereces o que tens? Semeaste isso? Ou estás a colher frutos alheios?

Mesmo nos dias mais cinzentos, mesmo nos dias mais trabalhosos, mesmo nos dias mais pesados, mais tristes, mais sofridos... crê. As nuvens vão passar e terás o sol a iluminar-te... a trazer à luz o resultado do teu investimento na vida.

A Mulher do 31  é recompensada por tudo o que faz. A Mulher do 31 recebe os frutos do seu trabalho. A Mulher do 31 é elogiada pelos seus feitos.  A Mulher do 31 é conhecida pelos seus actos virtuosos. A Mulher do 31 vê as suas obras reconhecidas publicamente.

Quem não sabe quem é a verdadeira Mulher do 31, ficará a saber em breve... na próxima quinta feira. Ainda não sou eu! Mas é exemplo para mim.


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terça-feira, 11 de julho de 2017

|Mães Felizes| Formas Simples de Viver

Foto: Kaboompics.com
Mais uma terça feira, mais um artigo da série |Mães Felizes|. Neste post vamos abordar o sétimo hábito: Descubra formas simples de viver. Este faz parte d' "Os 10 Hábitos das Mães Felizes", um livro escrito pela mãe e pediatra Meg Meeker.

Poderíamos dizer que o antónimo de simples é complicado. Este hábito sugere que nos deixemos, portanto, de complicações. Muitas vezes vivemos a nossa vida de um modo desorganizado, caótico, aos tombos... uma vida cuja interpretação da mesma é difusa, conturbada. A melhor maneira de viver de um modo simples é colocar ordem na sua vida. E ordem não significa rigidez, mas limpeza, organização, planeamento... enfim, dar lugar às coisas. Para a ajudar Meg indica três passos primordiais:
  1. Identifique e liste as suas prioridades: anda sem mapa, sem saber para onde quer ir, para onde se dirige!? Comece por delinear o seu propósito de vida. Esse é o destino da sua viagem. Ao identificá-lo, saberá depois escolher entre caminhos para o alcançar. Se o seu objectivo de vida é criar filhos saudáveis, então vai alinhar as suas prioridades de acordo com essa finalidade de vida. Aquilo que não contribuir para atingir a sua meta, será lançado fora. Se quer viajar para a Escandinávia a partir do centro da Alemanha vai para norte, e qualquer estrada que a levar para sul será colocada fora das suas escolhas, certo!? Por isso é tão importante que tenha identificado o seu propósito de vida... assim andará sempre por estradas que a levarão até mais perto do seu destino.
  1. Mude a forma como fala: ao criar as nossas prioridades devemos então ter um discurso condicente com as mesmas, não concorda? Se vou para a Escandinávia não vou falar acerca das maravilhas que vou encontrar na Itália!? Fale, portanto, para onde vai. Sabia que o que nós falamos tem muita influência no nosso pensar e agir? Por isso é tão importante que falemos coisas boas... acerca da vida em geral e de nós em particular. Crie uma lista das suas capacidades, dons, qualidades... e diga a si mesma, pelo menos uma delas todos os dias. Vai ver como se sentirá melhor e mais alinhada com o seu propósito de vida.
  1. Não se agarre com tanta força: viver de um modo simples é descomplicar, e também destralhar. Deite fora tudo aquilo que já não lhe serve... tudo aquilo que não a levará a atingir a finalidade que delineou para a sua vida. Se quer criar filhos saudáveis não guarde, por exemplo todos os doces que foi recebendo deste ou daquele. Dê a quem queira, ou não aceite, com toda a simpatia e delicadeza. Se o seu o propósito de vida é cuidar dos mais necessitados, então abra mão de algum tempo semanal para se dedicar ao voluntariado, por exemplo. A simplicidade está mais no dar do que no agarrar, ou no guardar para si.

Este livro está estruturado de uma maneira muito agradável de ler, mas também de aplicar às nossas vidas. Com histórias que nós rapidamente entramos em empatia e nas quais nos reconhecemos muitas vezes. Através dele conseguimos olhar-nos ao espelho, perceber mais de nós e querer ter ainda mais prazer na vida em geral, e particularmente como mães.

Na próxima terça feira já estaremos quase na recta final da abordagem desta obra publicada pela Vogais. O oitavo hábito vai ajudar-nos a dar e receber amor saudavelmente. Já estou curiosa. 

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sexta-feira, 7 de julho de 2017

|Receita| Batata Doce e Beterraba com Bacon (Perú)

Na sexta passada partilhei convosco a | Salada de Atum e Abacate em Wrap de Alface |. Hoje é a vez de uma receita que dá para qualquer refeição: pequeno almoço, almoço, jantar... cá em casa já foi provada e aprovada.

Foto: Ana Filipa Oliveira


INGREDIENTES
300 gramas de batata doce descascada e cortada aos cubos
150 gramas de beterraba descascada e cortada aos cubos
4 fatias de bacon de perú cortado aos cubos *
150 gramas de cebola cortada aos cubos
1 colher de sopa de óleo de coco derretida
Sal marinho e pimenta

PREPARAÇÃO:
1. Pré-aqueça o forno a 200 graus.

2. Espalhe, num tabuleiro de ir ao forno e numa única camada, a batata doce, a beterraba e a cebola. Tempere a gosto com o sal marinho e a pimenta.

3. Com o óleo de coco regue a mistura da batata doce com a beterraba e a cebola. E misture bem com as mãos. Coloque no forno até ficar tostado.

4. Numa frigideira, em lume médio, coloque os cubos de bacon de perú a fritar na própria gordura, até que fiquem crocantes, o que deve levar cerca de 10 minutos.

5. Adicione a mistura, retirada do forno, ao bacon. Salteie e cozinhe por 5 minutos. Sirva de imediato.

* quem preferir pode usar o bacon de porco. Fica saboroso, embora o de perú seja mais saudável. Contudo não é fácil de encontrar.


Se deixarem tudo cortado de véspera, é um pequeno almoço rápido de fazer, delicioso e que nos dá energia para o dia. Que tal preparem tudo para amanhã?


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quinta-feira, 6 de julho de 2017

|A Mulher do 31| As Raízes da Nossa Beleza

Foto: Pixabay
No outro dia, numa conversa em que chorava copiosamente por me sentir desesperada, uma amiga dizia-me que eu já não tinha aquele brilho. Eu sei do que é que ela fala. A minha perda de fé na Vida levou-me a que ficasse com os olhos baços, com o discurso pobre, com os lábios descaídos... e a minha beleza, a minha luminosidade, evaporou-se.

Todas temos momentos em que estamos mais fracas, mais cabisbaixas, mais desiludidas, mais desencorajadas... fases em que parece que só vemos a preto e branco... etapas em que só falamos negativamente... e parece que nada tem solução.

E é essa falta de fé na Vida, no Amor, na Paz, na União... que nos torna feias. A nossa beleza verdadeira vem do íntimo, e essa é real, presente e luminosa. A outra é enganosa e passageira, alicerçada em produtos de cosmética e maquilhagem.

Devemos, por isso, não cuidar de nós? Não tratar do nosso corpo, do nosso aspecto...? Claro, que não. Mas devemos estar conscientes que não há qualquer maquilhagem, roupa ou hidratante, que disfarce o que o nosso íntimo queira reflectir.

A Mulher do 31 cuida da sua beleza, sem pudor, com a certeza que as raízes dela estão na fé - na Vida, no Amor, na Paz, na União...


Quem não sabe quem é a verdadeira Mulher do 31, um dia saberá. Ainda não sou eu! Mas é exemplo para mim.


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quarta-feira, 5 de julho de 2017

|Media| Factos em Doses Moderadas

Raramente leio notícias, ou vejo telejornais. Há pouco tempo activei os feeds de alguns meios de comunicação... e comecei a seguir alguns no Twitter. Agora já vou sabendo mais ou menos o que são os temas do dia, o que está na agenda do momento. Mas mesmo assim, não me aprofundo. Passo os olhos, como se costuma dizer. Leio as gordas! Cada vez mais estou convicta que para a saúde do ser humano há que se consumir uma dose moderada de factos (e supostamente as notícias abordam factos)... é que às tantas somos seres informados, mas - ao mesmo tempo - somos seres desconectados, do Eu, do Aqui e do Agora. 

Foto: Pexels

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terça-feira, 4 de julho de 2017

|Mães Felizes| Liberdade para lá dos Medos

Foto: Kaboompics.com
Meg Meeker, mãe e pediatra, escreveu um livro com o título "Os 10 Hábitos das Mães Felizes". Ao longo das últimas terças feiras, A Mulher do 31 tem vindo a abordar esses hábitos na série |Mães Felizes|. Hoje abrimos portas ao sexto: "Liberte-se dos medos".

Se há quem pense que o oposto de amor é ódio, engana-se. O oposto de amor é medo. É o medo que nos trava de agir, ou que nos impele a agir, sem a liberdade e a entrega do amor. É também o medo que nos bloqueia, muitas vezes, de dar e receber amor. O medo fecha-nos, enquanto que o amor torna-nos receptivos, abertos aos outros e às situações.

Para travar o processo do medo em nós é preciso trabalho. O bom disto é que existe um troféu esplendoroso no final: liberdade. Estas são as três chaves para abrir os cadeados dos medos em nós:

  1. Clarifique o medo: comece por identificar o medo e a sua raiz. E como é que faz isso? Exactamente por meio de perguntas. Questione-se. Indague o que está por detrás desse sentimento. E é importante que não meta todos os sentimentos no mesmo saco. Procure saber se é mesmo medo. Para podermos combater, é preciso conhecer o adversário. Quanto mais o conhecermos, mais fácil é de ganharmos a luta.
  2. É preciso uma franqueza brutal: para que este processo, de interrogar-se a si própria e às suas acções, se torne realmente proveitoso e com efeitos duradouros, necessita de ser muito transparente consigo mesma. Falar dos seus medos é essencial. Se puder falar com alguém sobre eles, ainda melhor. Assumir que se tem uma luta faz a diferença na hora de a vencer.

  3. Dessensibilizar, passo a passo: a única maneira viável de ganhar a batalha é enfrentar o inimigo. Não fuja dele. Vá até ele. Coloque-se várias vezes, por tempo mais longo, perante o seu medo e avance. Vai chegar a alguma altura que ele já não a controlará  mais, mas sim, você a ele.
Eu tenho medo de dar comida em pedaços maiores à minha filha de um ano. Porquê? Porque vivi três episódios muito intensos com o meu filho mais velho, quando era pequeno, engasgado e com dificuldades em contornar a situação. Posso dar comida passada à Mariana até ela ser grande. Mas acho que isso não seria a melhor solução. O que é que tenho feito? Acalmado. Entrado em diálogo interior positivo comigo mesma. E dando-lhe pedaços maiores de comida. Certo é que ela já se engasgou por duas vezes com um pedaço de pêssego. O primeiro pensamento é o de voltar atrás. Recuar. "Já nunca mais lhe dou pêssego!", o que seria tolo, pois pode engasgar-se até com a própria saliva. Ou "Vou voltar à comida esmagada!" Assim, teria ganho o medo, e não o amor. O amor de cuidar do crescimento dela. Faz parte engasgar-se. Está a aprender a lidar com a comida. E ela das duas vezes consigo dar a volta à questão, apesar do susto... para mim e para ela. 

Pessoalmente alegro-me de estar a ler este livro. E de o partilhar convosco. Tem sido muito bom para me (re)lembrar de muita coisa. Na próxima terça feira cá estaremos para abordar o sétimo hábito: Descubra formas simples de viver.


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|Parentalidade| A Graça, sem Graça Nenhuma

Quando se é pequenino, tudo tem graça. Mas quando se cresce e repetem as mesmas graças, já não tem piada nenhuma. Quando o Guilherme era um menino pequenino, tinha graça vê-lo argumentar, dando-nos respostas que nos desarmavam. Agora que o Guilherme é um matulão de 11 anos já deixou de ter graça o seu poder argumentativo (às vezes sem lógica, só com o intuito de picar os miolos!)... passou a ser um desafio para os pais... em termos de nervos e também de poder argumentativo... ou talvez persuasivo: de que ele acabe com as respostas com graça, sem graça nenhuma.

Lembrei-me ao ler o post no blog Entre Biberons e Batons.



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sexta-feira, 30 de junho de 2017

|Receita| Salada de Atum e Abacate em Wrap de Alface

Algumas de vocês já devem ter estranhado a ausência das minhas panquecas no meu Instagram. Pois é, andamos a fugir aos hidratos de carbono, quer simples ou complexos, e à lactose. Esta receita não tem nenhum dos dois, e é rápida, fresca e saborosa. Houve quem comesse esta dose, que supostamente é para dois. Ora aqui vai...

Foto: Ana Filipa Oliveira



INGREDIENTES
1 lata de atum
1 abacate cortado aos pedaços
1/4 de cebola picada
1 colher de sopa de salsa fresca picada
2 colheres de chá de sumo fresco de limão
1 colher de chá de sal marinho
1 colher de chá de azeite
Folhas de alface


PREPARAÇÃO
1. Desmanche o atum numa tigela. Adicione os restantes ingredientes, excepto a alface. Misture bem.

2. Sirva nas folhas de alface em forma de wrap.

Podem levar para o trabalho que nem precisam de aquecer, ou para um picknick, ou simplesmente para almoçarem ou jantarem, quando não querem demorar muito na confecção. Também pode servir, em doses mais pequenas, para uma excelente entrada, não acham?

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quinta-feira, 29 de junho de 2017

|A Mulher do 31| A Melhor de Todas

Foto: Pixabay

Quase todas temos tendência a gostar de receber medalhas e prémios. Muitas lutam pela melhor qualificação. Ser a melhor. Ficar entre as melhores. Mas nenhuma de nós se esforça por ser o "mais ou menos", o "suficiente, o "satisfaz"... certo? 

Nós, mulheres, por vezes queremos ser melhor do que a amiga, melhor do que a prima, melhor do que a vizinha... ter um carro melhor, um apartamento melhor, dar um jantar melhor... procuramos ser superiores... deixamo-nos engolir pela soberba, pela vaidade... é natural, embora que pouco saudável e harmonioso para nós mesmas.

Que tal lutarmos para ser melhores do que fomos ontem !? Mas o ponto de referência convém que deixe de ser os outros, e passe a ser nós mesmas. Quero ser melhor do que fui ontem com o meu marido, com os meus filhos, com a minha colega de trabalho, com a minha vizinha... medir-nos por nós mesmas faz-nos crescer e tornarmo-nos seres mais completos (apesar de sempre ainda incompletos!).

Deixo a pergunto: não será que andamos à procura, na idade jovem e adulta, daquilo que não nos foi dado em casa? Não será que queríamos ter ouvido dos nossos pais que nós éramos as melhores de todas, que superávamos todas as outras... porque, em criança, é isso que procuramos: que eles nos tomem como a filha mais virtuosa, exemplar, notável... mais do que todas as outras meninas, ou não!?

A Mulher do 31 não se fica pelo "mais ou menos", o "suficiente", ou o "satisfaz". Ela procura a excelência dentro de si mesma. A Mulher do 31 vai ao encontro da sua harmonia interior, deixando de lado a competição com elementos externos, como as amigas, os familiares, a vizinhança, os colegas... A Mulher do 31 distancia-se da vontade de querer ter o melhor, dar o melhor... a menos que o melhor signifique o melhor de si mesma, e não o melhor em comparação aos dos outros. A Mulher do 31 procura todos os dias ser a melhor... a melhor versão de si mesma.

Quem não sabe quem é a verdadeira Mulher do 31, um dia saberá. Ainda não sou eu! Mas é exemplo para mim.


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quarta-feira, 28 de junho de 2017

|Mães Felizes| A Fé Move Montanhas

Foto: Pixabay.com
Durante os dias mais mediaticamente intensos do incêndio de Pedrógão Grande reparei que Deus estava na boca de uns e de outros. Uns, que tinham vivido o drama, diziam que na altura que as labaredas os rodeavam só lhes havia restado rezar. Outros, aqueles que viram a tragédia à distância, perguntavam se existia realmente Deus, e existindo porque era injusto, e que perante tais acontecimentos preferiam ser agnósticos.

A fé move montanhas. É nela que se encontra a paz interior para se enfrentar tempestades. E a fé é algo interior que nada tem a ver com preceitos religiosos. Fé e religião não são a mesma, embora estejam ligadas.

Como mães torna-se essencial que tenhamos fé, pois essa será alimento para o nosso espírito. Claro que nos lembramos mais dela nos tempos de aflição... e isso não é incorrecto, é normal. O ideal seria que a fé fosse algo presente no nosso dia a dia... assim como o ideal é comermos todos os dias para o bem estar do nosso corpo.

Meg Meeker, autora do livro "Os 10 Hábitos das Mães Felizes", indica-nos quatro pilares do quinto hábito: Valorize e Pratique a Fé.

  1. Pense antes de dar o salto: ter fé não é algo instantâneo... e ter fé pressupõe ter fé em alguma coisa... como é que podemos ter fé em algo que não conhecemos totalmente?! É bom que leia a respeito. Muito. E que questione o que lê. Há que ter fé, mas não uma fé cega. E sinta profundamente o bem que isso lhe faz. A fé cresce das experiências... de fé.
  2. Torne-a pessoal: cultive essa fé. Procure criar uma relação com Deus. A oração é um excelente caminho. Através dela conectamo-nos com Deus, e ficamos mais próximos d'Ele do que das regras religiosas. Aprenda a esperar uma resposta às suas orações. Nesta relação pessoal com Deus cresce a fé.
  3. Arranje uma comunidade: procure pessoas que tenham a mesma fé. Em grupo é mais fácil de manter a chama acesa. Quando temos momentos bons somos capazes de esquecer qual a fonte da nossa paz interior. As pessoas da nossa comunidade acompanham-nos em todas as fases... avivando-nos a fé. Mas não só, com essa comunidade pode trocar experiências e conhecimentos, mas também receber e dar ajuda. Como mãe, quantas vezes não precisou disso!?
  4. Sirva: acredito que na sua agenda não exista muito espaço para ainda ter mais uma tarefa extra. Mas servir não é trabalho, é prazer, quando o fazemos com a verdadeira fé. Onde quer que estejamos podemos ajudar o próximo. E quando existir mais tempo livre no seu calendário... que tal colaborar na obra dos menos favorecidos?! Quando ajudamos o próximo, acabamos por receber tanto em troca, que talvez nunca tenha imaginado.

Uma mãe com fé ultrapassa melhor o dia a dia e, sobretudo, tem onde se agarrar quando sente que as forças se esgotam. Mas há mais hábitos para descobrir, no caminho para a maternidade com ainda mais prazer. O próximo, o sexto, dedica-se aos medos. Haja liberdade! 

Esta série |Mães Felizes| regressa na próxima terça feira.


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segunda-feira, 26 de junho de 2017

|Bom dia| Viver Apesar da Tragédia (dos Outros)

Foto: Kaboompics

Passou uma semana. Uma semana após o inferno de Pedrógao Grande. Passados três dias já se via na imprensa espaço para outros assuntos. E agora já são os outros assuntos a abrir espaço para uma ou outra notícia a propósito deste terrível acontecimento em território nacional. E é assim mesmo! A vida tem de continuar. Ela continua, mesmo que a queiramos colocar na pausa.

Muito se escreveu a propósito, também nos blogs. Que aliás passei a visitar com mais frequência! Mas o tempo, tal como a vida, é dinâmico e avança, mesmo que desejemos colocar-lhe um travão. E se estou a ler blogues não me chega o tempo para escrever neste lindo blog. E se estou ocupada com a blogosfera sobra-me pouco tempo para ir ao ginásio, ou mesmo andar de bicicleta aqui em casa. E vivo nestes dilemas!

Dilemas, aliás, que comparados com a tragédia que assolou o centro do país... não são nada. Ou são insignificantes. Espera! Não é bem assim. Para mim têm muito significado, que sou eu que giro esta parafernália de dúvidas e ginástica cronológica. Esta é a tolice de quem se compara, de quem coloca num prato uma realidade e noutro prato outra...

Será que não devemos viver as nossas vidas, e (in)significâncias, porque outros sofreram, ou estão a sofrer?! Assim, ninguém em nenhum minuto o poderia fazer, pois tragédias, de um modo duro e cru, existem a todo o instante... basta ler as notícias, mas também estar atenta às realidades à nossa volta. Uma coisa é celebrar o sofrimento do outro... o que revela muito mau carácter. Outra coisa é prosseguir com a vida, que não se trava, que não se coloca em pausa... como ao tempo.

E agora já é tempo de ir embora, porque tenho a cozinha por arrumar, roupa para lavar e e e e e ...

Tenham um bom dia!


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quinta-feira, 22 de junho de 2017

|A Mulher do 31| Palavras Levam-nas o Vento, Mas o que Semeamos Perdura

Foto: Pixabay
O que dizem os seus filhos a seu respeito? E o seu marido? Tecem elogios? Falam bem de si? Respeitam-na? O que lhe chamam? 

Acho que todas nós vibramos quando as nossas qualidades são enaltecidas pelos nossos filhos e marido... mas acredito que esta não seja uma realidade frequente (diária) para todas nós. Pelo menos na minha casa, não o é. Estou, portanto, a fazer algo errado? Não sou boa mãe e boa esposa por isso? 

Aquilo que sou, enquanto mãe e esposa, vai além de palavras maravilhosas despejadas em cascata sobre mim. Eu vejo esse trabalho como algo precioso e invisível. No outro dia escrevia a uma amiga a propósito, do seguinte modo:
Os dias às vezes parecem engolir-me. E no final até parece que não fiz nada. É essa invisibilidade do trabalho de mãe e dona de casa que muitas vezes leva a que este seja o trabalho menos elogiado e desejado. Mas é como na natureza... quando a semente está lá em baixo da terra, a germinar, ninguém sabe que no futuro será uma bela árvore. Eu vou regando a semente, que é os meus filhos e o meu lar, desejando que no futuro isso dê frutos visíveis.
Agora posso não receber discursos elogiosos, mas acredito que aquilo que semeio hoje, colherei amanhã. E os melhores elogios que me podem vir a fazer é: serem felizes, comigo e longe de mim, sabendo que aqui estou para eles.

A Mulher do 31 cuida dos filhos e do lar sem procurar palavras bonitas a seu respeito, mas sentindo-se elogiada por cada sucesso da sua família. A Mulher do 31 recebe elogios de bom grado, mas esse não é o seu foco. A Mulher do 31 reconhece o poder daquilo que semeia e já se alegra pelos bons frutos que hão-de vir.

Quem não sabe quem é a verdadeira Mulher do 31, um dia saberá. Ainda não sou eu! Mas é exemplo para mim.


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|Mães Felizes| 4 Dicas para Passar Tempo Consigo Mesma

Foto: Kaboompics.com
Vivo na Alemanha com o meu marido e os nossos dois filhos, um de 11 e uma de 1. A minha prioridade é cuidar deles, da casa... portanto, supostamente tenho todo o tempo do mundo. Além disso tenho um marido, que tirando as viagens ocasionais de trabalho, ao final do dia está connosco, bem como aos fins de semana e férias. Não temos familiares por perto, e amigos mesmo, daqueles, conta-se pelos dedos de uma mão. Portanto tenho de me virar sozinha.

Há dias em que penso muito nas mães com dois trabalhos para dar o que é preciso aos filhos; penso nas mães sozinhas que têm de deixar os seus filhos, com tenra idade, sozinhos em casa; penso nas mães que têm deixar os filhos com outros familiares para ir para fora do país; penso nas mães que fazem carreira e ainda têm tempo de qualidade para os seus filhos...

Penso nelas para superar as minhas fraquezas, os dias menos bons... para minimizar a minha veia de vítima... mas cada uma de nós, com as condições que cada uma tem, tem os seus limites e limitações, e as minhas não são as suas, e as suas não são as minhas, e as minhas sofreu eu, e as suas sofre você.

Em resumo, todas as mães têm direito (com ajuda ou sem ajuda, sendo domésticas ou trabalhando fora) de se sentirem exaustas... às vezes nem é do trabalho em si, mas dessa sensação que somos uma torneira aberta em contínuo (uma torneira emocional, digamos assim). Dá um litro a a este, dá um litro àquele, dá um litro ao outro... e estamos esgotadas.

E é, por isso, que é tão importante termos tempo para nós mesmas. Fazer uma pausa nessa corrente de permanente disponibilidade. Temos que aprender a estar offline para os outros e online para nós. Isso não é egoísmo, é necessidade, para que estejamos equilibradas nas nossas emoções, na nossa mente, e até no nosso corpo.

Ora aqui ficam as quatro sugestões de Meg Meeker para este quarto hábitos d' Os 10 Hábitos das Mães Felizes.
  1. Comece com pequenos momentos: nós arranjamos sempre imensas desculpas para fazermos aquilo que nos pode trazer algum desconforto, aquilo que é fora da nossa rotina, aquilo que é desconhecido. Algumas de nós provavelmente justifica o não tirar diariamente alguns minutos do seu dia para estar a sós consigo, e em silêncio, com argumentos elaborados... mas quando queremos mesmo uma coisa, fazemos de tudo para a ter não é?! Quer autenticidade, paz, maior sensibilidade para si e para os outros? Então comece por colocar na sua agenda - todos os dias - alguns minutos para se desligar do mundo à sua volta, quer seja a orar, a meditar, a ler um livro ou simplesmente a guiar o carro, ou a limpar o chão... mas com a consciência de que agora, é só para si.
  2. Arranje um local para a solidão (e diga a toda a gente): claro que o ideal não é ocupar uma actividade com a sua pausa diária, mas abrandar mesmo, parar, sossegar. Será que na sua casa não há uma cadeira que possa ser a sua "cadeira do sossego"? Pode também ser uma almofada no chão, um puff, um quarto reservado e tranquilo, ou escritório. E porquê um local especifico? Porque ele a vai lembrar, sempre que passar por ele, de que precisa desse tempo para si. E também assinalar aos seus filhos e marido que você está em retido, quando aí está. E quando voltar desse local, de certo que estará mais centrada e terá mais prazer em estar com eles.

  3. Sossegue a sua mente: com certeza que não será logo na primeira vez, que se retirar para os seus minutos de silêncio em solidão, que a sua mente o fará consigo... ela não se vai retirar do turbilhão de acções que ainda tem por fazer, nem das preocupações que a atormentam. Mas com treino, a sua mente vai sossegar-se e vai poder relaxar. Nos primeiros tempos é essencial fazer frente aos pensamentos, que a fazem querer-se levantar e não gozar desse tempo... sejam eles de culpa, ou de algo urgente a fazer. Aprenda a dar a volta à sua própria mente.
  4. Vá mais fundo: ficar apenas por estar sentada numa cadeira a olhar o vazio traz-lhe pouco de volta. Se quer ter frutos de paz interior, ganhos a partir destes momentos de estar consigo mesma... procure evitar tudo o que possa ser interferência, como o ruído. E, desligada dos pensamentos indesejados, deixe-se mergulhar num entendimento mais alargado de si e do mundo. Nunca lhe aconteceu estar quase a adormecer e vir-lhe à mente a resposta para uma questão que lhe ocupou o pensamento o dia inteiro!? ... assim como se alguém ligasse o interruptor e se fizesse luz: "mas como é que eu não tinha pensado isto antes?" Não é mágico, mas é misterioso. E isso só acontece quando cultivarmos estes momentos de qualidade: primeira e directamente para nós, mas todos à nossa volta, onde se incluem marido e filhos, vão beneficiar deles. 
Na próxima terça feira iremos saber mais acerca do hábito que nos vai levar a valorizar e a praticar a fé. Fé é acreditar em algo sem provas da sua existência. Fé não é a mesma coisa que religião, ou religiosidade. Mas para saber mais, é regressar na próxima semana. Até lá!

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Se perdeu os primeiros textos desta série, aqui ficam os seus links:

|Mães Felizes| Os 10 Hábitos a Praticar

segunda-feira, 19 de junho de 2017

|Ajuda| De quem está longe (ou perto)

Estou acerca de 2000 km, a mais ou menos 20 horas, de distância de Pedrógrão Grande. Não posso entregar mantimentos nos quartéis de bombeiros... de que modo posso ajudar? 

Foto: Jornal de Negócios

Pesquisei e dei-me conta que há dois modos de ajudar as vítimas desta tragédia, para quem, como eu, vive à distância física do local, mas com o coração bem perto:

DOACÇÃO DIRECTA
Em qualquer parte do mundo.
  • Pode-se fazer na conta da CGD, com o nome “Unidos por Pedrógão”, usando o IBAN PT50 0035 0001 00100000 330 42.
  • Ou na conta solidária do Millennium BPC, designada por “Conta Solidária Incêndio Pedrógão Grande ”e com o IBAN PT50 0033 0000 45507587831 05.


DOACÇÃO POR CHAMADA
Atenção! Só para território nacional.
  • Linha solidária RTP:  760 200 600 (0,60€ + IVA)
    0,50€ do valor da sua chamada revertem para as vítimas do incêndio de Pedrogão Grande
  • Linha solidária SIC: 760 100 100 (0,60€ + IVA)
    0,50€ do valor da sua chamada revertem para as vítimas do incêndio de Pedrogão Grande
    Com o apoio da MEO, NOS e Vodafone.


Foto: Jornal de Negócios


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|Portugal| A Chuva já não limpa a Dor

Ontem liguei à minha mãe. Atendeu-me com voz baixa, triste, demorada... típica de quando as coisas estão em baixo. Perguntei-lhe: "Hoje é um dia não!?" e ela respondeu: "O que achas!? Com a tragédia que se está a viver aqui!?" Quando ela diz "aqui", não é na aldeia onde ela mora, é no país. Todo o país sente a terrível situação que se vive. E fora dele também há quem sinta.

Este horrível incêndio, que assolou o centro de Portugal, toma conta dos noticiários na Alemanha (e no resto da Europa). Vejo um repórter alemão, bem perto das chamas, a dizer que a única solução para que o fogo se extinga é a chuva. O que a natureza acendeu... parece que só ela pode apagar.

Ao passar pelos feeds do Facebook apercebo-me de pessoas que usam esse meio para saber notícias dos seus familiares que estão lá, no centro da situação, e eles longe. Há pessoas que não conseguem contactar os seus, mas que através destas redes acabam por ter notícias e dar notícias. Sim, é verdade... há quem use estas plataformas para apontar dedos, para encontrar culpados, para destilar veneno... porque a prevenção não foi feita, porque isto e porque aquilo... Esses preferem fechar o coração para não sentir a tamanha dor... (mecanismos de defesa)

Falámos ao telefone da tristeza que está a ser... do calor imenso que se sente... Disse-me ela que não se está bem em lado nenhum, que tudo está quente, que nem de noite arrefece, nem corre uma aragem... já lavou o rosto não sei quantas vezes ao dia, porque soa em bica. E parece que as notícias dizem que ainda vai continuar assim por uns dias. Agora desejo que o boletim meteorológico esteja enganado redondamente... e que em breve cai muita água e as temperaturas baixem... para o bem de um povo, do qual a chuva já não conseguirá limpar a dor.

© Patricia de Melo Moreira/AFP/Getty Images


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domingo, 18 de junho de 2017

|Portugal| Em Grande Sofrimento

Sento-me ao computador para ler os últimos post dos blogues que sigo... a primeira ida à praia, este ano, da Carlota; uma receita para os pequenos comerem legumes disfarçadamente; uma declaração de ser agnóstica por tudo o que se vê na TV e começo a perceber que algo se passou...

Cá em casa não temos canais português, por isso não sabemos o que se passa em Portugal, a menos que falemos com os nossos familiares e amigos, ou que procuremos na net. (É uma opção!)

Pronto, vou ao Sapo para ver o que realmente está a acontecer. Pensei que fosse mais uma fase que há todos os anos, em que os "anjos" (bombeiros) sofrem horrores para proteger aquilo que é de todos, bem como os bens de privados, que vêem ameaçadas as suas propriedades com labaredas rebeldes, que teimosamente não apagam e dançam livremente por onde lhes apetece, sem que ninguém queira dançar com elas.

E é no seguimento dessa leitura que me dei conta do que Pedrógao Grande viveu e está a viver. Por mais que possa fazer o exercício de empatia, recorrendo às minhas lembranças de infância, na terra da minha avó, que era muito fustigada por incêndios, não me aproximo em nada ao sofrimento de quem morreu, de quem está ferido e de quem está a morrer de dores por ter perdido alguém, ou ver algum dos seus em sofrimento.


RTP



RTP



RTP

Que todas as homenagens, todos os minutos de silêncio... todas as manifestações de solidariedade... se revertam em consolo para os corações daqueles que nesta hora sofrem.



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quinta-feira, 15 de junho de 2017

|A Mulher do 31| Como Gerir o Nosso Tempo (sem entrar em esgotamento)

Foto: Publicdomainpictures
Nunca ter preguiça... jamais dar lugar à preguiça... anular por completo a preguiça da sua vida... quem consegue? Uma super mulher, de certo. Ninguém consegue manter-se no activo 24 horas por dia, 7 dias por semana. Isso leva qualquer um a um esgotamento, não acham?

Entendo que é preciso encontrar tempo e espaço para nós, para recarregarmos baterias. Considero fundamental abrandarmos o ritmo frenético de actividades praticamente exigido por esta sociedade. É essencial descer as rotações. E como se faz isso?

Delegar as tarefas e acompanhar o bom andamento das mesmas. Cuidar da casa, da família, fica de fora de qualquer currículo, mas acredito que em muitos casos trata-se de uma experiência que poucas formações, até a nível superior, possam dar.

Esse estado de zelo permanente... esse estado de estarmos a governar, mesmo que não estejamos activamente a fazer alguma coisa... requer uma gestão mental e emocional como em poucas situações é exigido.

A Mulher do 31 tem o seu foco na família e cuida dela, mesmo quando está a descansar. A Mulher do 31 sabe delegar, e fá-lo. A Mulher do 31 mantém-se vigilante. E reconhece que é preciso também retemperar as suas forças. E isso não é ser preguiçosa, é ser sábia.

Quem não sabe quem é a verdadeira Mulher do 31, um dia saberá. Ainda não sou eu! Mas é exemplo para mim.


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terça-feira, 13 de junho de 2017

|Mães Felizes| Os Euros ditam o seu Valor?

Foto: Kaboompics.com
Depois de uma semana de ausência da série Mães Felizes, voltamos com um hábito muito relevante nos dias que correm: Dinheiro. Qual é valor que lhe dá? O seu valor próprio está intimamente ligado com ele? Meg Meeker, ao longo do capítulo que dedica a este hábito, partilha com o leitor histórias de pessoas como eu e você e, no final, resume em três tópicos o que nós devemos fazer neste domínio para nos tornarmos em mães com mais prazer em sê-lo.

  1. Abra mão e agarre a mão que lhe oferecem - esta é a verdadeira segurança: termos dinheiro muitas vezes afasta-nos das pessoas. Sentimos que já não precisamos de ninguém para viver. E na verdade, tenhamos dinheiro ou não, somos seres sociais, vivemos num sistema, e precisamos sempre de alguém. Já passei por situações que me mostraram isso mesmo. Fiz duas formações sem ter dinheiro para as pagar. Simplesmente abri as minhas mãos e agarrei a mão de quem me oferecia. Paguei os cursos com trabalho meu. Mas já aconteceu ser ajudada sem dar nada em troca. Uma amiga em quem confio plenamente sabe as minhas fraquezas e ajudou-me, tratando de um aspecto da minha vida, sem receber nada em troca. Por vezes temos de abrir mão do nosso orgulho, do dinheiro que possamos ter, para que ela fique vazia e o outro possa dar-nos a dele. E assim caminharmos juntos. A segurança vem de ter uma rede de afecto, que nos suporta nas aflições e se alegra connosco nas nossas vitórias.

  2. Pergunte-se porque é que está a puxar da carteira: existem pessoas que quando vamos com elas a um café querem sempre pagar a conta... existem umas que discutem com elas, querendo elas pagar... existem outras que as deixam pagar... O que nos leva a puxar da carteira? O não querer ficar a dever nada a ninguém? O querer mostrar-se que é muito generoso? É sempre frutuoso reflectirmos sobre os nossos actos. Agir com total consciência do que fazemos, retira-nos muitos pesos e ilusões, e garante-nos melhores decisões.

  3. O contentamento está em casa - não no dinheiro: o dinheiro muitas vezes está ligado ao trabalho. E o trabalho, por sua vez, à nossa ausência no lar que construímos. Muitas vezes torna-se difícil conciliar dinheiro e casa, parecendo que o dinheiro nos retira de lá, nos afasta da família. No entanto, se analisarmos bem, qual é a fonte do nosso contentamento?! As risadas dos nossos filhos, o olhar do nosso marido ou as palmadas nas costas dos nossos colegas? O verdadeiro contentamento vem da felicidade partilhada com aqueles que fazem a caminhada diariamente connosco, seja dia útil, ou feriado, ou fim de semana, ou férias... 
Aproveite esta semana para praticar estas três dicas do livro "Os 10 Hábitos das Mães Felizes". E na próxima terça feira, faça muito calor ou só assim assim, cá teremos mais um hábito, para pouco a pouco termos mais prazer em ser mãe.


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quinta-feira, 1 de junho de 2017

|Dia Mundial da Criança| Como o Yoga as pode fazer Felizes

Para compreender o mundo da criança há que saber ser criança. E qual o adulto que não o foi!

Crianças rodeadas de amor, afeto, positividade, confiança e com consciência corporal são crianças felizes.

Ensinar Yoga a crianças, é dotá-las não apenas de posturas físicas (os ásanas) e de posturas meditativas, mas sobretudo desenvolver dinâmicas para trabalhar a imaginação, a criatividade e a memória, e os processos psicológicos básicos para ajudar cada criança a alcançar os seus sonhos. O Yoga para crianças realiza-se através de aulas divertidas que as ajudem na expressão e na concentração.

Os benefícios do Yoga são mais que conhecidos: permitem um relaxamento, um aumento do fluxo sanguíneo, um aumento de bem estar e serenidade, para além de permitir o aumento da flexibilidade, da força e do equilíbrio.

Numa aula de Yoga para crianças a diversão é a palavra chave. Por natureza, as crianças são energéticas, criativas e muito curiosas e muitas não sabem lidar com as suas emoções, não estão conscientes do seu corpo e não sabem como expressar os seus sentimentos. Com o Yoga, as crianças podem exprimir-se como quiserem, individualmente ou com os seus pares, num jogo lúdico que mais soa a brincadeira, de uma forma saudável.

Com o poder da música, dos contos infantis e da imaginação, uma aula de Yoga com crianças pode transportá-las para o imaginário onde tudo acontece, de uma forma saudável, alegre e divertida.

Durante uma aula de ioga infantil há uma completa ausência de julgamento e competição. Ao fazermos uma pose perfeita ou melhor do que outro não é o objetivo da aula. Este conceito e o constante incentivo incondicionais criam um ambiente de conexão, permitindo que as crianças relaxem e se divirtam enquanto desenvolvem força, coordenação, flexibilidade e equilíbrio, bem como aumentando a conscientização corporal, a concentração e a auto-estima.

Há cada vez mais evidências que sustentam os inúmeros benefícios da prática de ioga para crianças. Um estudo publicado pela Universidade da Califórnia, demonstrou que as crianças que tiveram aulas frequentes de Yoga revelaram aumentos significativos na auto-estima, bem como a aptidão geral e desempenho escolar e diminuição nos problemas disciplinares. Além disso, os alunos relataram sentir-se mais relaxados e estavam mais conscientes e respeitosos de seus pares.
Durante as minhas aulas já aconteceu as crianças frustrarem-se, chorarem até; mas esse não é o objetivo! Claro que não, mas é aí que temos de as ajudar a lidar com a frustração, a frustração de ver o outro conseguir e ela não! "Ok, está tudo bem, todos nós fazemos o melhor, Respira, fecha os olhos e imagina que consegues fazer o que mais queres!! Inspira e expira, abre os olhos e olha para mim, vamos respirar as duas.... e fica tudo bem!" A criança acalma-se, fazemos um outro exercício e agora é ela que está a fazer super bem! A sua confiança está novamente restabelecida! Agora está feliz!!!!

As crianças são encorajadas a respeitar e prestar atenção ao seu corpo, à sua respiração e aos seus pensamentos, garantindo que se sentem bem em cada posição, em cada movimento, entrando e saindo das posições quando se sentem prontas - o que é algo que a maioria dos adultos tem dificuldade!

Quer mais razões para a necessidade das crianças começarem a praticar Yoga: 
  • Oferece uma ampla gama de movimentos aliados à respiração, concentração e estado de relaxamento; 
  • Exercita o corpo, a mente e fortalece a respiração;
  • Tem um benefício que normalmente não se vê nas aulas dos adultos: a  interação! 
  • Promove não só a consciência de nós mesmos e dos nossos amigos, mas cria uma consciência mais ampla do mundo que nos rodeia



Gostaram de ler? A autora deste texto, e instrutora deste método (e de outros) no espaço Atitudo, chama-se Marta Ambrósio. Esta mulher é, para além de instrutora, a criadora e gestora desta academia dedicada ao desenvolvimento pessoal e saúde mental. Mas não só. É mãe de duas crianças pequenas, tem a sua profissão como auditora e consultora, e não nos para de surpreender com a sua garra e doçura. Vale a pena conhecê-la, bem como ao seu projecto. Para isso basta mandar um email para marta.atitudo@gmail.com, seguir a página www.facebook.com/atitudodo ou bater à porta na Rua Padre Himalaya, n.50 D, 4100 Porto. Porque este é um espaço dedicado a ti.

terça-feira, 30 de maio de 2017

|Mães Felizes| 3 Dicas para Encontrar e Guardar as Amizades (Certas)

Foto: Pixabay
Ainda se recordam da lista dos hábitos das mães felizes!? O primeiro já abordámos ( 4 Dicas para Identificar o Valor enquanto Mãe). Hoje é dia de nos debruçarmos sobre o segundo hábito: Encontre as amizades certas. E para o fazer a autora do livro "Os 10 Hábitos das Mães Felizes", Meg Meeker, dá-nos três dicas.

1.Tenha um círculo íntimo e um externo: existem amigas e amigas. Existem amigas com as quais temos laços profundos, das quais somos íntimas e temos uma atitude
semelhante para com a outra, e existem amigas com as quais temos uma boa relação, mas que não sentimos o mesmo grau de envolvimento de parte a parte, nem vamos a um nível tão profundo de ligação. Das primeiras talvez tenhamos apenas umas duas ou três, mas das segundas talvez uma dezena. E tanto umas como outras mostram-se fundamentais para a nossa vida, nomeadamente como mães. É entre amigas que nos damos conta que não estamos sós nos mesmos problemas, dúvidas, e também euforia e afins. É entre amigas que cresce a nossa rede de afectos que nos suporta quando as coisas não correm de feição, e que partilha connosco as alegrias dos dias de sucesso. É entre amigas que aprendemos novos truques e dicas que melhoram a nossa vida, o nosso ser. Por isso procure cultivar as amizades, quer mais profundas, como menos.
2. Equilibre o tipo de amigas que escolhe: cada pessoa tem o seu talento, o seu carácter. E isso não quer dizer que sejam incompatíveis, até pelo contrário, pode significar que se complementam. De certo que tem amigas muito diferentes umas das outras, quer na maneira de ser, como naquilo que fazem. Eu tenho amigas super espirituais e outras bastante cépticas. Tenho amigas que cozinham lindamente e outras que nem por isso. Tenho amigas que têm formação académica e outras que têm poucos estudos. Tenho amigas que são muito determinadas e outras que precisam de motivação. E poderia continuar a nomear as diferenças das amigas que tenho... mas acho que já deu para perceber. Se tivermos amigas com gostos, modos de estar e capacidades diversificadas, teremos amigas que complementam as várias áreas do nosso ser e da nossa vida. E viveremos, de certo, com mais harmonia.
3. Adore uma amiga mais do que tudo: há poucas coisas que valem mais a pena do que uma amizade. Há amizades que nos acompanham a vida toda, em momentos altos e baixos, desde a infância, passando pela adolescência, até à velhice. Temos amigas que estão há mais tempo connosco que os nossos próprios maridos... que nos conhecem até melhor do que eles. Por isso torna-se imprescíndivel que nos dediquemos às nossas amigas, à nossa relação. Como qualquer relação, esta precisa de ser alimentada. Quando foi a última vez que falou com a sua amiga olhos nos olhos? Já faz algum tempo que não lhe diz o quanto ela significa para si? E o presente de aniversário que nunca chegou a dar, já o comprou? Ainda se lembra quando é que saíram as duas juntas para jantar? Trate as suas amizades com todo o amor e carinho que merecem. Assim como elas são importantes para si, você também é importante para elas. Esteja presente. 
Na próxima terça feira o tema é dinheiro. Vamos colocá-lo no devido lugar!


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quinta-feira, 25 de maio de 2017

|A Mulher do 31| Existem pessoas...

Foto: Pixabay

Quando abres a boca... fazes sem pensar? Dizes o que pensas sem filtros? Se tens de dar directrizes a alguém, usas de amabilidade para o fazer, ou fazes-o de um modo impaciente? 

Existem pessoas que reconhecemos como sábias. São pessoas que falam de um modo gracioso que nos faz sentido, que nos abre os olhos, que nos cativa a atenção, que traz luz ao nosso pensamento, que alivia o nosso coração...

Existem pessoas que nos falam de um modo bondoso, delicado, agradável, com amor e que nos levam a aprender com muita facilidade, aquilo que nos ensinam cheias de graça. Não graça de fazer rir, mas graça de elegância, de benevolência...

Como falas tu? Como ensinas tu? E como preferes tu ouvir os outros? Como é que aprendes melhor? Estou certa que não é aos berros e com exigências, mas com doçura e paciência.

A Mulher do 31 é uma mulher que usa a boca de um modo sábio, e em situações de liderança é amável no modo como dá instruções e ensina aqueles que trabalham consigo.


Quem não sabe quem é a verdadeira Mulher do 31, um dia saberá. Ainda não sou eu! Mas é exemplo para mim.


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terça-feira, 23 de maio de 2017

|Mães Felizes| 4 Dicas para Identificar o Valor enquanto Mãe


Foto: Kaboompics.com
Como vos havia dito, aqui estou a escrever acerca de cada hábito que pode ajudar as mães a serem felizes, nos momentos em que não o são. Começamos pelo início. O primeiro hábito é: Tenha a noção do seu valor como mãe.

Bem, confesso, quando li este hábito pensei: "isto é uma daquelas tarefas!!!! Muitas de nós ficam já aqui encalhadas. Não, porque não tenhamos valor, mas porque descobri-lo... é uma arte".

O que vale é que a autora, Meg Meeker, que é pediatra e mãe, ajuda-nos com uns trabalhinhos de casa. Ora aqui vão quatro dicas para identificarmos o quanto valemos:

1. Veja-se através dos olhos do seu filho: este é um exercício simples. Requer o seu poder de imaginação. É necessário esquecer-se agora que você é você. E procure colocar-se na pele, no lugar do seu filho. Como é que ele a vê? Como é que ele se sente na sua presença? O que é que ele ouve de si? O que ele pensa acerca de si? De certo que como filha sabe responder a estas perguntas, se elas fossem feitas a respeito da sua mãe. Responda. Esse pode ser o ponto de partida para conseguir ir mais profundo no real conhecimento do seu valor enquanto mãe, pois as nossas mães, queremos ou não, moram dentro de nós... nós somos mais parecidas com elas do que pensamos, ou até desejamos.
2. Concentre-se no propósito mais profundo da vida: como aponta a autora, para nos concentrarmos no propósito, primeiro temos de encontrá-lo, descobri-lo. E como fazer isso? Um dos caminhos é pensar-se nas áreas em que se é boa. Se tiver dificuldade pode pedir ajuda a pessoas próximas. De certo que familiares e amigos saberão dizer-lhe no que é óptima. Outra alternativa é ler artigos, livros... sobre o tema. E se meditar ou orar sobre isso? Sempre poderá receber algum input a respeito do campo da sua excelência. Mas não confunda isso com as capacidades que tem para fazer algo. O propósito mais profundo da vida está sobretudo ligado ao ser e não ao fazer. Qual é a marca que costuma deixar nas pessoas e nos sítios por onde vai? Provavelmente está aí uma pista para o que procura saber acerca da sua vocação. De certo que também a ajudará, a chegar a uma conclusão mais clara, se reflectir sobre aquilo que gosta de fazer, que faz fluir de si algo muito gratificante, pelo qual não pede dinheiro, gasta (ou gastaria) imensas horas, sem se cansar de o voltar a fazer? Depois de descoberto o propósito mais profundo da sua vida, é focar-se nele.
3. Tome nota do que leva no caixão (e do que não leva): esta dica é a mais sombria das quatro, mas também ela importante. Se imaginarmos o dia que partimos, e a hora em que se despedem de nós... no que estarão a pensar? Que palavras serão ditas a seu respeito? De certo que não vão falar como você se vestia bem, como seguiu rigorosamente (ou não) aquela dieta... mas será tema de conversa o modo como marcou as pessoas. E para identificar o seu valor enquanto mãe, o que acha que dirão os seus filhos nesse instante?
4. Faça uma lista (e guarde-a para si): talvez seja raro o dia em que alguém lhe diz algo acerca do seu valor. Isso não quer dizer que ele não esteja lá. Para que saiba que ele está presente no seu dia a dia, escreva-o num papel. Aponte ao longo do dia o que fez bem como mãe. Coloque na lista o contributo que deu para um melhor dia para os seus filhos. E afaste os pensamentos negativos a respeito das suas falhas. Quem semeia o bem, colhe-o também. Semeie bons pensamentos, que verá óptimos resultados na sua vida.
Na próxima terça feira vamos debruçarmo-nos sobre as amizades certas... porque das erradas, ninguém precisa.


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quinta-feira, 18 de maio de 2017

|A Mulher do 31| A Marca que Deixas

Foto: Pixabay

Que qualidade tu personificas? Será que os outros reconhecem em ti força, energia, dignidade, respeito, optimismo, confiança...? 

Se no passado era cuidada em exagero a imagem que os outros tinham de nós, hoje parece que ninguém se preocupa com a opinião alheia. Mas queiramos ou não, deixamos sempre uma marca naqueles que se cruzam connosco.

Nos dias que correm encontramos em vários livros a instrução para um a vida feliz: pensarmos apenas em nós e não nos preocuparmos com o que os outros dizem acerca de nossa pessoa... como se fossemos indivíduos estanques, sem contacto com outros, como se não vivêssemos dentro de um sistema, em que todos interagem com todos, mesmo que de forma indirecta. Não somos ilhas, não somos seres isolados.

É sempre bom pensarmos sobre aquilo que nos dizem. Se alguém tem certa imagem de nós, existirá de certo uma razão para tal. Claro que isso não nos deve derrubar, ou levar a uma culpabilização... mas devemos de aprender com aquilo que se revela aos nossos olhos.

Posto isto, que imagem passas para os outros? A medrosa? A coitadinha? A arrogante? A egoísta? 

A Mulher do 31 deixa a marca de força e dignidade por onde passa. É uma mulher optimista, que perante o futuro sorri de braços abertos.


Quem não sabe quem é a verdadeira Mulher do 31, um dia saberá. Ainda não sou eu! Mas é exemplo para mim.


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terça-feira, 16 de maio de 2017

|Mães Felizes| Os 10 Hábitos a Praticar

Foto: Maxpixel.freegreatpicture.com

No verão de 2014 ofereceram-me um livro cujo título é: "Os 10 Hábitos das Mães Felizes - As mães que são felizes praticam estes hábitos. Também pode começar a praticá-los já!". Puxa! O título e subtítulo metem-nos logo a um canto. Indirectamente dizem: quem compra este livro de certo é uma mãe infeliz. Caso contrário não nos gritavam que ainda vamos a tempo, e, se começarmos a praticar já, também podemos ser felizes como essas mães...
Bem, a verdade é que nunca o li na totalidade. Pode ser que tenha ficado intimidada com o título... ou com a intenção de quem me o deu. Mas na verdade parece-me interessante. Ora aqui vos deixo os 10 hábitos que Meg Meeker descreve neste livro publicado pela Vogais:


1. Tenha a noção do seu valor como mãe
2. Encontre as amizades certas
3. Dê o devido valor ao dinheiro
4. Arranje tempo para estar sozinha
5. Valorize e pratique a fé
6. Liberte-se dos medos
7. Descubra formas simples de viver 
8. Dê e receba amor saudavelmente
9. Seja dona da sua vida
10. Não perca a esperança

Na próxima terça feira iremos perceber o que é isso de ter a noção do seu valor como mãe, com dicas para identificar o quão preciosa é. Porque é mesmo!


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|Bom dia| As Tuas Prioridades Logo Pela Manhã

Foto: Pixabay

A minha mesa de pequeno almoço está longe de ser assim. Às vezes é uma mesa cheia de papéis. Outras vezes apenas de uma toalha individual. Mas nunca uma mesa tão colorida, floral... bonita ao olhar.

Nem o meu pequeno almoço é assim cheio de vitaminas. Procuro que seja saudável, mas apesar disso ainda falha no que diz à fruta. Aliás vocês já conhecem o meu famoso pequeno almoço: panqueca de aveia. Por vezes lá vão uns ovos mexidos, ou uns estrelados com abacate. Agora frutos silvestres é coisa rara por esta mesa.

Lembro-me do costume português de uma meia de leite e uma torradinha no café, comido em pé e a correr para apanhar o comboio, ou para se despachar, que já se está atrasado... muitos de vocês até poderão silenciosamente dizer que eu tenho tempo para comer a dita panqueca (e fazê-la, também!!), porque estou em casa.

Existem milhentas maneiras de justificarmos as nossas acções. Mas a realidade é que tudo é uma questão de escolhas. Também eu, apesar de estar em casa, durante anos comi pão com manteiga e leite. Tinha talvez até mais tempo do que tenho agora, com uma bebé. Portanto, a questão não se prende com estar em casa, ou não... e também não tem a ver com ter tempo ou não... tem a ver, sim, com as nossas prioridades.

E tu, pelo que decidiste hoje? Não tomar o pequeno almoço? Tomá-lo em correria? Levá-lo para o trabalho e comê-lo em frente ao écran do computador? Ou ainda vais ao café comer a torradinha embebida em manteiga e o leite com café cheio de açúcar?

Bom dia.

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