quinta-feira, 22 de junho de 2017

|A Mulher do 31| Palavras Levam-nas o Vento, Mas o que Semeamos Perdura

Foto: Pixabay
O que dizem os seus filhos a seu respeito? E o seu marido? Tecem elogios? Falam bem de si? Respeitam-na? O que lhe chamam? 

Acho que todas nós vibramos quando as nossas qualidades são enaltecidas pelos nossos filhos e marido... mas acredito que esta não seja uma realidade frequente (diária) para todas nós. Pelo menos na minha casa, não o é. Estou, portanto, a fazer algo errado? Não sou boa mãe e boa esposa por isso? 

Aquilo que sou, enquanto mãe e esposa, vai além de palavras maravilhosas despejadas em cascata sobre mim. Eu vejo esse trabalho como algo precioso e invisível. No outro dia escrevia a uma amiga a propósito, do seguinte modo:
Os dias às vezes parecem engolir-me. E no final até parece que não fiz nada. É essa invisibilidade do trabalho de mãe e dona de casa que muitas vezes leva a que este seja o trabalho menos elogiado e desejado. Mas é como na natureza... quando a semente está lá em baixo da terra, a germinar, ninguém sabe que no futuro será uma bela árvore. Eu vou regando a semente, que é os meus filhos e o meu lar, desejando que no futuro isso dê frutos visíveis.
Agora posso não receber discursos elogiosos, mas acredito que aquilo que semeio hoje, colherei amanhã. E os melhores elogios que me podem vir a fazer é: serem felizes, comigo e longe de mim, sabendo que aqui estou para eles.

A Mulher do 31 cuida dos filhos e do lar sem procurar palavras bonitas a seu respeito, mas sentindo-se elogiada por cada sucesso da sua família. A Mulher do 31 recebe elogios de bom grado, mas esse não é o seu foco. A Mulher do 31 reconhece o poder daquilo que semeia e já se alegra pelos bons frutos que hão-de vir.

Quem não sabe quem é a verdadeira Mulher do 31, um dia saberá. Ainda não sou eu! Mas é exemplo para mim.


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|Mães Felizes| 4 Dicas para Passar Tempo Consigo Mesma

Foto: Kaboompics.com
Vivo na Alemanha com o meu marido e os nossos dois filhos, um de 11 e uma de 1. A minha prioridade é cuidar deles, da casa... portanto, supostamente tenho todo o tempo do mundo. Além disso tenho um marido, que tirando as viagens ocasionais de trabalho, ao final do dia está connosco, bem como aos fins de semana e férias. Não temos familiares por perto, e amigos mesmo, daqueles, conta-se pelos dedos de uma mão. Portanto tenho de me virar sozinha.

Há dias em que penso muito nas mães com dois trabalhos para dar o que é preciso aos filhos; penso nas mães sozinhas que têm de deixar os seus filhos, com tenra idade, sozinhos em casa; penso nas mães que têm deixar os filhos com outros familiares para ir para fora do país; penso nas mães que fazem carreira e ainda têm tempo de qualidade para os seus filhos...

Penso nelas para superar as minhas fraquezas, os dias menos bons... para minimizar a minha veia de vítima... mas cada uma de nós, com as condições que cada uma tem, tem os seus limites e limitações, e as minhas não são as suas, e as suas não são as minhas, e as minhas sofreu eu, e as suas sofre você.

Em resumo, todas as mães têm direito (com ajuda ou sem ajuda, sendo domésticas ou trabalhando fora) de se sentirem exaustas... às vezes nem é do trabalho em si, mas dessa sensação que somos uma torneira aberta em contínuo (uma torneira emocional, digamos assim). Dá um litro a a este, dá um litro àquele, dá um litro ao outro... e estamos esgotadas.

E é, por isso, que é tão importante termos tempo para nós mesmas. Fazer uma pausa nessa corrente de permanente disponibilidade. Temos que aprender a estar offline para os outros e online para nós. Isso não é egoísmo, é necessidade, para que estejamos equilibradas nas nossas emoções, na nossa mente, e até no nosso corpo.

Ora aqui ficam as quatro sugestões de Meg Meeker para este quarto hábitos d' Os 10 Hábitos das Mães Felizes.
  1. Comece com pequenos momentos: nós arranjamos sempre imensas desculpas para fazermos aquilo que nos pode trazer algum desconforto, aquilo que é fora da nossa rotina, aquilo que é desconhecido. Algumas de nós provavelmente justifica o não tirar diariamente alguns minutos do seu dia para estar a sós consigo, e em silêncio, com argumentos elaborados... mas quando queremos mesmo uma coisa, fazemos de tudo para a ter não é?! Quer autenticidade, paz, maior sensibilidade para si e para os outros? Então comece por colocar na sua agenda - todos os dias - alguns minutos para se desligar do mundo à sua volta, quer seja a orar, a meditar, a ler um livro ou simplesmente a guiar o carro, ou a limpar o chão... mas com a consciência de que agora, é só para si.
  2. Arranje um local para a solidão (e diga a toda a gente): claro que o ideal não é ocupar uma actividade com a sua pausa diária, mas abrandar mesmo, parar, sossegar. Será que na sua casa não há uma cadeira que possa ser a sua "cadeira do sossego"? Pode também ser uma almofada no chão, um puff, um quarto reservado e tranquilo, ou escritório. E porquê um local especifico? Porque ele a vai lembrar, sempre que passar por ele, de que precisa desse tempo para si. E também assinalar aos seus filhos e marido que você está em retido, quando aí está. E quando voltar desse local, de certo que estará mais centrada e terá mais prazer em estar com eles.

  3. Sossegue a sua mente: com certeza que não será logo na primeira vez, que se retirar para os seus minutos de silêncio em solidão, que a sua mente o fará consigo... ela não se vai retirar do turbilhão de acções que ainda tem por fazer, nem das preocupações que a atormentam. Mas com treino, a sua mente vai sossegar-se e vai poder relaxar. Nos primeiros tempos é essencial fazer frente aos pensamentos, que a fazem querer-se levantar e não gozar desse tempo... sejam eles de culpa, ou de algo urgente a fazer. Aprenda a dar a volta à sua própria mente.
  4. Vá mais fundo: ficar apenas por estar sentada numa cadeira a olhar o vazio traz-lhe pouco de volta. Se quer ter frutos de paz interior, ganhos a partir destes momentos de estar consigo mesma... procure evitar tudo o que possa ser interferência, como o ruído. E, desligada dos pensamentos indesejados, deixe-se mergulhar num entendimento mais alargado de si e do mundo. Nunca lhe aconteceu estar quase a adormecer e vir-lhe à mente a resposta para uma questão que lhe ocupou o pensamento o dia inteiro!? ... assim como se alguém ligasse o interruptor e se fizesse luz: "mas como é que eu não tinha pensado isto antes?" Não é mágico, mas é misterioso. E isso só acontece quando cultivarmos estes momentos de qualidade: primeira e directamente para nós, mas todos à nossa volta, onde se incluem marido e filhos, vão beneficiar deles. 
Na próxima terça feira iremos saber mais acerca do hábito que nos vai levar a valorizar e a praticar a fé. Fé é acreditar em algo sem provas da sua existência. Fé não é a mesma coisa que religião, ou religiosidade. Mas para saber mais, é regressar na próxima semana. Até lá!

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Se perdeu os primeiros textos desta série, aqui ficam os seus links:

|Mães Felizes| Os 10 Hábitos a Praticar

segunda-feira, 19 de junho de 2017

|Ajuda| De quem está longe (ou perto)

Estou acerca de 2000 km, a mais ou menos 20 horas, de distância de Pedrógrão Grande. Não posso entregar mantimentos nos quartéis de bombeiros... de que modo posso ajudar? 

Foto: Jornal de Negócios

Pesquisei e dei-me conta que há dois modos de ajudar as vítimas desta tragédia, para quem, como eu, vive à distância física do local, mas com o coração bem perto:

DOACÇÃO DIRECTA
Em qualquer parte do mundo.
  • Pode-se fazer na conta da CGD, com o nome “Unidos por Pedrógão”, usando o IBAN PT50 0035 0001 00100000 330 42.
  • Ou na conta solidária do Millennium BPC, designada por “Conta Solidária Incêndio Pedrógão Grande ”e com o IBAN PT50 0033 0000 45507587831 05.


DOACÇÃO POR CHAMADA
Atenção! Só para território nacional.
  • Linha solidária RTP:  760 200 600 (0,60€ + IVA)
    0,50€ do valor da sua chamada revertem para as vítimas do incêndio de Pedrogão Grande
  • Linha solidária SIC: 760 100 100 (0,60€ + IVA)
    0,50€ do valor da sua chamada revertem para as vítimas do incêndio de Pedrogão Grande
    Com o apoio da MEO, NOS e Vodafone.


Foto: Jornal de Negócios


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|Portugal| A Chuva já não limpa a Dor

Ontem liguei à minha mãe. Atendeu-me com voz baixa, triste, demorada... típica de quando as coisas estão em baixo. Perguntei-lhe: "Hoje é um dia não!?" e ela respondeu: "O que achas!? Com a tragédia que se está a viver aqui!?" Quando ela diz "aqui", não é na aldeia onde ela mora, é no país. Todo o país sente a terrível situação que se vive. E fora dele também há quem sinta.

Este horrível incêndio, que assolou o centro de Portugal, toma conta dos noticiários na Alemanha (e no resto da Europa). Vejo um repórter alemão, bem perto das chamas, a dizer que a única solução para que o fogo se extinga é a chuva. O que a natureza acendeu... parece que só ela pode apagar.

Ao passar pelos feeds do Facebook apercebo-me de pessoas que usam esse meio para saber notícias dos seus familiares que estão lá, no centro da situação, e eles longe. Há pessoas que não conseguem contactar os seus, mas que através destas redes acabam por ter notícias e dar notícias. Sim, é verdade... há quem use estas plataformas para apontar dedos, para encontrar culpados, para destilar veneno... porque a prevenção não foi feita, porque isto e porque aquilo... Esses preferem fechar o coração para não sentir a tamanha dor... (mecanismos de defesa)

Falámos ao telefone da tristeza que está a ser... do calor imenso que se sente... Disse-me ela que não se está bem em lado nenhum, que tudo está quente, que nem de noite arrefece, nem corre uma aragem... já lavou o rosto não sei quantas vezes ao dia, porque soa em bica. E parece que as notícias dizem que ainda vai continuar assim por uns dias. Agora desejo que o boletim meteorológico esteja enganado redondamente... e que em breve cai muita água e as temperaturas baixem... para o bem de um povo, do qual a chuva já não conseguirá limpar a dor.

© Patricia de Melo Moreira/AFP/Getty Images


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domingo, 18 de junho de 2017

|Portugal| Em Grande Sofrimento

Sento-me ao computador para ler os últimos post dos blogues que sigo... a primeira ida à praia, este ano, da Carlota; uma receita para os pequenos comerem legumes disfarçadamente; uma declaração de ser agnóstica por tudo o que se vê na TV e começo a perceber que algo se passou...

Cá em casa não temos canais português, por isso não sabemos o que se passa em Portugal, a menos que falemos com os nossos familiares e amigos, ou que procuremos na net. (É uma opção!)

Pronto, vou ao Sapo para ver o que realmente está a acontecer. Pensei que fosse mais uma fase que há todos os anos, em que os "anjos" (bombeiros) sofrem horrores para proteger aquilo que é de todos, bem como os bens de privados, que vêem ameaçadas as suas propriedades com labaredas rebeldes, que teimosamente não apagam e dançam livremente por onde lhes apetece, sem que ninguém queira dançar com elas.

E é no seguimento dessa leitura que me dei conta do que Pedrógao Grande viveu e está a viver. Por mais que possa fazer o exercício de empatia, recorrendo às minhas lembranças de infância, na terra da minha avó, que era muito fustigada por incêndios, não me aproximo em nada ao sofrimento de quem morreu, de quem está ferido e de quem está a morrer de dores por ter perdido alguém, ou ver algum dos seus em sofrimento.


RTP



RTP



RTP

Que todas as homenagens, todos os minutos de silêncio... todas as manifestações de solidariedade... se revertam em consolo para os corações daqueles que nesta hora sofrem.



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quinta-feira, 15 de junho de 2017

|A Mulher do 31| Como Gerir o Nosso Tempo (sem entrar em esgotamento)

Foto: Publicdomainpictures
Nunca ter preguiça... jamais dar lugar à preguiça... anular por completo a preguiça da sua vida... quem consegue? Uma super mulher, de certo. Ninguém consegue manter-se no activo 24 horas por dia, 7 dias por semana. Isso leva qualquer um a um esgotamento, não acham?

Entendo que é preciso encontrar tempo e espaço para nós, para recarregarmos baterias. Considero fundamental abrandarmos o ritmo frenético de actividades praticamente exigido por esta sociedade. É essencial descer as rotações. E como se faz isso?

Delegar as tarefas e acompanhar o bom andamento das mesmas. Cuidar da casa, da família, fica de fora de qualquer currículo, mas acredito que em muitos casos trata-se de uma experiência que poucas formações, até a nível superior, possam dar.

Esse estado de zelo permanente... esse estado de estarmos a governar, mesmo que não estejamos activamente a fazer alguma coisa... requer uma gestão mental e emocional como em poucas situações é exigido.

A Mulher do 31 tem o seu foco na família e cuida dela, mesmo quando está a descansar. A Mulher do 31 sabe delegar, e fá-lo. A Mulher do 31 mantém-se vigilante. E reconhece que é preciso também retemperar as suas forças. E isso não é ser preguiçosa, é ser sábia.

Quem não sabe quem é a verdadeira Mulher do 31, um dia saberá. Ainda não sou eu! Mas é exemplo para mim.


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terça-feira, 13 de junho de 2017

|Mães Felizes| Os Euros ditam o seu Valor?

Foto: Kaboompics.com
Depois de uma semana de ausência da série Mães Felizes, voltamos com um hábito muito relevante nos dias que correm: Dinheiro. Qual é valor que lhe dá? O seu valor próprio está intimamente ligado com ele? Meg Meeker, ao longo do capítulo que dedica a este hábito, partilha com o leitor histórias de pessoas como eu e você e, no final, resume em três tópicos o que nós devemos fazer neste domínio para nos tornarmos em mães com mais prazer em sê-lo.

  1. Abra mão e agarre a mão que lhe oferecem - esta é a verdadeira segurança: termos dinheiro muitas vezes afasta-nos das pessoas. Sentimos que já não precisamos de ninguém para viver. E na verdade, tenhamos dinheiro ou não, somos seres sociais, vivemos num sistema, e precisamos sempre de alguém. Já passei por situações que me mostraram isso mesmo. Fiz duas formações sem ter dinheiro para as pagar. Simplesmente abri as minhas mãos e agarrei a mão de quem me oferecia. Paguei os cursos com trabalho meu. Mas já aconteceu ser ajudada sem dar nada em troca. Uma amiga em quem confio plenamente sabe as minhas fraquezas e ajudou-me, tratando de um aspecto da minha vida, sem receber nada em troca. Por vezes temos de abrir mão do nosso orgulho, do dinheiro que possamos ter, para que ela fique vazia e o outro possa dar-nos a dele. E assim caminharmos juntos. A segurança vem de ter uma rede de afecto, que nos suporta nas aflições e se alegra connosco nas nossas vitórias.

  2. Pergunte-se porque é que está a puxar da carteira: existem pessoas que quando vamos com elas a um café querem sempre pagar a conta... existem umas que discutem com elas, querendo elas pagar... existem outras que as deixam pagar... O que nos leva a puxar da carteira? O não querer ficar a dever nada a ninguém? O querer mostrar-se que é muito generoso? É sempre frutuoso reflectirmos sobre os nossos actos. Agir com total consciência do que fazemos, retira-nos muitos pesos e ilusões, e garante-nos melhores decisões.

  3. O contentamento está em casa - não no dinheiro: o dinheiro muitas vezes está ligado ao trabalho. E o trabalho, por sua vez, à nossa ausência no lar que construímos. Muitas vezes torna-se difícil conciliar dinheiro e casa, parecendo que o dinheiro nos retira de lá, nos afasta da família. No entanto, se analisarmos bem, qual é a fonte do nosso contentamento?! As risadas dos nossos filhos, o olhar do nosso marido ou as palmadas nas costas dos nossos colegas? O verdadeiro contentamento vem da felicidade partilhada com aqueles que fazem a caminhada diariamente connosco, seja dia útil, ou feriado, ou fim de semana, ou férias... 
Aproveite esta semana para praticar estas três dicas do livro "Os 10 Hábitos das Mães Felizes". E na próxima terça feira, faça muito calor ou só assim assim, cá teremos mais um hábito, para pouco a pouco termos mais prazer em ser mãe.


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quinta-feira, 1 de junho de 2017

|Dia Mundial da Criança| Como o Yoga as pode fazer Felizes

Para compreender o mundo da criança há que saber ser criança. E qual o adulto que não o foi!

Crianças rodeadas de amor, afeto, positividade, confiança e com consciência corporal são crianças felizes.

Ensinar Yoga a crianças, é dotá-las não apenas de posturas físicas (os ásanas) e de posturas meditativas, mas sobretudo desenvolver dinâmicas para trabalhar a imaginação, a criatividade e a memória, e os processos psicológicos básicos para ajudar cada criança a alcançar os seus sonhos. O Yoga para crianças realiza-se através de aulas divertidas que as ajudem na expressão e na concentração.

Os benefícios do Yoga são mais que conhecidos: permitem um relaxamento, um aumento do fluxo sanguíneo, um aumento de bem estar e serenidade, para além de permitir o aumento da flexibilidade, da força e do equilíbrio.

Numa aula de Yoga para crianças a diversão é a palavra chave. Por natureza, as crianças são energéticas, criativas e muito curiosas e muitas não sabem lidar com as suas emoções, não estão conscientes do seu corpo e não sabem como expressar os seus sentimentos. Com o Yoga, as crianças podem exprimir-se como quiserem, individualmente ou com os seus pares, num jogo lúdico que mais soa a brincadeira, de uma forma saudável.

Com o poder da música, dos contos infantis e da imaginação, uma aula de Yoga com crianças pode transportá-las para o imaginário onde tudo acontece, de uma forma saudável, alegre e divertida.

Durante uma aula de ioga infantil há uma completa ausência de julgamento e competição. Ao fazermos uma pose perfeita ou melhor do que outro não é o objetivo da aula. Este conceito e o constante incentivo incondicionais criam um ambiente de conexão, permitindo que as crianças relaxem e se divirtam enquanto desenvolvem força, coordenação, flexibilidade e equilíbrio, bem como aumentando a conscientização corporal, a concentração e a auto-estima.

Há cada vez mais evidências que sustentam os inúmeros benefícios da prática de ioga para crianças. Um estudo publicado pela Universidade da Califórnia, demonstrou que as crianças que tiveram aulas frequentes de Yoga revelaram aumentos significativos na auto-estima, bem como a aptidão geral e desempenho escolar e diminuição nos problemas disciplinares. Além disso, os alunos relataram sentir-se mais relaxados e estavam mais conscientes e respeitosos de seus pares.
Durante as minhas aulas já aconteceu as crianças frustrarem-se, chorarem até; mas esse não é o objetivo! Claro que não, mas é aí que temos de as ajudar a lidar com a frustração, a frustração de ver o outro conseguir e ela não! "Ok, está tudo bem, todos nós fazemos o melhor, Respira, fecha os olhos e imagina que consegues fazer o que mais queres!! Inspira e expira, abre os olhos e olha para mim, vamos respirar as duas.... e fica tudo bem!" A criança acalma-se, fazemos um outro exercício e agora é ela que está a fazer super bem! A sua confiança está novamente restabelecida! Agora está feliz!!!!

As crianças são encorajadas a respeitar e prestar atenção ao seu corpo, à sua respiração e aos seus pensamentos, garantindo que se sentem bem em cada posição, em cada movimento, entrando e saindo das posições quando se sentem prontas - o que é algo que a maioria dos adultos tem dificuldade!

Quer mais razões para a necessidade das crianças começarem a praticar Yoga: 
  • Oferece uma ampla gama de movimentos aliados à respiração, concentração e estado de relaxamento; 
  • Exercita o corpo, a mente e fortalece a respiração;
  • Tem um benefício que normalmente não se vê nas aulas dos adultos: a  interação! 
  • Promove não só a consciência de nós mesmos e dos nossos amigos, mas cria uma consciência mais ampla do mundo que nos rodeia



Gostaram de ler? A autora deste texto, e instrutora deste método (e de outros) no espaço Atitudo, chama-se Marta Ambrósio. Esta mulher é, para além de instrutora, a criadora e gestora desta academia dedicada ao desenvolvimento pessoal e saúde mental. Mas não só. É mãe de duas crianças pequenas, tem a sua profissão como auditora e consultora, e não nos para de surpreender com a sua garra e doçura. Vale a pena conhecê-la, bem como ao seu projecto. Para isso basta mandar um email para marta.atitudo@gmail.com, seguir a página www.facebook.com/atitudodo ou bater à porta na Rua Padre Himalaya, n.50 D, 4100 Porto. Porque este é um espaço dedicado a ti.
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