quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

|Natal| Na Primária

Foto: Ana Filipa Oliveira
Ao ver esta fotografia lembrei-me imediatamente dos desenhos que adornavam os cartões de Natal, quando eu andava na Primária. Eu desenhava sempre uma vela ao meio, três bolas nos seus pés e duas folhas de azevinho, uma de cada lado. E ficava tão orgulhosa do meu feito!
Desejo que neste Natal nos possamos sentir orgulhosos de cada pequeno gesto! Que tenhamos a alegria e a gratidão de uma criança (esqueçamos que há crianças ingratas, ok kkkk)!
Boas Festas.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

|Pai Natal| Ele roubou

Foto: Ana Filipa Oliveira
O Pai Natal roubou... O Pai Natal tirou da manjedoura o menino Jesus e aí se sentou, como num trono... num trono que não lhe pertence. O Pai Natal roubou a festa ao aniversariante. O Pai Natal roubou para si a atenção... e deixou o menino Jesus apagado, lá no tempo da antiguidade. Lembro-me de em pequenina ir à Missa do Galo e beijar a figura do menino Jesus. Uma figura pequenina, mais do que eu nessa altura, deitada e transportada numa almofada, também ela pequenina e fofinha... Recordo-me do presépio que era montado na casa da minha avó... um presépio de loiça, com as ovelhinhas a pastar no verde prado, que a minha avó construía com musgo, e da casa de palha onde o menino Jesus, deitado ele também em palha, estava ladeado por José e Maria... os três Reis Magos que vinham a caminho... [agora que escrevo, deu-me uma vontade imensa de saber se esse presépio ainda existe e revê-lo, agora com dedos e olhos de adulta]. Era um presépio que me encantava! E esse encanto, esse brilho nos olhos e calor no coração, de ver a representação do menino Jesus, e de saber de quem é esta festa... o Pai Natal - a mim - não me roubou. O maior, e melhor presente, não vem num saco grande, vermelho, às costas de um gordo barbudo... vem do que o menino - tornado homem - nos ofereceu.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

|Natal| Qual é o teu Centro este Natal?

Foto: Ana Filipa Oliveira
Com que adornas a tua mesa? A quem abres a porta para entrar? Quem convidas a sentar?
Que neste Natal coloques VERDADEIRAMENTE o Amor, a Vida, a Luz... no centro da festa! Que abras a porta DE PAR EM PAR aos sorrisos, aos abraços, às palavras de afecto...! Que recebas à tua mesa SEM RESTRIÇÕES Aquele que é o aniversariante desta festa de todos nós!
Votos de um Natal abençoado. 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

|Natal| Feltro, Madeira, Papel

Feltro

Quando andava no infantário, lembro-me de costurar um coração com tecido acetinado e com umas rendas... no interior lavanda... para oferecer à minha mãe. Sei que não ficou o presente mais perfeito que alguém pode receber, mas coloquei o meu coração naquele coração. Num destes Natais decidi fazer corações em feltro. Primeiramente era para adornar a nossa casa, mas depois acabou por ser ofertado... e fiquei tão feliz de ainda há pouco tempo, ver o meu coração, na fruteira da casa de uma amiga. É que mais uma vez, eu coloquei o meu coração naquele coração. Para mim, mais importante do que ir à loja e comprar algo, é investir o meu tempo, as minhas capacidades... a fazer algo... único, pessoal, e cheio de carinho.

Foto: Ana Filipa Oliveira

Madeira

Este coração e esta estrela foram feitos pelo Gui. Ele próprio serrou, limou e pintou. Ele ficou orgulhoso e eu babada. É tão bom quando a nossa árvore de Natal tem o nosso toque singular... quando a preparação do Natal nos desafia a actividades em conjunto... nas quais damos o nosso melhor. Mesmo que as linhas fiquem curvas, ou em zigzag... o momento, a recordação futura, alimenta-nos a alma e fortalece o nosso amor.

Foto: Ana Filipa Oliveira

Foto: Ana Filipa Oliveira

Papel

Quem é que não tem cartão velho em casa? Então agora com as encomendas a chegar todos os dias... são caixotes e mais caixotes. Há que reutilizar! Há que ser criativo! Mesmo que pareça infantil, imperfeito... Igual a esta árvores tínhamos mais duas. Enfeitaram as paredes da nossa casa. Depois uma delas passou a estar na porta de entrada da casa, como sinal de boas vindas. Agora já não moram por cá. Com a humidade da cave... lá se foram... mas outras ideias viram.

Adicionar legenda
Votos de uma óptima preparação para o Natal, repleta de criatividade e reutilização de materiais, e cheia de Faça Você Mesmo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

|Natal| Rebuçados de Embrulho

Foto: Ana Filipa Oliveira
Eu gosto de fazer embrulhos. Aliás, não é a primeira vez que escrevo acerca do tema - Projecto 13# Embrulho Original. Gosto da diversidade de cores e motivos dos papéis, gosto dos laços, da fita cola às vezes cortada com os dentes, outras com a tesoura, gosto de dobrar, ou de inventar... gosto de rasgar ao abrir, ou aproveitar cuidadosamente o papel, do qual tanto gostei... mas na verdade, ocorre-me agora, que é um desperdício imenso... na noite de consoada, depois de todos os presentes abertos, é um saco enorme só com o papel de embrulho que vai para o lixo... ohhhh....
E se este Natal embrulhássemos os nossos presentes apenas com um abraço e um beijinho!? Ou em sacos reutilizáveis? (Sinceramente este não era inicialmente o caminho que iria levar este post, mas ao escrevê-lo, fui guiada para este pensamento. Desculpem, se estraguei a festa. Mas é verdade que podemos aprender a ser poupados nos recursos, até neste aspecto, não é?)

Foto: Ana Filipa Oliveira

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

|Receita| Bolo Rei

Aqui fica a receita deste Rei das mesas portuguesas no Natal... (a que uso, e aqui publico, faz parte do livro base da Bimby, mas é completamente adaptável.)

Foto: Ana Filipa Oliveira

Ingredientes:

  • 70 gr. açúcar
  • casca de 1 laranja e de 1 limão (sem a parte branca)
  • 130 gr. leite
  • 70 gr. manteiga
  • 3 gemas
  • 40 gr. fermento padeiro (ou 1 saqueta de fermento seco)
  • 20 gr. sumo de laranja
  • 400 gr. a 450 gr. farinha com fermento (previamente pesada)
  • 1 pitada de sal

Preparação:

  1. Coloque o açúcar no copo bem seco e pulverize 15 seg., vel.9.
  2. Junte as cascas dos citrinos através do bucal do copo e rale uns segundos na vel. 5.
  3. Adicione o leite e a manteiga e programe 30 seg., temp. 37°, vel. 6 e a seguir 30 seg., vel. 9 sem temperatura.
  4. Reduza para a vel. 3 e junte as gemas, o fermento e o sumo de laranja, misturando durante uns segundos.
  5. Deite a farinha pouco a pouco na vel. 3 através do bucal do copo e só no fim a pitada de sal; aumente para a vel. 9 durante 30 seg.
  6. Programe 3 mim., vel. espiga e verifique se o conteúdo forma uma bola que nao fique agarrada às paredes do copo. Se nao for o caso, pare a Bimby, polvilhe as paredes do copo com um pouco de farinha e volte a amassar na mesma velocidade.
  7. Deixe repousar a massa dentro do copo até esta levantar o copinho. Logo que isto aconteça, pressione a massa com as mãos de forma a que o volume baixe e volte a programar 15seg., vel. 9 e 1 min., vel. espiga.
  8. Retire a massa do copo, amasse com as mãos até formar uma bola lisa, polvilhando a mesma com farinha. Dê-lhe uma forma de uma rosca e coloque-a num tabuleiro previamente untado. Pincele a massa com gema de ovo e decore a seu gosto (frutas cristalizadas, secas). Pode também fazer montinhos de açúcar humidificado. 
  9. Deixe que a massa dobre de volume e a seguir coloque no forno pré-aquecido a 180° durante 20 min. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

|Natal| Sem estes não é Natal

... sem estes e outros tantos.

Biscoitos

Foto: Ana Filipa Oliveira 
Na Alemanha é uma tradição fazer-se biscoitos no final de Novembro para ter em casa e para dar. A primeira vez que contactei com esta "cultura do biscoito em tempo de Natal" foi através de uma amiga que vive há longos anos cá. Ela convidou-me, a mim e mais algumas amigas, para fazermos biscoitos juntas. Cada uma levava a sua massa já pronta ou semi-pronta, e depois colocávamos no forno. No final cada uma ficava com uma porção dos diferentes tipos de biscoitos. Era um momento de convívio, bem ao espírito da época.
O Guilherme, por sua vez, no infantário e na escola primária também tinha essa actividade. Numa das vezes foi especial: foram a um lar de idosos fazer com eles os biscoitos de Natal. Muito lindo! Deram-nos fotos desse momento, muito ternurentas! Gerações juntas é sempre fascinante e tem tudo a ver com a festa da família.
Portanto, actualmente esta tradição já faz parte do nosso Natal... ou preparação para ele.(Estes na foto foram de uma fornada na nossa casa.)

Bolo Rei

Foto: Ana Filipa Oliveira

Quando era pequena não gostava de comer Bolo Rei, ou melhor, gostava de o comer se a minha mãe retirasse as frutas cristalizadas. Quando trabalhei para a Vorwerk (agente Bimby) aprendi a fazer Bolo Rei. E sempre que o faço, não me decepciono. Ah, e já como o Bolo Rei com tudo o que ele tem.
(Ai está na foto uma das minhas obras!)

Filhoses

Foto: Ana Filipa Oliveira

Foto: Ana Filipa Oliveira
Os Natais da minha infância foram passados na Beira Baixa. Todas as noites de consoada, o ritual era o mesmo: fritar ao lume (lareira) as filhoses amassadas nessa tarde. Era um serão que eu vivia entre adultos: a minha mãe, a minha tia, a minha avó e, com sorte, o meu avô. Por isso estas filhoses são mais do que as próprias filhoses... são pedaços da minha história, são gatilhos para as minhas memórias... quando comemorámos o primeiro Natal em terras alemãs tentei replicar essas filhoses, mas saíram mais coscorões do que as filhoses da Beira Baixa. Mas no Natal seguinte foi bem conseguido. O chato da coisa é que fui que comi praticamente tudo. Ups!

Sonhos

Foto: Ana Filipa Oliveira
Não faziam parte dos meus Natais até que eles começaram a ter presente os sabores do Norte. Também a Aletria e as Rabanadas entraram no menu natalício.

Bacalhau

Foto: Ana Filipa Oliveira
Este não precisa de apresentações. É tradição! Primeiramente era eu que não gostava de bacalhau, até vir para a Alemanha e todos os sabores portugueses ganharem outro significado. Depois foi o Guilherme que começou a dizer que não gostava. Mas agora já come. E já sabe que Natal é sinal de "comer Bacalhau"... pelo menos na nossa casa.

Qual é o teu top de "sem estes não é Natal"?
Deixa-o nos comentários. E tem um óptimo Natal.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

|Advento| Cheio de Coisinhas

O primeiro que comprámos foi de chocolate. Em Portugal não tínhamos a tradição de ter um calendário do advento. E na verdade quem o tem tido é o Guilherme.


Depois do de chocolate veio o dos saquinhos com vários pequenos presentinhos. O problema é que ele chegava aos sacos e rapidamente viu o que cada um tinha, do princípio até ao fim. Ou seja, o efeito surpresa perdeu-se. Comecei então a colocar o presente no próprio dia.


O que é que eu coloquei lá dentro? Borrachas, afias, bonecos Playmobil... andei de loja em loja a ver se encontrava objectos pequenos e apelativos.


Para ser sincera, ele não achou muita piada. No final tinha um monte de pequenas coisas, mas que não o entusiasmavam grandemente. 


Este ano já é o segundo ano que ele tem um calendário do filme Star Wars, produzido pela Lego. Cada dia abre uma janelinha e tem um pacote com peças para montar.


E este ele acha piada. Claro que os calendários têm de estar adequados à idade da criança. Ah, mas também existem calendários do advento para adultos.

Foto: Douglas
Aqui está um exemplo de calendário para mulher, que gosta de maquilhagem. [Não, eu não tenho nenhum calendário.]

domingo, 4 de dezembro de 2016

|Natal| Em Cada Esquina

Em cada janela espreita o espírito natalício.

Foto: Ana Filipa Oliveira

Em cada fachada brilham luzes e há motivos decorativos que nos lembram em que época do ano estamos.

Foto: Ana Filipa Oliveira
Uma estrela, ou um Pai Natal, ou sinos a tocar... o que importa é espalhar esta alegria de celebrar a festa da família.

Foto: Ana Filipa Oliveira
E o primeiro presente de Natal, daquele que anda pela rua, é esta alegria partilhada em cada janela.

Foto: Ana Filipa Oliveira
Há um investimento pessoal daquele que decora assim a sua casa... que preenche com pormenor a vidraça, que adorna a rua de dentro para fora.

Foto: Ana Filipa Oliveira
Das (já) sete vezes, que vivemos esta época no país que nos acolhe, foram poucos os flocos de neve por esta altura. Mas o frio, esse sim, é forte. E estas luzinhas, cortes e recortes, aquece-nos a alma, quando andamos pelas ruas da cidade.

Foto: Ana Filipa Oliveira
Foto: Ana Filipa Oliveira
No final de Novembro já se começa a ver estas decorações. E quanto mais se aproxima o Natal, mais e mais luzes brilham nas fachadas das casas e prédios. Mais e mais bonecos e pormenores povoam os vidros...


Foto: Ana Filipa Oliveira
Uns apresentam-se mais simples, outros mais elaborados...

Foto: Ana Filipa Oliveira
E as montras das lojas também contribuem para esta festa.
Foto: Ana Filipa Oliveira
Em cada esquina espreita o Natal e ninguém fica indiferente.
(E isto faz-me lembrar que o nosso contributo ainda está na cave 😏)

sábado, 3 de dezembro de 2016

|Advento| Amanhã é a Segunda

É a segunda vela a ser acesa.
Até vir para a Alemanha desconhecia esta tradição: acende-se uma vela por cada domingo de advento. Este ritual lembra-nos quão perto estamos do Natal. Quando a quarta estiver com a sua chama a brilhar, é sinal de que o esperado dia está a bater à porta.

Foto: Ana Filipa Oliveira

Existe milhentas maneiras de apresentar essas quatro velas, conforme o gosto e carteira de cada um. No final o que conta é entrar no espírito acolhedor da época natalícia. E amanhã já é a segunda vela a ser acesa. Falta cada vez menos dias para comemorarmos a chamada festa da família.

Foto: Ana Filipa Oliveira
Que seja uma celebração calorosa como a chama brilhante e quente destas velas. Bom Natal!

domingo, 27 de novembro de 2016

Solidariedade 2# Ratinho Leonardo

Abri o link a pensar: "Puxa, já há jovens em Portugal a pedir ajuda para acabar o curso de Medicina.", isto com um sentimento de tristeza por ver o meu país a viver em crise. Com curiosidade vi o vídeo e mergulhei na questão. E esta era (diferente e) bem mais profunda do que eu pensava.
Foto retirada da causa no PPL
A Patrícia estuda medicina (e não em Portugal) e está perto de concluir o curso. Faltam 9 meses para se formar. 9 meses... o tempo de uma gestação. Patrícia é mãe de Leonardo, um menino hoje com 8 anos, que tem uma doença degenerativa e terminal. Sim, a Patrícia começou a estudar (depois de já ter uma licenciatura em engenharia e estar a trabalhar), para poder ser a "médica do seu filho". Quem tem filhos com doenças raras sabe como as mães acabam por ter mais conhecimento da doença e das possíveis curas que os próprios médicos!
Há um MAS nesta história. A família está sem fundos para que a Patrícia conclua os seus estudos e assim possa acompanhar o seu filho com mais ferramentas. Só se o curso for concluído, é que a Patrícia se torna médica. E aí, sim, valeu realmente a pena estes anos de investimento. Mas uma coisa é certa, aquilo, que ao longo deste tempo tem aprendido, tem auxiliado o pequeno Ratinho (como apelidaram o Leonardo) na sua luta.
Sei que é um caso que merece o nosso apoio efectivo, pois confirmei com uma colega, que conhece pessoalmente a Patrícia e o Leonardo, que é verídico e urgente. Ela acompanhou a gravidez e ficou surpreendida e tocada quando se soube aos três meses que afinal o Leonardo tinha uma doença rara. Qualquer mãe fica com o coração partido quando acompanha o sofrimento de outra!
Só que corações partidos, por mais que nos dêem o sentimento de que estamos acompanhados no nosso sofrimento, não conseguem pagar as contas e ultrapassar as dificuldades financeiras que uma família suporta perante uma doença desta cariz.
Foto retirada da causa no PPL
Por isso, agora, já de seguida, toma uma atitude e ajuda. Abaixo seguem alguns dados e informações importantes. Ah, e divulga, passa a mensagem, faz chegar este pedido de ajuda ao maior número de pessoas. Juntemo-nos para antecipar o Natal.

Transferência ou depósito na conta
BANKINTER
ORLANDO CAMANO
IBAN - PT50 0269 0162 00204256396 44
BIC/SWIFT - BKBKPTPL


ou

através do site de crowdfunding
http://ppl.com.pt/pt/causas/terminar-medicina

Tardes da Júlia

Você na TV

Mais vídeos em:
Sorri Ratinho
A Tarde é Sua

Páginas no Facebook:
Ajudem-me a terminar Medicina
Orlando Camano (o pai)
Patrícia Manuela (a mãe, a futura médica)
Sorri Ratinho

sábado, 26 de novembro de 2016

|Sofrimento| O que fazer perante a aflição?

Feliz é aquele que se mantém firme, mesmo no tempo em que é colocado à prova. Porquê? Porque, depois de passado essa fase, e a ter passado com mestria, é como se lhe fosse feito um upgrade de energia vital. Trocado por miúdos, já alguma vez vives-te uma etapa negra da tua vida, mas sendo firme e constante no teu propósito, ultrapassaste-a com valentia? E depois, como te sentiste? Quando isso me acontece, eu sinto-me revitalizada. Como se rejuvenesce, e a minha força fosse multiplicada... pronta para mais uma batalha.
Existe um sofrimento que não produz nada de positivo e existe aquele que gera bons frutos. O resultado do sofrimento depende de como nos colocamos perante ele. Se cedemos e vivemos derrotados, amargurados... então, é um sofrimento improdutivo, mas, se pelo contrário, erguemos a cabeça e enfrentamos a questão, mesmo com a dor que acarreta, é um sofrimento produtivo.
Devemos por isso querer sofrer? Claro que não. No entanto, há momentos na vida que nos leva a estar diante de problemas, dificuldades, inesperados... e é a nossa atitude que faz a diferença. E depois é como nos jogos por níveis... cada vez vamos sendo mais capazes de enfrentar desafios mais complexos. Ou seja, tornamos mais maduros. Mas, para isso, precisamos de fé e sabedoria divina. Elas são a rocha firme, onde apoiamos os nossos pés quando tudo parece abanar ao nosso redor. São elas que nos dão sustento e estabilidade para olhar com serenidade à nossa volta.
Maria recebeu a notícia que tinha cancro mamário. Ela confia que tudo vai dar certo. Brinca e diz: "Eu sei lá se antes disso não morro atropelada. Não me vou estar a preocupar." e, com entendimento, vai passando os dias confiante e estável. Mas já o Manuel, que soube que tem uma doença crónica, está em desespero. Procura entre publicações aqui e acolá a sua tábua de salvação, de um modo tão desesperado, que se torna até mais doente.
O que duvida, o que não tem fé, baloiça agitadamente ao vento. Aquele que crê mantém-se estável no que faz. Este é feliz, pois vive a vida com amor, sem medo. E de vitória em vitória vai crescendo em ânimo e confiança. Que sejamos felizes, mesmo na aflição!

Sofrimento
Foto: Ana Filipa Oliveira

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

|Sabedoria| Sopro Mágico vindo do Céu

Insight, input, uma ideia genial, um rasgo intelectual... já tiveste algum? Alguma vez sentiste aquele prazer de encontrar, de uma forma espontânea e inesperada, uma solução criativa? Já experimentaste a sensação de saber mais do que tu pensavas saber? Estou certa que sim.
Há quem chame a essa capacidade: intuição, ou algo semelhante. Para mim é um sopro mágico vindo do céu. A sabedoria que vem do conhecimento, da aprendizagem, é terrena. Mas aquela, aquela que nos maravilha pela sua leveza, a sua fluidez, a sua originalidade... vem lá do alto. 
Quando se prova da sabedoria divina sentimos alegria. Mas quando se vive da sabedoria terrena aumenta-se-nos o ego, e tornamo-nos convencidos, arrogantes. Quantas de nós aprecia ver uma pessoa sábia, mas humilde? Quantas de nós aprecia aquele professor doutor que é tão terra a terra, sem mariquices, como se diz na gíria? Eu gosto de lidar com pessoas que sabem, mas não fazem disso o seu cartão de visita, esfregando-nos na cara as suas capacidades.
Por vezes o nosso coração enche-se de coisas menos boas, tipo caixote do lixo, mas nós nem nos damos conta. Por vezes os bichinhos interiores alimentam-se dessa espécie de alimento sujo. E, por vezes, não sabemos porque estamos doentes, sem ânimo... e afinal bastava deixarmos de lado a amargura, a inveja, o egoísmo... enfim, de vez em quando, devíamos esvaziar a lixeira do nosso coração, como fazemos com a do nosso computador, ou o caixote lá de casa. 
Esse lixo acaba por entupir o nosso ser e torna-se difícil de, deste modo, aceder a essa fonte criativa que nos refresca as ideias, nos renova a alma, nos reanima... e o melhor para que voltemos a estar em sintonia com essa nascente de água pura é sermos verdadeiros, termos a consciência do que estamos a sentir, do que estamos a guardar nos nossos arquivos internos.
O sábio é aquele que é puro no seu pensar, no seu sentir, no seu agir... é aquele que vive para semear a paz com o seu conhecimento... é aquele que coloca um toque de mel em cada acto e palavra... é aquele que compreende o mundo externo e interno, seu e do outro... é aquele que está repleto de empatia pelo outro e condescende... é aquele que gera bons resultados com o seu ser e viver... é aquele que não toma partido, que é neutro, que não é tendencioso... é aquele que é espontâneo com autenticidade... 
Que tenhamos entendimento para saber escolher a fonte do nosso saber! Beberias água imunda? Escolhe a nascente de água cristalina.


Sabedoria
Foto: Ana Filipa Oliveira

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

|Redes Sociais| Lição aprendida!

Alguma vez andaram angustiados por se sentirem incompreendidos e atacados? Eu já. O Facebook lembrou-me desse episódio, de há 2 anos atrás. O mesmo que se revelou numa aprendizagem dura, de como usar essa rede social. Pelo menos, de como eu quero usá-la. 


O que aconteceu a seguir a esta publicação foi uma troca de comentários como houve poucas no meu perfil. Comentários que, passados uns quinze dias, me guiaram a uma resolução: só publico o que for para a paz e união, para o que restaura laços e relações. Apesar que a minha intenção estivesse longe de querer incitar à discriminação ou provocar discórdia!
As nossas palavras podem servir para edificar ou para destruir, para construir ou para derrubar. Há palavras que, de tão fortes, matam e outras que trazem vida. Eu quero usar a minha escrita para temperar este mundo com um sal refinado. Quero ser lâmpada e com cada palavra iluminar a escuridão, eliminar a tristeza, anular a dor e fazer renascer a fé na vida. Que assim seja!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

|Advento| Consultei o meu filho...

... para saber o que é que ele associava ao Advento.

- Gui, o que é para ti o Advento? O que é que significa?
- Que em breve vou ter de comer bacalhau.

Ora aí está.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

9 Seguidores Pfft!

- Mãe, o teu blog tem seguidores?
- Sim, tem. (Já com medo que ele me perguntasse quantos!)
- Quantos? (Pronto! Aí estava.)
- 9.
- Pfft! (Com um ar de desprezo.) Os youtubers que eu vejo têm milhões.
- Pois, mas quando começaram, também tiveram que passar pelos 9. (Raça do puto!)

Obrigada aos 9 seguidores que A Mulher do 31 tem actualmente e aos milhões que ainda há-de ter.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A Menina dentro de Mim

Quando a minha sobrinha mais velha - em pequena - tinha aniversário, e os pais organizavam uma festa com a família e amigos em casa, a mim encontravam-me muito mais no quarto com as crianças do que no meio dos adultos. Eu tirava-lhes fotografias, brincava com elas... e ria muito. 
Continuo a estar bem disposta quando estou com crianças, sobretudo com aquelas que são animadas. As crianças rabugentas, com tiques e manias (ai, que não se fala assim das pobres criancinhas!), mantém-me um pouco à distância. Gosto de crianças de riso fácil, de perguntas espertas, de abraços rápidos, que gostam de desenhar, de se deixar fotografar, que gostam de cócegas, que gostam de colo... 
Estas fotografias foram tiradas por um menino que conheci numa circunstância supostamente profissional. Um menino com quem tive rapidamente uma grande empatia. Ele era cheio de energia como o Guilherme, desafiador q.b., e com um sorriso lindo, daqueles que preenchem o rosto e são acompanhados com o brilhar dos olhos... (ao R. um forte abraço e beijinhos!)




E dá para ver... que ao pé das crianças, a minha criança interior é feliz. Que possamos dar espaço à menina (ou menino) que existe dentro de nós... que ainda quer brincar... que ainda não cresceu... que ainda não se deixou abafar pelo adulto que somos... Haja espaço para sermos crianças, mesmo que o Cartão do Cidadão nos diga que há muito tempo deixámos de o ser.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Keep Calm que eu sou Estudante

Sou uma eterna aprendiz. Gosto de estudar, de aprender, de pesquisar, de desvendar... não gosto muito de ser discípulo, aliás um tema que já deu sinal de vida por aqui...eu confessei-me: Tenho a Mania. Hoje comemora-se o Dia Internacional do Estudante e eu sinto simpatia por ele.
Vejo o tempo de estudante como uma ponte entre duas margens de obrigatoriedade: a escolaridade mínima obrigatória e o trabalho, que legalmente não é obrigatório, mas que sem ele ninguém sobrevive, logo é obrigatório. Por isso compreende-se a necessidade de desfrutar dos tempos de estudante. Para trás fica o stress de tentar entrar na universidade, no curso desejado, e pela frente tem-se o desconhecido mundo do trabalho, que não é pêra doce.
Entendo que me digam "keep calm que eu sou estudante!", o que traduzido quer dizer: ainda posso faltar à aulas quando quero ou quando não consigo ir, porque a noite anterior foi de rambóia. O mesmo não será aceitável, anos depois, quando se estiver empregado algures por esse mundo, que vivemos em globalização e a crise em Portugal parece que se acomodou, estando para durar.
Quando penso em estudantes, penso nas associações deles. E não é ao calhas que este dia internacional está ligado a uma intervenção política por parte de estudantes. Como está a força política dos nossos? Será que eles se preocupam com isso? Da associação de estudantes da UBI (onde tive o orgulho de estudar) passaram-se alguns (pelo menos reconheço a cara de um ou dois) para a cena política nacional, com direito a falar para a TV e tudo. Ah, valentes! Valeu a pena andarem a prolongar os seus dias pelos corredores (e não só) da universidade.
Faz sentido que nesse período da vida, os jovens queiram ter uma voz audível e se juntem em associações para que a sua mensagem chegue mais longe. É nessa fase que sentimos toda a pujança para mudar o mundo. E para mim política é isso: a arte ou a ciência de mudar o mundo.
Como eterna aprendiz sinto que hoje também é o meu dia... um bocado ao jeito dos Escuteiros: uma vez estudante, sempre estudante.

Latada - Universidade da Beira Interior 2000

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Veste-te de Alegria

Qual é o teu pecado escondido? De que te envergonhas e não contas a ninguém? Quais são os erros que gostavas de não voltar a cometer? Do que sentes culpa? A onde é que sentes que falhaste?
Hoje é dia de reflectir acerca disso tudo. Hoje é dia de recomeços, de transformações, de novos caminhos, novos horizontes.
Perdoa-te. E avança na busca do perdão que precisas, de ti própria e dos outros. Pede perdão divino para que haja cura interior. Só o arrependimento, o verdadeiro, o genuíno, é que pode levar-te a uma situação diferente, e melhor, da que vives hoje. Ter vergonha não adianta de muito... continuamos, mesmo com vergonha, a cometer esses actos escondidos. Mas quando nos arrependemos!!! Ai, quando nos arrependemos, é fogo renovador sobre as nossas vidas.
Esquece isso do "mereces castigo". Pára de te auto-flagelares. Arrepende-te, recebe o perdão e vai em frente. Deixa morrer essa culpa ou vergonha que te aprisiona, que corta as tuas asas e destrói a tua liberdade. Abre mão do sofrimento, da tormenta... de quem vive com peso de consciência. Rasga essa roupa antiga, e veste-te de alegria.

Foto: Ana Filipa Oliveira

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Neve, ao que tu obrigas

Por terras da senhora Merkel as temperaturas já andam perto de ZERO. Isso quer dizer que mais dia menos dias, podemos ser surpreendidos com a bela da neve. E isso nem sempre é uma alegria. Imagine-se que todos os anos, duas vezes por ano, temos de trocar os pneus ao carro. Temos pneus de inverno e pneus de verão. Bem sei que já existem pneus adaptados às duas estações, mas não é o caso. O perigo de continuar com os de verão no inverno é simplesmente de deslizar estrada a fora, sem controlo algum sobre o carro, podendo causar um acidente.
A primeira vez que conduzi um carro na neve foi aqui, na Alemanha. Aprendi a lidar com a neve, que para mim era coisa quase estranha. Aprendi a sair mais cedo de casa para limpar a neve ao carro, por exemplo. Quando temos sorte só tem uns floquitos por cima. Mas quando a neve é muita... ficamos enterrados e muito fresquinhos, e assim mesmo temos que desenterrar o carro, se queremos ir a algum lado.
Já morámos numa cidade em que nevava com frequência. Agora vivemos numa que é raro nevar. O meu marido às vezes sai de casa, sem neve nenhuma, e chega ao trabalho, e aí está tudo branquinho, com os autocarros parados, porque não conseguem subir a rua.
Ontem e hoje foi dia de fitness: acartar pneus. Daqui a uns meses há mais.

Foto: Ana Filipa Oliveira

Foto: Ana Filipa Oliveira

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

E o Carnaval começa

Dispenso bem o Carnaval, mas de algum modo ele tem se juntado a marcos importantes da minha vida, nomeadamente a ida para Angola e a para a Alemanha. Foram viagens feitas por essa época. Mas isso foi em Fevereiro. Estamos agora em Novembro, porquê este tema!? É que na Alemanha, onde moro actualmente, o Carnaval começa neste exacto momento, no dia 11 do 11 pelas 11 e 11. E só acaba lá para dia 01 de Março do ano que vem, na Quarta Feira de Cinzas. A tradição carnavalesca por estas bandas é muito forte, nomeadamente em Colónia, onde jurei nunca mais voltar pelo Entrudo.
São praticamente três meses em que os tolos saem à rua. Quase todos os fins de semana em qualquer município pode-se encontrar uma festa com bandas de música, onde se divertem os bobos da corte, as bruxas e afins. Contudo é realmente em Fevereiro que este evento tem o seu auge, com o Entrudo das Mulheres, depois o Sábado e Domingo de Entrudo, a Segunda Feira Rosa e a Terça Feira de Entrudo, com o encerramento no dia seguinte: Quarta Feira de Cinzas. Praticamente uma semana em que a tolice toma conta das ruas.

Foto: dpa em http://i.huffpost.com/

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Acorda... Sê Mais


Não vou escrever nada. Não há nada para escrever. Esta é a realidade. A nossa realidade. Que possamos todos os dias estar mais conscientes do nosso estado de adormecimento individual e colectivo!? Este é o primeiro passo para a mudança... sermos confrontados, darmo-nos conta.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O Barbas... que eu só conheci de Bigode


Este jovem da foto é conhecido por terras da Beira Baixa como o Barbas. Durante a minha longa existência apenas o conheci de bigode. Vale esta fotografia, retirada do baú, para perceber o apelido. E digamos que também já o conheci com muito menos cabelo. Já a vespa... essa nunca a vi andar... mas conheço-a de a ver lá a um canto da garagem.
Dizem que eu sou a cara dele!? E fui muitas vezes lembrada (em quase todos os meus aniversários), pela vizinha do primeiro esquerdo, o quanto ele veio feliz da Maternidade a anunciar que a sua menina já tinha nascido. Mas hoje comemora-se não o meu nascimento, mas o dele. Sem o qual, aliás, não estaria cá.
Parabéns, pai! Que possas comemorar um ano que vês acrescentado à tua história. Os últimos capítulos têm sido de batalhas atrás de batalhas, mas a vitória está próxima. Fico feliz que estejas animado com os próximos capítulos... ainda a branco, para escreveres novas linhas. (E que essas passem por podermo-nos abraçar - em carne e osso - antes dos 70. Dos teus, claro kkkk)

Afinal a Mãe também não percebe o Mundo

Há dois dias que o Gui, de repente, dizia - normalmente quando tinha estado a ver tv ou no tablet, "o Trump ganhou". E eu, meio assustada, porque isto de saber datas de eleições não é para mim, respondia-lhe "Não pode ser!", não pela data, porque não sabia ao certo (sim, sou distraída... ou melhor, economizo espaço de memória. Só armazeno o que acho que me é fundamental)... mas porque achava que ele não iria ganhar. E o Gui fez isso umas duas ou três vezes. Por último ele perguntou-me porque é que não poderia ser e eu disse-lhe convicta as minhas razões, baseadas numa leitura superficial da coisa, e ele calou-se. E agora estou à espera que volte da escola... e diga "O Trump ganhou!" e desta vez é mesmo mesmo verdade. Como lhe explicar que afinal a mãe também não percebe o mundo? 
Ah, e o nosso rico filho certo dia perguntou-me como é que um "tipo" daqueles tinha uma mulher daquelas. Que ele era feio e velho... e ela... tive que dizer-lhe o básico: alguns homens até as mulheres compram. (Ai que vou levar com tantos comentários a maltratar-me!)


Foto: As crianças são muito infantis

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Mais seis e é centenária

Foto: Ana Filipa Oliveira / 11.2011
Já é uma vida longa, para lá da esperança média de vida, aliás tem mais cerca de dez anos do que dizem as estatísticas acerca do sexo feminino. São muitas histórias, muitos tempos... pelos quais passou. Não só passou, como os viveu, e deixou-se marcar por eles. Marcas que normalmente a fazem avançar na vida, com a sua curiosidade própria e a sua capacidade de observação. Fica admirada com os "preparos" (assim lhes chama) que hoje há. E não se acanha em perguntar quem é o dono do restaurante em que se encontra. Na festa de baptizado da minha sobrinha mais nova, quando demos por ela, estava na cozinha a confraternizar com aqueles que ela bem se entende, aqueles que trabalham e são simples nos modos. É uma mulher de fé e positiva. Fala muito de Deus e Nosso Senhor, reza sempre, todos os dias, a qualquer altura... reza como um diálogo... apanho-a às vezes na varanda fechada do apartamento da minha mãe, quando vem de visita, sentada num banco, com a persiana para cima, a olhar lá para fora, e a falar sozinha, aparentemente a falar sozinha... está a falar com Aquele que lhe deu e dá força para a caminhada, que tem sido feita de pedras, umas mais pequenas, outras bem grandes, mas que ela prefere ultrapassar e deixá-las lá atrás. Por ela vivia muitos mais anos, mas já sente as pernas a fraquejar. A cabeça, como diz, está boazinha. E está! Guarda nela resmas de papel com cantilenas que inventa e se orgulha de recitar sempre que tem oportunidade. Não sabe escrever, nem ler, mas sabe-as de cor... são retratos dos seus tempos, dos 94 anos que hoje comemora. É a festa da vida... do amor à vida! Mas já pediu que quando partisse não chorassem muito, pois ela tinha a certeza que ia estar bem. Que assim seja! Mas já agora, daqui a mais uns anos.
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