quarta-feira, 12 de abril de 2017

|Liberdade| Desamarrar as Correntes

Se achas que a Páscoa é uma festa religiosa enfadonha e que nada tem a ver contigo, desafio-te a ler este post até ao fim.
Sabes o que é a Páscoa? A Páscoa remonta aos tempos em que os israelitas viviam em cativeiro no Egipto.

E o que é que isto tem a ver connosco? Ora, quantos de nós estamos em cativeiro? Presos pelas nossas necessidades de reconhecimento por parte do outro? Amarrados pela nossa sede de sermos bem vistos? Enclausurados na nossa vida para satisfazer padrões? Calculo que muitos. Bem, se não é o teu caso, que bom... mas estou certa que tens qualquer coisa em que dizes, "se eu pudesse..." Se não podes, é porque alguma coisa, ou alguém, te está a travar, certo? Então, vives como o povo israelita vivia no Egipto.

Os israelitas eram escravizados, mal tratados... pelo povo egípcio. Viviam na miséria. E eles chamavam por intervenção divina. Eles falavam com Deus acerca das suas dores.
Talvez tu não ores a Deus... mas acredito piamente que falas com alguém sobre as tuas dores. Que contas como te sentes limitada... Às vezes talvez chores sozinha e grites "mas porquê?"
Todos nós gostaríamos de ter a intervenção, de alguém com poderes, numa dada situação que nos perturba. Era tão mais fácil, e ajudava-nos tanto, que aquele chefe, vizinha, ou até namorado, sogra... de repente transformassem a sua conduta para connosco. Porque nós já tentámos tudo (ou pelo menos pensamos que sim) e nada resultou.
Provavelmente agora entendes um pouco melhor os israelitas... eles viviam condicionados e chamavam por Aquele que tinha todo o poder para alterar a situação, pois eles não conseguiam fazer mais nada.

Por correio chegou-nos em 2011 aquilo que para muitos simboliza a Páscoa. Sao miminhos saborosos... mas a Páscoa é algo diferente. Pelo menos, na sua origem.

Até que Deus agiu. Primeiro disse-lhes que conhecia a dor deles e que estava decidido a libertá-los das mãos daqueles que os oprimiam. Mas não só, ainda acrescentou que os iria guiar a uma terra fértil e espaçosa.
Alguma vez tiveste um daqueles momentos que, do nada, parece que se faz luz na tua cabeça e encontras uma solução estupenda para uma situação que te acorrentava há tanto tempo!? Será que alguma vez passaste pela situação de estares a chorar baba e ranho e, de um momento para o outro, seres preenchida por uma paz que te secou as lágrimas e te deu esperança?
O povo de Israel sentiu isso mesmo: a solução para os seus problemas estava prestes a concretizar-se. E a esperança para uma vida melhor abria-se à sua frente.

Antes da sua saída de terras egípcias, os israelitas comeram um cordeiro pascal, ou seja uma refeição para simbolizar a passagem do cativeiro à liberdade, o que viria a ser encarnado na pessoa de Jesus.
A transformação dos nossos medos, prisões, cativeiros, correntes... em liberdade é motivo para celebração. Como é que normalmente festejamos algo? À volta da mesa. Para os israelitas o repasto foi um cordeiro. Para quem vivia na miséria, um cordeiro era muito, não achas? Mas era a prova de que a fé era maior do que as circunstâncias. Estou certa que ao transformares aquela zona escura que te persegue, aquele mau hábito que te prende, aquela doença que não te larga... ao ganhares liberdade em relação a vícios que te dominam... vais querer celebrar com o melhor que tens.

Pronto, a Páscoa começou assim. E mesmo com Jesus ela continua assim: celebração da passagem do cativeiro para a liberdade. Ainda achas que não tem nada a ver contigo?

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2 comentários:

  1. Melhor coisa que podíamos ter lido hoje!

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    Beijinhos e uma optima páscoa :)
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    1. Obrigada pela visita e pelo comentário. Voltem sempre! São bem vindas!

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