quinta-feira, 22 de junho de 2017

|Mães Felizes| 4 Dicas para Passar Tempo Consigo Mesma

Foto: Kaboompics.com
Vivo na Alemanha com o meu marido e os nossos dois filhos, um de 11 e uma de 1. A minha prioridade é cuidar deles, da casa... portanto, supostamente tenho todo o tempo do mundo. Além disso tenho um marido, que tirando as viagens ocasionais de trabalho, ao final do dia está connosco, bem como aos fins de semana e férias. Não temos familiares por perto, e amigos mesmo, daqueles, conta-se pelos dedos de uma mão. Portanto tenho de me virar sozinha.

Há dias em que penso muito nas mães com dois trabalhos para dar o que é preciso aos filhos; penso nas mães sozinhas que têm de deixar os seus filhos, com tenra idade, sozinhos em casa; penso nas mães que têm deixar os filhos com outros familiares para ir para fora do país; penso nas mães que fazem carreira e ainda têm tempo de qualidade para os seus filhos...

Penso nelas para superar as minhas fraquezas, os dias menos bons... para minimizar a minha veia de vítima... mas cada uma de nós, com as condições que cada uma tem, tem os seus limites e limitações, e as minhas não são as suas, e as suas não são as minhas, e as minhas sofreu eu, e as suas sofre você.

Em resumo, todas as mães têm direito (com ajuda ou sem ajuda, sendo domésticas ou trabalhando fora) de se sentirem exaustas... às vezes nem é do trabalho em si, mas dessa sensação que somos uma torneira aberta em contínuo (uma torneira emocional, digamos assim). Dá um litro a a este, dá um litro àquele, dá um litro ao outro... e estamos esgotadas.

E é, por isso, que é tão importante termos tempo para nós mesmas. Fazer uma pausa nessa corrente de permanente disponibilidade. Temos que aprender a estar offline para os outros e online para nós. Isso não é egoísmo, é necessidade, para que estejamos equilibradas nas nossas emoções, na nossa mente, e até no nosso corpo.

Ora aqui ficam as quatro sugestões de Meg Meeker para este quarto hábitos d' Os 10 Hábitos das Mães Felizes.
  1. Comece com pequenos momentos: nós arranjamos sempre imensas desculpas para fazermos aquilo que nos pode trazer algum desconforto, aquilo que é fora da nossa rotina, aquilo que é desconhecido. Algumas de nós provavelmente justifica o não tirar diariamente alguns minutos do seu dia para estar a sós consigo, e em silêncio, com argumentos elaborados... mas quando queremos mesmo uma coisa, fazemos de tudo para a ter não é?! Quer autenticidade, paz, maior sensibilidade para si e para os outros? Então comece por colocar na sua agenda - todos os dias - alguns minutos para se desligar do mundo à sua volta, quer seja a orar, a meditar, a ler um livro ou simplesmente a guiar o carro, ou a limpar o chão... mas com a consciência de que agora, é só para si.
  2. Arranje um local para a solidão (e diga a toda a gente): claro que o ideal não é ocupar uma actividade com a sua pausa diária, mas abrandar mesmo, parar, sossegar. Será que na sua casa não há uma cadeira que possa ser a sua "cadeira do sossego"? Pode também ser uma almofada no chão, um puff, um quarto reservado e tranquilo, ou escritório. E porquê um local especifico? Porque ele a vai lembrar, sempre que passar por ele, de que precisa desse tempo para si. E também assinalar aos seus filhos e marido que você está em retido, quando aí está. E quando voltar desse local, de certo que estará mais centrada e terá mais prazer em estar com eles.

  3. Sossegue a sua mente: com certeza que não será logo na primeira vez, que se retirar para os seus minutos de silêncio em solidão, que a sua mente o fará consigo... ela não se vai retirar do turbilhão de acções que ainda tem por fazer, nem das preocupações que a atormentam. Mas com treino, a sua mente vai sossegar-se e vai poder relaxar. Nos primeiros tempos é essencial fazer frente aos pensamentos, que a fazem querer-se levantar e não gozar desse tempo... sejam eles de culpa, ou de algo urgente a fazer. Aprenda a dar a volta à sua própria mente.
  4. Vá mais fundo: ficar apenas por estar sentada numa cadeira a olhar o vazio traz-lhe pouco de volta. Se quer ter frutos de paz interior, ganhos a partir destes momentos de estar consigo mesma... procure evitar tudo o que possa ser interferência, como o ruído. E, desligada dos pensamentos indesejados, deixe-se mergulhar num entendimento mais alargado de si e do mundo. Nunca lhe aconteceu estar quase a adormecer e vir-lhe à mente a resposta para uma questão que lhe ocupou o pensamento o dia inteiro!? ... assim como se alguém ligasse o interruptor e se fizesse luz: "mas como é que eu não tinha pensado isto antes?" Não é mágico, mas é misterioso. E isso só acontece quando cultivarmos estes momentos de qualidade: primeira e directamente para nós, mas todos à nossa volta, onde se incluem marido e filhos, vão beneficiar deles. 
Na próxima terça feira iremos saber mais acerca do hábito que nos vai levar a valorizar e a praticar a fé. Fé é acreditar em algo sem provas da sua existência. Fé não é a mesma coisa que religião, ou religiosidade. Mas para saber mais, é regressar na próxima semana. Até lá!

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Se perdeu os primeiros textos desta série, aqui ficam os seus links:

|Mães Felizes| Os 10 Hábitos a Praticar

4 comentários:

  1. :) Concordo com tudo. E, acho que o segredo está nesta frase: "Aprenda a dar a volta à sua própria mente." Aí é que está o segredo de tudo e o principal desafio. É complicado voltar a programar a nossa mente para ter pensamento e instintos diferentes. Mas há que fazer um esforço. :P

    www.vinilepurpurina.com

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    1. Olá, Carla!
      Bem vinda. Obrigada pelo comentário. Nada se consegue sem dedicação, não é? Se é fácil? Não. Se é bom? Sim. Os frutos que daí advém são fantásticos.
      Volte sempre que quiser. A porta fica aberta.
      Até já.

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  2. muito bom! ainda nao sou mãe, mas percebo a questão! sou muito preocupada com os "meus" e muitas vezes deixo de fazer coisas por mim para fazer para eles. Não sei como vai ser quando tive filhos... xD

    adorei o blog, e já estou a seguir! adorava que me seguisses também! beijinho

    TheNotSoGirlyGirl // Instagram // Facebook

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    1. Sem dúvidas que estes hábitos, embora dirigidos a mamãs, abrangem a vida de qualquer pessoa.
      Fico feliz por teres gostado do blog e seres a seguidora 21. :-)
      Vou dar um salto ao teu.
      Até lá!

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