quarta-feira, 27 de julho de 2016

A Montanha que era uma Borbulha

O trio, que passou a quarteto com a Mariana, iniciou uma série de picnics quando ainda ela estava na minha barriga. Não por minha iniciativa. Sou mais de sentar à mesa do restaurante. Mas o papá gosta (e ainda bem!) destas aventuras e tem organizado alguns (bons) momentos à volta do grelhador num espaço livre perto de nós (ora à beira do Reno, ora no parque da cidade). E eu passei a gostar também.
A Mariana parece não ter nada contra. Já foi iniciada neste ritual familiar e portou-se lindamente. Como podem ver pela fotografia, não se incomodou com o que acontecia ao seu redor... dormiu praticamente o tempo todo. Só fez pausa para mamar, que ainda falta uns bons mesitos para dar uma dentada nas salsichas e comê-las dentro do pão.
E, neste momentos, é que me dou conta de como nós complicamos às vezes o que pode ser tão simples. Digo isto, porque com o Guilherme sempre tive dificuldade nos primeiros meses de sair de casa com ele, a não ser para as consultas e idas à casa dos avós paternos. Talvez por preguiça, não sei bem, mas começava a pensar na logística e desistia antes mesmo de tentar. E na altura a logística parecia uma montanha enorme, intransponível, mas agora, olhando à distância dos anos e da maturidade adquirida, parece-me uma pequena borbulha. Está bem que agora é verão e com o Guilherme ultrapassámos os primeiros meses no inverno. Mas até isso soa a desculpa.
Uma das complicações poderia ser o amamentar em público... poderia trazer-me embaraço... podia, se eu deixasse a minha mente invadir-me com os seus "ses" e "mas"... e fazê-lo tem sabor a liberdade. A mesma liberdade que festejamos quando decidimos que vamos para fora, aproveitar o bom tempo e celebrar a vida.

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