sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O Amor em Forma Líquida

Há uns dez anos atrás tirei uma fotografia à minha sobrinha mais velha a dar biberão ao Guilherme. Há uns dias atrás tirei uma fotografia ao Guilherme a dar biberão à Mariana. Gerações! Para que conste: biberão com leite materno, apesar das dificuldades do momento, como partilhei num dos post anterior.
Expliquei ao médico da Mariana que estava praticamente sem leite nas mamas (técnicos da área da saúde disseram-me que é incorrecto dizer "peito" et voilá sou bem mandada) e ainda lhe disse que tinha de recorrer à fórmula. Ele nem por um minuto foi pelo caminho mais fácil... insistiu que eu precisava de beber mais água (muita água). Aconselhou-me a colocar uma garrafa de água em cada divisão da casa, para me ir abastecendo. Ainda me incentivou a deixar tudo e descansar. Que os familiares cuidassem da casa e do mais velho, para eu repousar! Segundo ele, o stress é prejudicial. Pois, mas a nossa família está a alguns milhares de quilómetros de distância. Portanto, há que fazer o melhor com os recursos disponíveis.
Ultimamente a Mariana tem recebido um biberão de fórmula ao final do dia, pois é nessa altura que a situação se torna mais problemática: não tenho quase leite nenhum e ela chora de desespero. Além disso ninguém consegue dormir profundamente de barriga vazia, certo? Ela também não.
Se me custa? Claro que sim. Como disse, tinha uma meta e estou com dificuldades elevadas para a atingir, o que me entristece... e custa, pois tenho que fazer uma gestão maior, ou mais controlada, do meu leite: extrair mais vezes, beber mais água/líquidos, (tentar) descansar mais, (tentar) comer melhor e no meio disto tudo conseguir manter a Mariana saciada, o que nem sempre é fácil. E porque é que ainda continuo nesta luta? Porque ainda há sinais de que é possível, que não está perdida. O facto da Mariana aumentar de peso é um óptimo indicador. Até quando? Não sei.
Mas, com leite materno ou com artificial, estes momentos são e serão sempre de intimidade (familiar) e permanecerão para sempre na nossa memória. (Mais que não seja através desta fotografia!)

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