sábado, 6 de agosto de 2016

Next to me, or not

O Guilherme dormiu ao nosso lado até para lá de um ano, se não dois!? Primeiro na alcofinha. Depois na cama de grades. Sobretudo por uma questão de falta de espaço. A Mariana também dorme ao nosso lado. Até quando? Não sei, mas a ideia era até aos seis meses. Era? Sim, porque com o cansaço destas noites, já pondero uma alteração de planos.
Quando estávamos a fazer a preparação para o parto, a parteira aconselhou a que o bebé dormisse no quarto dos pais, devido à morte no berço. Consta que ajuda a que o bebé não entre num sono demasiadamente profundo, o qual poderia abrir portas a esse fantasma da primeira infância: morte súbita. Isto porque como os pais estão no quarto e, durante o sono, vão-se mexendo, e alguns imitem sons, os chamados roncos (não é o caso de nenhum de nós, mas podia ser!), o bebé tem sempre estímulos para manter um nível de sono que lhe permite, por exemplo chorar se sentir a manta sobre ele, o que se não acontecer, poderá levar a uma asfixia.
Eu desconfio que no meu inconsciente o que me convenceu foi o facto de ser mais cómodo, pois quem dá mama, não precisa de se levantar. E com a caminha da Chicco que comprámos, é só esticar a mão para repor a chucha, quando cai daquela boquinha linda, mas muito sonora, para que conste. Chicco Next2Me tornou-se também uma escolha evidente, pois gostamos de viajar, e este berço desmonta-se e transporta-se com muita facilidade. Para além disso, tem rodas para poder levar do quarto para a sala. Pelo menos era essa a ideia, mas os cálculos saíram ao lado... digamos que existem alguns obstáculos no caminho cá em casa, que não o permitem. É uma pena, mas não deixo de estar muito satisfeita com a compra.
Só que há um "mas". Ter a cama colada à minha, ter a Mariana à distância de um estender de braço, faz com que:

  • desperte com cada mínimo barulho (agora já não tanto pelo cansaço acumulado, mas mesmo assim..)
  • reaja a cada choro
  • dê de mamar praticamente sem saber o que estou a fazer, isto é,como não me levanto para dar de mamar, dou adormecida e até adormeço por breves segundos (conheci quem tivesse adormecido a dar a mama... o que não acabou mal, mas podia) 
E cá entre nós, que ninguém lê, não é a coisa mais romântica ter a nossa intimidade conjugal com um pequeno ser ali mesmo mesmo ao lado. Ou será mais uma vez os meus preconceitos e afins? Sou a única a achar?
Resumindo, ando-me a questionar se realmente é benéfico ter o berço da Mariana mesmo ao meu lado... onde fica a minha sanidade mental, se isto continua assim!? No outro dia andava à procura dos pinhões para o Pesto e tinha-os colocado no frigorífico. Não é grave, acontece. Como acontece ter que por a mão no lixo, porque mandei para lá a cápsula do café, que ia beber, juntamente com as já usadas. 
Dos seis meses só faltam praticamente quatro meses, o que significa duas vezes o tempo que já passou. Vá, mas pronto, a tendência é de melhorar. E tenho fé de recuperar o meu "tico" e o meu "teco" no final deste meio ano de Mariana next to me

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