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|Mães Felizes| Liberdade para lá dos Medos

Foto: Kaboompics.com
Meg Meeker, mãe e pediatra, escreveu um livro com o título "Os 10 Hábitos das Mães Felizes". Ao longo das últimas terças feiras, A Mulher do 31 tem vindo a abordar esses hábitos na série |Mães Felizes|. Hoje abrimos portas ao sexto: "Liberte-se dos medos".

Se há quem pense que o oposto de amor é ódio, engana-se. O oposto de amor é medo. É o medo que nos trava de agir, ou que nos impele a agir, sem a liberdade e a entrega do amor. É também o medo que nos bloqueia, muitas vezes, de dar e receber amor. O medo fecha-nos, enquanto que o amor torna-nos receptivos, abertos aos outros e às situações.

Para travar o processo do medo em nós é preciso trabalho. O bom disto é que existe um troféu esplendoroso no final: liberdade. Estas são as três chaves para abrir os cadeados dos medos em nós:

  1. Clarifique o medo: comece por identificar o medo e a sua raiz. E como é que faz isso? Exactamente por meio de perguntas. Questione-se. Indague o que está por detrás desse sentimento. E é importante que não meta todos os sentimentos no mesmo saco. Procure saber se é mesmo medo. Para podermos combater, é preciso conhecer o adversário. Quanto mais o conhecermos, mais fácil é de ganharmos a luta.

  2. É preciso uma franqueza brutal: para que este processo, de interrogar-se a si própria e às suas acções, se torne realmente proveitoso e com efeitos duradouros, necessita de ser muito transparente consigo mesma. Falar dos seus medos é essencial. Se puder falar com alguém sobre eles, ainda melhor. Assumir que se tem uma luta faz a diferença na hora de a vencer.

  3. Dessensibilizar, passo a passo: a única maneira viável de ganhar a batalha é enfrentar o inimigo. Não fuja dele. Vá até ele. Coloque-se várias vezes, por tempo mais longo, perante o seu medo e avance. Vai chegar a alguma altura que ele já não a controlará  mais, mas sim, você a ele.
Eu tenho medo de dar comida em pedaços maiores à minha filha de um ano. Porquê? Porque vivi três episódios muito intensos com o meu filho mais velho, quando era pequeno, engasgado e com dificuldades em contornar a situação. Posso dar comida passada à Mariana até ela ser grande. Mas acho que isso não seria a melhor solução. O que é que tenho feito? Acalmado. Entrado em diálogo interior positivo comigo mesma. E dando-lhe pedaços maiores de comida. Certo é que ela já se engasgou por duas vezes com um pedaço de pêssego. O primeiro pensamento é o de voltar atrás. Recuar. "Já nunca mais lhe dou pêssego!", o que seria tolo, pois pode engasgar-se até com a própria saliva. Ou "Vou voltar à comida esmagada!" Assim, teria ganho o medo, e não o amor. O amor de cuidar do crescimento dela. Faz parte engasgar-se. Está a aprender a lidar com a comida. E ela das duas vezes consigo dar a volta à questão, apesar do susto... para mim e para ela. 

Pessoalmente alegro-me de estar a ler este livro. E de o partilhar convosco. Tem sido muito bom para me (re)lembrar de muita coisa. Na próxima terça feira cá estaremos para abordar o sétimo hábito: Descubra formas simples de viver.


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