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Steve Jobs: Nem sempre os bem sucedidos são vencedores

Steve Jobs, até há pouco tempo, era apenas a figura central de um livro que entrou na nossa casa, mas que ainda ninguém leu. Aquele tipo de livro que se olha para ele várias vezes, folheia, mas que continua por ser lido. E assim se mantém...

Mas de repente o interesse de o ler cresceu. Aliás tem-se desenvolvido à medida que vou tendo contacto com citações dele, mas também depois de ter visto um vídeo, no qual já aparecia bastante debilitado pela doença, e fala de aspectos realmente importantes na vida... e agora devido ao filme que assisti através da Amazon Prime, com o seu nome, e com Michael Fassbender a representá-lo.

Trata-se de um drama biográfico da vida de um homem cheio de sucesso na vida profissional, mas com dificuldades nos relacionamentos pessoais e familiares. Kate Winslet desempenha o papel fantástico de seu braço direito, como directora de Marketing que o acompanhou desde os tempos da Apple. E é ela que, como diz no filme, sabe e explica aos outros como Steve Jobs funciona. Também é ela que o enfrenta no que respeita ao seu mau desempenho como pai. E desse modo faz de ponte entre ele e Lisa, a sua filha, inicialmente não reconhecida por ele. Mas também com os amigos e os colegas da equipa que foi deixando para trás.

Dá que pensar: um homem tão bem sucedido enquanto profissional, e nas relações com os companheiros, amigos e familiares tão fracassado. Será que não se pode ter sucesso em todas as áreas? Será que temos de abdicar dos nossos relacionamentos para seguir em frente com as nossas ideias geniais? Mesmo sendo geniais e nossas, valem mais do que as pessoas ao nosso redor?


Fonte: http://www.stevejobsthefilm.com/
Gostava de ter uma resposta clara e escrever algo muito inteligente a respeito... mas deixo apenas as últimas palavras do próprio:
Cheguei ao topo do sucesso nos negócios. Aos olhos dos outros, a minha vida tem sido um símbolo de sucesso.
No entanto, além do trabalho, tenho pouca alegria. No final, riqueza é simplesmente um facto que estou acostumado. 
Neste momento, estou na cama de hospital, lembrando de toda a minha vida, percebo que todos os elogios e  a riqueza, dos quais senti tanto orgulho, empalideceram e tornaram-se insignificantes com a iminência da morte. 
No escuro, quando vejo a luz verde e escuto o ruído do equipamento de respiração artificial, posso sentir a respiração da morte a aproximar-se. 
Só agora entendo, uma vez que tenhamos acumulado dinheiro suficiente para o resto da nossa vida, devemos seguir outros objectivos que não estejam relacionados com o dinheiro. 
Deve ser algo mais importante: 
Talvez relacionamentos, talvez arte, talvez um sonho de criança... 
Não deixar de perseguir a riqueza só pode converter uma pessoa em fracassado, assim como eu. 
Deus deu-nos os sentidos para nos deixar sentir a todos o amor no coração, não as ilusões provocadas pela riqueza. 
A riqueza que eu ganhei na minha vida eu não posso levar comigo. O que eu posso levar são as lembranças originadas pelo amor. 
Esta é a verdadeira riqueza que o irá seguir, que o irá acompanhará, dando-lhe força e luz para seguir em frente. 
O amor pode viajar milhares de quilómetros. A vida não tem limite.Vá a onde queira ir. Alcance o topo que deseja alcançar. Está tudo no seu coração e nas suas mãos. 
Qual é cama mais cara do mundo? 
A cama de hospital. 
Pode empregar a alguém para dirigir o seu carro, fazer dinheiro para si, mas não pode ter ninguém para suportar a doença por si. 
Os bens materiais perdidos, podem ser encontrados. Mas há uma coisa que nunca pode ser encontrada quando está perdida - a vida. 
Quando uma pessoa entra na sala de operação, ela perceberá que há um livro que ela ainda não acabou de ler: O Livro da Vida Saudável.
Seja qual for o estágio da vida em que estamos no momento, com o tempo, enfrentaremos o dia em que a cortina desce. 
Amor precioso pela sua família, o amor pela sua esposa, amor pelos amigos ... 
Trate-se bem. Estime os outros.
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