Avançar para o conteúdo principal

|Liberdade| Desamarrar as Correntes

Se achas que a Páscoa é uma festa religiosa enfadonha e que nada tem a ver contigo, desafio-te a ler este post até ao fim.
Sabes o que é a Páscoa? A Páscoa remonta aos tempos em que os israelitas viviam em cativeiro no Egipto.

E o que é que isto tem a ver connosco? Ora, quantos de nós estamos em cativeiro? Presos pelas nossas necessidades de reconhecimento por parte do outro? Amarrados pela nossa sede de sermos bem vistos? Enclausurados na nossa vida para satisfazer padrões? Calculo que muitos. Bem, se não é o teu caso, que bom... mas estou certa que tens qualquer coisa em que dizes, "se eu pudesse..." Se não podes, é porque alguma coisa, ou alguém, te está a travar, certo? Então, vives como o povo israelita vivia no Egipto.

Os israelitas eram escravizados, mal tratados... pelo povo egípcio. Viviam na miséria. E eles chamavam por intervenção divina. Eles falavam com Deus acerca das suas dores.
Talvez tu não ores a Deus... mas acredito piamente que falas com alguém sobre as tuas dores. Que contas como te sentes limitada... Às vezes talvez chores sozinha e grites "mas porquê?"
Todos nós gostaríamos de ter a intervenção, de alguém com poderes, numa dada situação que nos perturba. Era tão mais fácil, e ajudava-nos tanto, que aquele chefe, vizinha, ou até namorado, sogra... de repente transformassem a sua conduta para connosco. Porque nós já tentámos tudo (ou pelo menos pensamos que sim) e nada resultou.
Provavelmente agora entendes um pouco melhor os israelitas... eles viviam condicionados e chamavam por Aquele que tinha todo o poder para alterar a situação, pois eles não conseguiam fazer mais nada.

Por correio chegou-nos em 2011 aquilo que para muitos simboliza a Páscoa. Sao miminhos saborosos... mas a Páscoa é algo diferente. Pelo menos, na sua origem.

Até que Deus agiu. Primeiro disse-lhes que conhecia a dor deles e que estava decidido a libertá-los das mãos daqueles que os oprimiam. Mas não só, ainda acrescentou que os iria guiar a uma terra fértil e espaçosa.
Alguma vez tiveste um daqueles momentos que, do nada, parece que se faz luz na tua cabeça e encontras uma solução estupenda para uma situação que te acorrentava há tanto tempo!? Será que alguma vez passaste pela situação de estares a chorar baba e ranho e, de um momento para o outro, seres preenchida por uma paz que te secou as lágrimas e te deu esperança?
O povo de Israel sentiu isso mesmo: a solução para os seus problemas estava prestes a concretizar-se. E a esperança para uma vida melhor abria-se à sua frente.

Antes da sua saída de terras egípcias, os israelitas comeram um cordeiro pascal, ou seja uma refeição para simbolizar a passagem do cativeiro à liberdade, o que viria a ser encarnado na pessoa de Jesus.
A transformação dos nossos medos, prisões, cativeiros, correntes... em liberdade é motivo para celebração. Como é que normalmente festejamos algo? À volta da mesa. Para os israelitas o repasto foi um cordeiro. Para quem vivia na miséria, um cordeiro era muito, não achas? Mas era a prova de que a fé era maior do que as circunstâncias. Estou certa que ao transformares aquela zona escura que te persegue, aquele mau hábito que te prende, aquela doença que não te larga... ao ganhares liberdade em relação a vícios que te dominam... vais querer celebrar com o melhor que tens.

Pronto, a Páscoa começou assim. E mesmo com Jesus ela continua assim: celebração da passagem do cativeiro para a liberdade. Ainda achas que não tem nada a ver contigo?

Segue A Mulher do 31 (@amulherdo31) também no Instagram e no Facebook.

Comentários

  1. Melhor coisa que podíamos ter lido hoje!

    Seguimos o blog e o insta!
    Beijinhos e uma optima páscoa :)
    _________________________
    All The way is an adventure
    Jess & Rose Blog | Instagram | Youtube

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada pela visita e pelo comentário. Voltem sempre! São bem vindas!

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

|Emagrecimento| Antes e Depois

Talvez te recordes desta fotografia!? Daquela mensagem que partilhei AQUI, acerca do Antes e Depois de grávida!? Mas agora este Antes e Depois trata-se de quando ainda não tinha iniciado a minha reeducação alimentar e do ponto a que quero chegar com ela. Mas não só chegar, como manter.
Diga-se que a fotografia do Depois ainda merecia uma redução da barriga, ou uns abdominais mais definidos... O duplo queixo??? Dispenso.
Entre uma fotografia e outra ficam (de forma simulada) 10 quilos de diferença. Se me perguntares: e quando queres chegar a esse ponto? Respondo-te: sem prazos, quero respeitar o meu ritmo, quero sentir cada etapa de modo consistente, com flexibilidade, sem restrições, nem fanatismos. Até porque a minha intolerância à lactose e os meus problemas da tiróide precisam de tempo para se reestruturarem, ou eu aprender a dar-lhes a volta.
Dizem que por sofrer de hipotiroidismo tenho mais dificuldade em emagrecer. Dizem... Como me dizia aquela senhora no ginásio, depois de eu …

|Portugal| Em Grande Sofrimento

Sento-me ao computador para ler os últimos post dos blogues que sigo... a primeira ida à praia, este ano, da Carlota; uma receita para os pequenos comerem legumes disfarçadamente; uma declaração de ser agnóstica por tudo o que se vê na TV e começo a perceber que algo se passou...

Cá em casa não temos canais português, por isso não sabemos o que se passa em Portugal, a menos que falemos com os nossos familiares e amigos, ou que procuremos na net. (É uma opção!)

Pronto, vou ao Sapo para ver o que realmente está a acontecer. Pensei que fosse mais uma fase que há todos os anos, em que os "anjos" (bombeiros) sofrem horrores para proteger aquilo que é de todos, bem como os bens de privados, que vêem ameaçadas as suas propriedades com labaredas rebeldes, que teimosamente não apagam e dançam livremente por onde lhes apetece, sem que ninguém queira dançar com elas.

E é no seguimento dessa leitura que me dei conta do que Pedrógao Grande viveu e está a viver. Por mais que possa fazer o…

Steve Jobs: Nem sempre os bem sucedidos são vencedores

Steve Jobs, até há pouco tempo, era apenas a figura central de um livro que entrou na nossa casa, mas que ainda ninguém leu. Aquele tipo de livro que se olha para ele várias vezes, folheia, mas que continua por ser lido. E assim se mantém...

Mas de repente o interesse de o ler cresceu. Aliás tem-se desenvolvido à medida que vou tendo contacto com citações dele, mas também depois de ter visto um vídeo, no qual já aparecia bastante debilitado pela doença, e fala de aspectos realmente importantes na vida... e agora devido ao filme que assisti através da Amazon Prime, com o seu nome, e com Michael Fassbender a representá-lo.

Trata-se de um drama biográfico da vida de um homem cheio de sucesso na vida profissional, mas com dificuldades nos relacionamentos pessoais e familiares. Kate Winslet desempenha o papel fantástico de seu braço direito, como directora de Marketing que o acompanhou desde os tempos da Apple. E é ela que, como diz no filme, sabe e explica aos outros como Steve Jobs funci…