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|A Mulher do 31| Do Mesmo Lado da Corda

Foto: Pixabay
Serei eu apenas que acha que existe uma espécie de cultura feminina portuguesa que raramente vê no marido um parceiro, mas sobretudo um inimigo?!

Talvez esteja enganada, mas tenho a sensação de vivermos muitas vezes como se ainda não tivéssemos dado conta que os nossos maridos podem (e devem ser) os nossos companheiros de projecto a dois. A vida de casada fica longe, em muitos casos, de um trabalho de equipa.

Quando penso neste tipo de casamentos, vejo a imagem de um noivo e uma noiva cada um agarrando uma ponta de uma corda grossa, puxando-a para si, portanto em sentido contrário ao outro. Sou só eu que conheço este estilo de vida a dois?

Às vezes somos queixosas e dizemos que eles não nos apoiam, que eles só pagam as contas, que eles só servem para isto ou para aquilo... e nós? Fazemos dos nossos maridos pessoas bem conceituadas? Contribuímos para que ele seja bem conhecido... pela sua dignidade, pela sua honestidade...? Levamo-lo, com a nossa língua e actos, a que ele se sente do lado dos vencedores? Atribuímo-lhes autoridade? Respeitamo-lo? Incentivamos a que ele participe da vida pública, para além das portas da nossa casa?

Tomar a responsabilidade da nossa parte nesta equipa torna-se vital para que a engrenagem encontre o seu ritmo de sucesso. Sou a primeira a ter de me lembrar disto desde que acordo até que me deito. Sou imperfeita, mas procuro todos os dias ser melhor. E tu?

A Mulher do 31 caminha de mãos dadas com o seu marido. A Mulher do 31 puxa a corda do mesmo lado que o marido. A Mulher do 31 valoriza o marido e mostra o melhor que há dele. A Mulher do 31 sabe que é esse o caminho de um casamento feliz, cheio de luz e não de lutas.

Quem não sabe quem é a verdadeira Mulher do 31, um dia saberá. Ainda não sou eu! Mas é exemplo para mim.


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