Nunca duvidei que ele seria um óptimo irmão mais velho. Cada dia comprova-se isso mesmo. Ele é cuidadoso, amoroso, protector, orgulhoso... Em cada gesto deposita todo o desejo de a ter com ele -desejo acumulado durante estes anos todos de espera; e os 9 meses que a viu crescer na minha barriga.
Pergunta-me, não querendo errar no cuidado com ela, se a poderá levar e buscar ao infantário e à escola, quando for esse o tempo. Procura todos os dias dar um passo ao encontro dela... aprendendo coisas práticas, como pegá-la, colocar a fralda...
De manhã, assim que acorda, vai ter connosco à cama. Normalmente estou a dar de mamar, e ele fica ali, ao pé de nós, dando-lhe beijinhos nas pernas, ou simplesmente... fica. E depois de muito olhar para ela, diz com o coração cheio "Ela é tão fofa! Eu nem acredito que eu tenho uma irmã!" (Isso compreendo bem. Pois, às vezes, mesmo eu, olho para ela e penso "É real! Ela está aqui nos meus braços.")
Como mãe, alegra-me este amor delicado. E desejo tanto que seja por muito tempo, um tempo infinito, em que os anos não tenham espaço.
"Quando não se tem cão, caça-se com gato.", assim diz o ditado e o lema cá de casa. Pelo menos, o meu. O Guilherme foi convidado para uma festa de anos e a loja, onde comprámos o presente, não fazia embrulhos. Comprar papel de embrulho extra?! Não. Fazemos o nosso.
Pegámos no rolo de papel que tínhamos cá em casa (e que se compra no IKEA). Desculpem, mas não sei exactamente o nome do papel. Fomos buscar os nossos lápis de cor, de carvão e uma borracha. E mãos à obra.
Pegámos no convite, colocámo-lo à janela e copiámos com o lápis de carvão a imagem. E depois pintámos.
O presente já tinha sido embrulhado. Era hora de colar o nosso desenho ao embrulho com uma fita cola colorida. E, neste caso, uma transparente, para se poder ler o que estava escrito no papel.
Por trás, colámos um chupa e um saquinho de gomas.
Rápido, personalizado e doce :-)
Pegámos no rolo de papel que tínhamos cá em casa (e que se compra no IKEA). Desculpem, mas não sei exactamente o nome do papel. Fomos buscar os nossos lápis de cor, de carvão e uma borracha. E mãos à obra.
Pegámos no convite, colocámo-lo à janela e copiámos com o lápis de carvão a imagem. E depois pintámos.
O presente já tinha sido embrulhado. Era hora de colar o nosso desenho ao embrulho com uma fita cola colorida. E, neste caso, uma transparente, para se poder ler o que estava escrito no papel.
Por trás, colámos um chupa e um saquinho de gomas.
Rápido, personalizado e doce :-)
Hoje é dia de comemoração. É a festa do primeiro mês de vida da Mariana.
Apesar de normalmente ter facilidade em escrever, já escrevi e apaguei as linhas deste post inúmeras vezes. Há tanto para dizer, mas não encontro o princípio e o fim, o mais importante e o menos importante... poderia falar da casa que deixou de ter a ordem que tinha. Poderia falar das noites mal dormidas e do cansaço diurno. Poderia falar dos sobressaltos dos pequenos barulhos, dos movimentos mais descoordenados... da nossa Princesa. Poderia falar das vindas da parteira a casa para a ver ou das nossas idas ao médico. Poderia falar da indescritível sensação de a ter nos nossos braços. Poderia falar do maravilhoso que é vê-la tão relaxada a dormir. Poderia falar da alegria do mano e da sua relação com ela. Poderia falar de tanta tanta coisa, mas nada era completo, nada era redondo, ao ponto de revelar aquilo que foi este mês, que está a ser a nossa vida. E, na soma das coisas, é isso: estamos a celebrar a Vida: a dela, a nossa e aquela que misteriosamente flui até e através de todos nós.
Os nossos pintainhos crescem. De repente, o Guilherme já acabou a escola primária. É lugar comum, mas o tempo voa. Quando nos damos conta, já temos um miúdo na puberdade. Sim, que ele diz ter lido num livro que já se encontra nessa fase. Agora, vivo entre fraldas e equações.
No outro dia diz-me, com o seu ar conhecedor e convicto: "Mãe, não posso usar roupa justa!" e, claro que lhe pergunto pela razão: "Porque os meus músculos precisam de espaço para crescer!" Os músculos não digo, mas que o corpo todo tem crescido, isso não tenho dúvida.
Quando o abraço, fico com a sensação que em breve estará do meu tamanho. Não faltará muito. Ok, está bem, também não sou das pessoas mais altas... mas assim!? Já!? De repente?! E nesse abraço, sinto o corpo maciço, forte, robusto... as feições de criança a desaparecer e dar lugar às de um homenzinho...
Agora há que preparar a nova fase. Eu lembro-me quando mudei para a escola preparatória. Tudo parecia enorme ao meu olhar de iniciante. Lembro-me de estarmos em fila, encostados à parede, prontos para sair de um dos pavilhões... e uma trupe barulhenta, e alta, a entrar... passando por nós como gigantes em acção. E deu um medozinho no estômago...
E preparar a nova fase não é prepará-lo só a ele. Também temos de nos preparar, pois novos desafios nos esperam. E como equipa queremos vencê-los.
As saudades de voltar a escrever falaram mais alto do que os obstáculos que me têm feito ficar longe da partilha do meu dia a dia, das minhas experiências e perspectivas acerca do que sou, do que me rodeia...
Sinto uma lufada de ar fresco a entrar na minha vida. Quero a liberdade de ser quem sou e viver isso intensamente, sem abrigos, nem refúgios.
Contem com as minhas palavras, os meus testemunhos, as minhas aventuras... acredito que a vida tem muito mais sentido quando partilhada, quando transparente... não pretendo ser exemplo para ninguém, pois sou tão imperfeita como qualquer um... mas creio que por vezes um outro olhar, uma nova perspectiva sobre uma situação ou tema, pode mudar muita coisa nas nossas vidas. Se as guardarmos para nós mesmos, então não produzem frutos. Quero ser uma figueira que dê figos! Não para minha glória, mas para o bem comum.
Não faço promessas. Mas tenho o desejo de escrever diariamente. Sinto que a escrita, quando não treinada, enferruja. Quero escrever de novo com leveza, com a capacidade de brincar com as palavras... porque me faz bem à alma, por me conecta com o outro, esse outro que está agora a ler este texto, que posso conhecer ou ainda não... mas com o qual, de alguma forma, estou ligada... na rede que a internet é, mas sobretudo na rede que a humanidade tece em conjunto.
Sinto uma lufada de ar fresco a entrar na minha vida. Quero a liberdade de ser quem sou e viver isso intensamente, sem abrigos, nem refúgios.
Contem com as minhas palavras, os meus testemunhos, as minhas aventuras... acredito que a vida tem muito mais sentido quando partilhada, quando transparente... não pretendo ser exemplo para ninguém, pois sou tão imperfeita como qualquer um... mas creio que por vezes um outro olhar, uma nova perspectiva sobre uma situação ou tema, pode mudar muita coisa nas nossas vidas. Se as guardarmos para nós mesmos, então não produzem frutos. Quero ser uma figueira que dê figos! Não para minha glória, mas para o bem comum.
Não faço promessas. Mas tenho o desejo de escrever diariamente. Sinto que a escrita, quando não treinada, enferruja. Quero escrever de novo com leveza, com a capacidade de brincar com as palavras... porque me faz bem à alma, por me conecta com o outro, esse outro que está agora a ler este texto, que posso conhecer ou ainda não... mas com o qual, de alguma forma, estou ligada... na rede que a internet é, mas sobretudo na rede que a humanidade tece em conjunto.
Estávamos em Julho de 2005. O Guilherme devia ter três meses na minha barriga. Ainda quase nem se notava que era barriga de grávida. Mas quase todos sabiam. Aliás, eu nem esperei pelas 12 semanas, para contar a novidade a toda a gente que se cruzava comigo. Como diz o meu marido, mesmo antes de eu dizer "Olá!" já estava a anunciar que estava grávida. Tal era o estado de abençoada em que me sentia!
Recordo-me claramente de, neste dia, sentar-me no chão do pavilhão de desportos, onde havia um campeonato da modalidade que treinávamos. Fiquei a assistir, a alguma distância, a um combate que estava a acontecer. Aproximou-se de mim um dos mais velhos e chamou-me a atenção acerca da minha postura. Manifestou que, como grávida, não deveria ter tal atitude. Respondi-lhe com a mesma leveza que continuei sentada no chão daquele pavilhão.
Quando nos tornamos "geradoras e gestoras" de uma vida, parece que nos cobram que deixemos de ter a nossa própria. É como se fosse uma troca. Podes ser mãe, mas tens de deixar de ser pessoa, mulher... nunca aceitei essas regras escritas no vento, quer grávida, quer não estando. Pergunto ainda, num tom de brincadeira, quando alguém me as prescreve, em que parágrafo de que lei está isso escrito!? Costuma-se dizer: Cada um sabe de si, e Deus sabe de todos nós.
Eu estava tão feliz por estar grávida que essa felicidade alargou-se a umas compras para mim mesma. Gastei algum dinheiro com saias, calças, t-shirts, casacos, soutiens, chinelas... e até uma mala nova. Uma mala nova é sempre bom para marcar algum acontecimento!
Não fui ao mais caro. Comprei quase tudo (se não tudo!) na H&M. E desta vez, com a gravidez da Mariana, já não fui tão mãos largas, apesar de especialmente não o ter sido com o Guilherme. Comprei algumas t-shirts, algumas calças, três soutiens... Só duas calças são exclusivamente de grávida, que aliás uso agora que já não estou. De resto comprei tudo com o intuito de (re-)utilizar após a gravidez, nem que seja para andar por casa ou fazer desporto (quando vier a fazê-lo :-).
Não sei se ajudou o facto de na gravidez do Guilherme ter engordado 20 quilos. E da Mariana cerca de metade. Além disso, do Guilherme atravessei a Primavera, o Verão, o Outono e o Inverno, por esta ordem. A Mariana nasceu na Primavera. Na fase que estava mais pesada, bastava-me umas t-hirts e calças. Já com a etapa final do Gui precisava de muito mais roupa.
Quando passamos a ter um ser no nosso ventre, por vezes somos alvo de críticas pelo comportamento, pelo que vestimos, pelo que comemos... se não soubermos o que somos e o que queremos ser, então é fácil deixarmo-nos contaminar por essas leis escritas no vento, que nos fazem dançar uma música que não é a nossa.
Recordo-me claramente de, neste dia, sentar-me no chão do pavilhão de desportos, onde havia um campeonato da modalidade que treinávamos. Fiquei a assistir, a alguma distância, a um combate que estava a acontecer. Aproximou-se de mim um dos mais velhos e chamou-me a atenção acerca da minha postura. Manifestou que, como grávida, não deveria ter tal atitude. Respondi-lhe com a mesma leveza que continuei sentada no chão daquele pavilhão.
Quando nos tornamos "geradoras e gestoras" de uma vida, parece que nos cobram que deixemos de ter a nossa própria. É como se fosse uma troca. Podes ser mãe, mas tens de deixar de ser pessoa, mulher... nunca aceitei essas regras escritas no vento, quer grávida, quer não estando. Pergunto ainda, num tom de brincadeira, quando alguém me as prescreve, em que parágrafo de que lei está isso escrito!? Costuma-se dizer: Cada um sabe de si, e Deus sabe de todos nós.
Eu estava tão feliz por estar grávida que essa felicidade alargou-se a umas compras para mim mesma. Gastei algum dinheiro com saias, calças, t-shirts, casacos, soutiens, chinelas... e até uma mala nova. Uma mala nova é sempre bom para marcar algum acontecimento!
Não fui ao mais caro. Comprei quase tudo (se não tudo!) na H&M. E desta vez, com a gravidez da Mariana, já não fui tão mãos largas, apesar de especialmente não o ter sido com o Guilherme. Comprei algumas t-shirts, algumas calças, três soutiens... Só duas calças são exclusivamente de grávida, que aliás uso agora que já não estou. De resto comprei tudo com o intuito de (re-)utilizar após a gravidez, nem que seja para andar por casa ou fazer desporto (quando vier a fazê-lo :-).
Não sei se ajudou o facto de na gravidez do Guilherme ter engordado 20 quilos. E da Mariana cerca de metade. Além disso, do Guilherme atravessei a Primavera, o Verão, o Outono e o Inverno, por esta ordem. A Mariana nasceu na Primavera. Na fase que estava mais pesada, bastava-me umas t-hirts e calças. Já com a etapa final do Gui precisava de muito mais roupa.
Quando passamos a ter um ser no nosso ventre, por vezes somos alvo de críticas pelo comportamento, pelo que vestimos, pelo que comemos... se não soubermos o que somos e o que queremos ser, então é fácil deixarmo-nos contaminar por essas leis escritas no vento, que nos fazem dançar uma música que não é a nossa.
| Foto retirada do baú. Julho de 2005 Mais ou menos três meses de Gui... na barriga. |
Texto em jeito de comentário ao post Como mãe... podemos? do blog A mãe é que sabe e a fingir que sou um blog de moda [gravidez, gravidez e gravidez] do blog Dias de Uma Princesa.



